Bobinha

Na Carta Maior desta semana, uma professora de ciências políticas da Universidade Federal de Pelotas, Luciana Ballestrin, adverte que enxergar alguma hegemonia comunista nas instituições superiores de ensino é “paranóia” e insinua que, ao contrário, o verdadeiro perigo que se esboça no horizonte nacional é o do fascismo. A prova que ela oferece desse deslumbrante diagnóstico é que três pessoas reclamaram contra o comunismo universitário. Firmemente disposta a dizer qualquer coisa contra essas três minguadas vozes, ela as acusa, ao mesmo tempo, de provir de “um gueto” e de obter “grande repercussão na mídia”. É notório que, entre os estudantes universitários brasileiros, quatro em cada dez são analfabetos funcionais. Temo que entre os professores da área de humanas essa proporção seja de nove para dez. A profa. Ballestrin é mais um exemplo para a minha coleção. Ela fracassa tão miseravelmente em compreender o significado das palavras que emprega, que no seu caso o adjetivo “funcional” é quase um eufemismo. Desde logo, se os direitistas vivem num “gueto”, quem os colocou lá? Enclausuraram-se por vontade própria ou foram expelidos da mídia, das cátedras e de todos os ambientes de cultura superior pela política avassaladora de “ocupação de espaços” que a esquerda aí pratica desde há mais de meio século? Um gueto, por definição, não é um hotel onde a minoria se hospede voluntariamente para desfrutar os prazeres de uma vida sombria, fechada e opressiva, sem perspectivas de participação na sociedade maior. É uma criação da maioria dominante, um instrumento de exclusão usado para neutralizar ou eliminar as presenças inconvenientes. A maior prova de que o esquerdismo domina o espaço é que a direita vive num gueto. Ao acusá-la precisamente disso, essa porta-voz do esquerdismo oficial só dá testemunho contra si própria. Com igual destreza ela maneja a segunda acusação: a de que as três vozes obtiveram “grande repercussão na mídia”. Que grande repercussão? Alguma delas foi manchete de um jornal, foi alardeada no horário nobre da Globo, deu ocasião a uma série infindável de reportagens, congressos de intelectuais e debates no Parlamento como acontece com qualquer denúncia de “crimes da ditadura” ocorridos cinqüenta anos atrás? Nada disso. Foram apenas noticiadas aqui e ali, discretamente, num tom de desprezo e chacota. Mas, para a profa. Ballestrin, mesmo isso já é excessivo. Ela nem percebe que, ao protestar que três direitistas saíram do gueto, ela os está mandando de volta para lá.
Eleições de São Luís: a consolidação de Braide e o declínio de Wellington do Curso

SÃO LUÍS, 10 de outubro de 2024 – Como foi o desempenho dos oito candidatos que disputaram as eleições 2024 em São Luís? Abaixo, uma breve análise sobre cada um deles. Saulo Arcangeli (PSTU): Ficou em último com 2.451 votos, que equivalem a 0,43% do eleitorado. O candidato do PSTU foi o único que não obteve votação acima dos 4 mil votos. Visivelmente fadigado pela repetição do discurso revolucionário do partido, Arcangeli ensaiou discussões mais concernentes à realidade da cidade e abandonou os malabarismos para inserir no debate local a propagação de uma revolução comunista global. Preparado, mas sem um objetivo definido. Deve continuar a cumprir este papel nas próximas eleições. Wellington do Curso (NOVO): Conseguiu terminar na frente apenas dos candidatos de PSTU e PSOL. Chegou a 4.409 (0,77%). Sem dúvida alguma foi o maior derrotado nas eleições deste ano. Fez uma campanha apagada e não empolgou nos debates. A história mostra um derretimento acentuado do político que, há oito anos, tinha grande influência na capital. A última vez que Wellington do Curso havia disputado uma eleição foi em 2016. Na ocasião, ele obteve 103 951 mil votos. Por pouco não disputou o segundo turno naquele ano, perdendo para Eduardo Braide, que teve 112.041 votos. Em 2018, foi o segundo deputado estadual mais votado em São Luís, com 17.328 votos. Em 2020 foi impedido de sair candidato por uma manobra entre Eduardo Braide e Roberto Rocha. 2022, foi o segundo mais votado na capital. Obtendo 15.856 votos, a tragédia: Wellington obteve apenas 4.409 votos. Wellington perdeu mais de 95% do seu eleitorado para a prefeitura na capital em oito anos. Nos próximos dois anos deve trabalhar por uma reeleição complicada para o cargo de deputado estadual.
Maioria dos eleitores de São Luís é conservadora, diz pesquisa

SÃO LUÍS, 30 de setembro de 2024 – A pesquisa Quaest, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, apontou que a maior parte dos eleitores de São Luís se identifica como tradicional/conservadora. Dos 852 eleitores entrevistados, 52% se consideram tradicionais/conservadores. O número de eleitores progressistas/modernos é de 28%. Já os moderados representam 8%. Não souberam responder 12%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-06269/2024, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. ELEITORADO Entre os eleitores conservadores, Eduardo Braide (PSD) tem ampla maioria com 68%, Duarte (PSB) tem 16% das intenções de voto e Wellington do Curso (Novo) aparece com 3% Entre os eleitores progressistas, Eduardo Braide (PSD) lidera com 54% das intenções de voto. Duarte (PSB) fica com 30%, enquanto Wellington do Curso (Novo) tem 1%. Entre os eleitores que se identificam como moderados, Eduardo Braide (PSD) também lidera com 67%. Duarte (PSB) aparece em segundo com 23%, e Wellington do Curso (Novo) pontua com 2%. Yglésio (PRTB) que alcançou 4% entre eleitores de direita e 1% tanto com eleitores de centro e de esquerda. Fábio Câmara (PDT) teve 2% entre os de esquerda e 1% no centro e na direita. Flávia Alves (Solidariedade) chegou a 2% entre a esquerda, 0% no centro e 1% na direita. Saulo Arcangeli (PSTU) tem 1% entre a esquerda e zera nos demais. Apenas Franklin Douglas (PSOL) obteve 0% em todos os levantamentos. DIREITA, ESQUERDA E CENTRO Quando a pergunta é feita sobre um lado político específico, centro e direita ocupam lugar de destaque entre os eleitores da Capital. Sendo que 37% se identificam como centristas e 36% como direitistas. Os esquerdistas são a minoria, com apenas 15%. Não souberam responder 10%.
Luciano Genésio pode transformar direito de professores em jogada eleitoral

PINHEIRO, 11 de setembro de 2024 – O prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, está prestes a transformar um direito dos profissionais de educação da cidade em oportunidade eleitoral. Ocorre que Genésio pretende quitar dívidas relacionadas ao FUNDEF às vésperas da eleição. A medida envolve o pagamento de aproximadamente R$ 20 milhões, planejado para ser efetuado até o dia 1º de outubro. Este montante se soma aos R$ 14 milhões já pagos, de um total devido de mais de R$ 30 milhões segundo determinações judiciais. O processo tem sido marcado pela falta de transparência. Nem o sindicato dos professores, signatário do acordo, nem a população, têm clareza sobre quem são os beneficiários ou os montantes específicos a serem recebidos por cada um. Documentos obtidos pelo blog apontam que uma lista com mais de 2.000 nomes de supostos profissionais da educação, que teriam atuado entre 1997 e 2004. Há a suspeita de que a lista inclui indivíduos que possivelmente não residiam no município ou que nunca trabalharam na área educacional. A situação alimenta especulações sobre a utilização dos pagamentos como uma possível estratégia eleitoral.
A política da inveja

Socialistas e outros esquerdistas apoiam a tributação da renda e da riqueza dos ricos. Eles dizem que querem promover a “igualdade” e a “justiça social”, mas na verdade são motivados pela inveja. Eles querem o que os outros têm. Eles não suportam a ideia de outras pessoas terem mais dinheiro do que eles. Aqui está o que Rob Larson, professor de economia do Tacoma Community College, diz sobre certos apartamentos muito caros: “Além do retorno das mansões na cidade para os ricos e seus carros, Nova York e Londres também viram o crescimento de ‘portas para pobres’. Estas são entradas para novos edifícios de luxo, erguidos com a exigência da cidade de incluir algumas unidades habitacionais acessíveis para trabalhadores regulares, além de unidades de ‘taxa de mercado’ que são vendidas por sete dígitos ou mais. O The Guardian descreve um empreendimento de luxo em Londres, onde a porta principal se abre para revestimentos de mármore de luxo e portas macias, e uma placa na parede informa os moradores que o concierge está disponível. Na parte de trás, a entrada para as casas acessíveis é um corredor creme, decorado apenas com caixas de correio cinza e um cartaz avisando os inquilinos de que eles estão sendo filmados e serão processados se causarem algum dano.” Para mim, esta é uma passagem incrível. No exemplo de Larson, algumas “pessoas que trabalham regularmente” estão alojadas em alguns dos apartamentos mais luxuosos do mundo. Mas Larson ainda se opõe porque essas pessoas não conseguem usar as entradas mais sofisticadas feitas para os super-ricos que pagam taxas de mercado. Ao ler Larson, você pode sentir seu ódio doentio pelos ricos: ele gostaria de ofende-los, só porque eles são capazes de pagar coisas que outros não podem pagar. Ele não oferece nenhuma evidência de que os trabalhadores dos apartamentos estejam insatisfeitos. Se eu tivesse que adivinhar, imagino que eles estejam felizes por estarem recebendo o lucro inesperado que resulta da interferência do governo no livre mercado em seu nome; mas se estou certo no presente contexto não importa. O objetivo é simplesmente expor a emoção de Larson pelo que ela é. Como analogia, considere alguém que se ressente de viagens aéreas de primeira classe, não porque ache a classe econômica desconfortável, mas apenas porque outros viajam em melhores condições do que ele. E o argumento de que a inveja e o ódio estão envolvidos no exemplo de Larson é mais forte do que no caso das viagens aéreas. Exceto pela entrada, os trabalhadores estão recebendo o bem de luxo – mas isso não é suficiente para Larson.
Funcionários da ex-gestão Gleydson Resende são alvo da Polícia Federal

BARÃO DE GRAJAÚ, 28 de agosto de 2024 – Servidores da gestão municipal de Barão de Grajaú entre os anos de 2015 e 2017 foram alvo de grande operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (28/8). Eles são investigados por supostos desvios milionários no período. Apesar de estarem fora da gestão há anos, dezenas de mãos de dinheiro e joias de foram encontrados. Batizada de Operação VIS HABITUS, a operação visa possíveis desvios de recursos públicos, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro cometidos servidores públicos da antiga gestão do prefeito Gleydson Resende. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, no município de Barão do Grajaú/MA, expedidos pela Vara Federal de Balsas/MA. Além disso, foi determinada pelo Juízo Federal a quebra do sigilo telemático dos equipamentos encontrados. Os investigados poderão responder por corrupção passiva, apropriação de verbas públicas, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Esses crimes possuem penas máximas que, se somadas, podem chegar a 29 anos de prisão. Durante as buscas, grande quantidade de dinheiro em espécie foi encontrada. Os valores ainda estão sendo contabilizados. Foram apreendidos veículos de luxo e bens incompatíveis com a renda dos investigados. Os materiais apreendidos serão encaminhados para a realização dos exames periciais visando a coleta de novos elementos, visando identificar outros servidores envolvidos, empresários, bem como identificar outros crimes relacionados. As investigações foram conduzidas e operacionalizadas pela Delegacia de Polícia Federal em Caxias/MA e seguem em andamento.
A metapolítica do aborto

“A coisa mais misericordiosa que uma família numerosa faz a um de seus membros infantes é matá-lo”, assim atestou Margaret Sanger em seu livro Woman and the New Race, publicado em 1920. Sanger foi uma das mentes inspiradas pelo movimento eugênico, cujas práticas não tardariam em ser disseminadas por inúmeros teóricos, inclusive os nazistas. Não por acaso, Sanger, que buscava a legalização do aborto a fim de controlar o número de nascimentos, fundou a Planned Parenthood e estendeu a política abortista aos pobres, doentes e deficientes. A empresa – a qual em 2015 teve expostos vários de seus altos funcionários que estavam envolvidos no comércio de órgãos e tecidos humanos – tornou-se uma autêntica indústria da morte. Entre as décadas de 20 e 60, estudos demográficos inspirados pelas ideias de Thomas Malthus, que tratavam sobre os conflitos entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos, começaram a ser financiados por fundações bilionárias, o que fez com que a política abortista passasse a ser então encarada como “planejamento familiar”. No livro The Plundered Planet, Henry Osborn produziu um desserviço de cunho eco-alarmista ao vincular a eugenia com a preservação da natureza.
Marta é única brasileira entre atletas milionários das Olimpíadas

PARIS, 29 de julho de 2024 – Conhecida como a melhor jogadora de futebol do Brasil e uma das mais emblemáticas do mundo, Marta Vieira da Silva também ficou conhecida por reclamar da falta de incentivo no esporte. São diversas as ocasiões em que marta chorou ao reclamar da falta de patrocínio e dos baixos salários. Matéria publicada recentemente mostra que as exibições sentimentais de Marta e sua verborragia não condizem com a própria realidade dela. Com uma fortuna avaliada em cerca de R$ 80 milhões, ela é uma das atletas mais ricas das Olimpíadas. A lista não conta com nenhum jogador do masculino. A matéria divulgada pelo The Sun elenca os 13 atletas mais ricos entre os mais de 4 mil que participam das Olimpíadas. Marta ocupa lugar de destaque ao lado de bilionários como Le Bron James (NBA), Kevin Durant (NBA) e Novak Djokovic (tênis). Apesar de Marta ser costumeira em reclamar da diferença salarial entre homens e mulheres no futebol, nenhum jogador do futebol masculino acumulou dinheiro o suficiente para entrar na lista. Vale ressaltar que vários jogadores dos maiores times do mundo participam das Olímpiadas. Como o atacante uruguaio Julián Álvarez (Manchester City), o lateral marroquino Achraf Hakimi (PSG), o atacante espanhol Sergio Gomez (Manchester City) e o zagueiro argentino Nicolás Otamenti (Benfica). A fortuna de Marta foi avaliada em £ 10 milhões. Em reais, o valor se aproxima de R$ 80 milhões. Desde meados dos anos 2000 a atleta reclama de baixos salários. Pelo choro e desespero, a impressão que se tinha era que ela sentia-se desvalorizada. A lista do The Sun mostra que Marta foi muito valorizada, e bem paga, ao longo de sua carreira.

