Braide mente sobre greves

TEM PREFEITO QUE NÃO ENFRENTA O problema. Enfrenta a verdade. E, para esconder a própria incapacidade, passa anos apontando diferentes culpados, como se a população de São Luís não tivesse memória. Braide passou anos trocando a versão sobre a greve, mas o problema continua o mesmo: incapacidade de resolver a crise do transporte em São Luís. Ao longo do mandato, houve acordos, descumprimentos, demissão de secretário e repetidas tentativas de empurrar a culpa para outros. Enquanto isso, a população segue pagando a conta. O discurso muda. A greve volta. E a prefeitura continua sem atacar a raiz do problema. No vídeo, eu mostro como a narrativa foi sendo montada para esconder um fato simples: a gestão não conseguiu resolver um dos piores dramas da cidade. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por José Linhares Jr | Política MA (@joselinharesjr)
TRE-MA julga um dos mega escândalos eleitorais nesta semana

NOVA OLINDA DO MARANHÃO, 24 de março de 2026 – O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) inicia nesta semana o julgamento do recurso do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes, contra a sentença que cassou seu mandato e o do vice, Ronildo de Carvalho, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. O caso será analisado em sessão presencial do plenário, com sustentação oral das defesas, nesta quinta (26). O processo havia sido retirado do plenário virtual após solicitação da defesa, que pediu julgamento físico. A cassação foi determinada pela juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá. A ação foi proposta pela ex-candidata Thaymara Muniz, que ficou em segundo lugar na disputa. Na sentença, a magistrada apontou a ocorrência de diversas irregularidades durante o pleito. Entre elas estão compra de votos, distribuição de materiais de construção, promessas de cargos, repasses em dinheiro e via Pix, além da doação de telhas a eleitores.
País tem mais de 12 mil ações contra facções sem julgamento

MARANHÃO, 24 de março de 2026 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou nesta segunda (23), que há 12.448 ações penais relacionadas ao crime organizado ainda sem julgamento nos tribunais brasileiros. De acordo com o levantamento, o número de novos processos mais que dobrou em cinco anos. Passou de 2.607 em 2020 para 6.761 em 2025, o que representa um crescimento de quase 160%. Os dados foram apresentados pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, que disse: “O crime organizado corrói as instituições, captura mercados lícitos, financia a violência, instrumentaliza o sistema financeiro para a lavagem de seus produtos”. De acordo com o magistrado, o crime “disputa com o Estado o monopólio do uso da força em territórios que, abandonados pelo Poder Público, se tornaram vulneráveis”.
Josimar anuncia Fabiana Vilar candidata a sua vaga na Câmara

MARANHÃO, 24 de março de 2026 – O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) anunciou que sua sobrinha, a deputada estadual Fabiana Vilar, será candidata à Câmara dos Deputados em 2026. A declaração ocorreu durante reunião com lideranças em Maranhãozinho, principal base eleitoral do parlamentar. O encontro também serviu para reforçar a unidade do grupo político em torno das novas diretrizes partidárias. Apesar de indicar a sucessão para sua vaga em Brasília, Josimar ainda não definiu se disputará um cargo de deputado estadual nas próximas eleições. A movimentação ocorre após decisão da Primeira Turma do STF, que condenou Josimar por corrupção passiva. Também foram condenados os deputados Pastor Gil e Bosco Costa.
Ministro André Mendonça manda prorrogar CPMI do INSS

BRASÍLIA, 24 de março de 2026 – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso Nacional adotem medidas para prorrogar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. A decisão liminar fixa prazo de 48 horas para análise do requerimento. A medida foi tomada no Mandado de Segurança 40799, apresentado pelo senador Carlos Viana e pelos deputados Alfredo Gaspar e Marcel van Hattem. Os parlamentares alegam omissão da Mesa ao não analisar o pedido de prorrogação por mais 120 dias, protocolado em dezembro de 2025. Na decisão, Mendonça afirmou que a falta de leitura do requerimento fere o direito das minorias parlamentares, assegurado pela Constituição. Segundo o ministro, o cumprimento dos requisitos torna obrigatória a análise do pedido, sem margem para decisão política sobre sua conveniência. O relator destacou que, na ausência de regra específica no Regimento do Congresso, aplica-se o Regimento do Senado. A norma prevê prorrogação automática de comissões mediante solicitação de ao menos um terço dos parlamentares.
Orleans cumpre agenda com obras e investimentos em Loreto

LORETO, 24 de março de 2026 – Após inaugurar dezenas de obras em Balsas e Tasso Fragoso, no final de semana, a comitiva do Governo do Maranhão chegou a Loreto, nesta segunda (23), a agenda de entregas de serviços públicos no Sul do estado. O secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, acompanhou os atos no município, ao lado do governador Carlos Brandão. A agenda em Loreto começou com a inauguração da Praça Nossa Senhora de Guadalupe, que passou por revitalização. Outro momento foi a entrega do Núcleo Especializado da Defensoria Pública do Maranhão (DPE) no município. A nova unidade tem como objetivo ampliar o acesso à justiça e à assistência jurídica para os moradores da região. Orleans Brandão comentou sobre a interiorização dos serviços estaduais. “Mais um dia de andanças pelo nosso estado, entregando obras essenciais à população. Agora em Loreto, inauguramos equipamentos públicos que vão reforçar principalmente o atendimento dos serviços de cidadania, como a Defensoria Pública e o Viva/Procon, e melhorar os espaços de convivência da cidade”, disse o secretário.
Dino e demais ministros receberam acima do teto desde 2019

BRASIL, 23 de março de 2026 – Um levantamento da Folha de S.Paulo mostrou que seis ministros do STF receberam valores acima do teto do funcionalismo desde 2019, com base em dados do Judiciário, do Ministério Público e da AGU. Os pagamentos ocorreram principalmente por verbas retroativas, que elevaram os rendimentos mensais acima do limite constitucional. Entre os ministros citados estão Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Segundo os dados, os valores extras somados no período chegam a aproximadamente R$ 2,8 milhões. No caso de Flávio Dino, os valores acima do teto ocorreram já durante sua atuação no STF. Em dezembro de 2024, ele recebeu cerca de R$ 30 mil líquidos em verbas retroativas, o que elevou sua remuneração mensal para mais de R$ 55 mil líquidos. Antes disso, enquanto governava o Maranhão, Dino também registrou rendimentos superiores ao teto. Em dezembro de 2020, seus ganhos líquidos ultrapassaram R$ 100 mil, impulsionados por pagamentos acumulados de períodos anteriores. Esses valores adicionais são conhecidos como penduricalhos e resultam de direitos reconhecidos posteriormente, como férias e folgas não usufruídas. Dessa forma, os montantes são pagos de uma só vez, ultrapassando o limite constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. Apesar de ter recebido valores desse tipo, Dino passou a atuar para restringir esses pagamentos. Em decisão liminar recente, ele suspendeu repasses que ultrapassem o teto e proibiu novos mecanismos que ampliem a remuneração por adicionais. Além disso, o ministro determinou que verbas indenizatórias não podem ser utilizadas para contornar o limite constitucional. A decisão possui alcance nacional e ainda será analisada pelo plenário do STF. Outro ministro citado no levantamento, Gilmar Mendes, também suspendeu leis estaduais que autorizavam benefícios semelhantes. Ainda assim, ele figura entre os que receberam valores adicionais, com mais de R$ 880 mil acumulados no período analisado.
CNJ usa brecha para manter salários de magistrados punidos

BRASÍLIA, 23 de março de 2026 – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) utilizou a sanção de disponibilidade para afastar magistrados e manter seus salários, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo. A medida suspende juízes e desembargadores por até dois anos, sem interromper o pagamento, com base na Lei Orgânica da Magistratura, sancionada em 1979. Além disso, o uso da disponibilidade se intensificou após o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional iniciarem mudanças para extinguir a aposentadoria compulsória como punição máxima. Dessa forma, a prática passou a ser adotada como alternativa para casos de infrações disciplinares graves. Na terça (17), o CNJ aplicou a sanção ao afastar um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado foi acusado de falsificar documentos e alterar resultados de julgamentos, segundo o processo analisado pelo colegiado. -A decisão ocorreu um dia após o ministro Flávio Dino, do STF, determinar que infrações graves devem resultar na perda definitiva do cargo. No entanto, o CNJ adotou a suspensão remunerada prevista na legislação vigente.