Gastos sob Lula batem R$ 2,6 tri e colam no teto da pandemia

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026 — O governo Lula gastou R$ 2,633 trilhões nos 12 meses encerrados em maio. Esse valor deixa o país perto do recorde histórico de despesas, que foi de R$ 2,822 trilhões em novembro de 2020, no auge da pandemia. Os dados são de levantamento da CNN. A Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são os principais responsáveis pelo aumento. A Previdência consumiu R$ 1,117 trilhão no período. Esse valor é mais que o dobro de todo o gasto com servidores públicos ativos. Além disso, o reajuste do salário mínimo pela inflação puxa outros benefícios para cima, o que dificulta o controle das contas. Para tentar segurar os gastos, a equipe econômica do presidente Lula aumentou o bloqueio orçamentário para R$ 23,7 bilhões. As projeções de despesas com o BPC subiram R$ 14,1 bilhões. As de aposentadorias aumentaram R$ 11,5 bilhões. O governo quer cumprir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB. Também precisa manter o crescimento dos gastos dentro do limite de 2,5% acima da inflação. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o Estado está perdendo espaço para gastos livres. Agências reguladoras já sofrem restrições. O Banco Central também enfrenta cortes em tecnologia. Economistas alertam que a máquina pública pode parar totalmente até 2027 se o Congresso não aprovar reformas estruturais profundas. O descontrole das contas também afeta a dívida pública. O Tesouro Nacional precisa emitir mais títulos para cobrir o rombo. Por isso, a dívida federal subiu 1,91% e chegou a R$ 8,798 trilhões. Esse valor equivale a quase 70% de todo o PIB brasileiro. Essa trajetória de endividamento eleva as expectativas de inflação. Com isso, os juros continuam altos no mercado. Especialistas dizem que o descumprimento das metas fiscais pode levar o Brasil a uma recessão severa, como a de 2015 e 2016, com desemprego alto e perda do poder de compra da população.
Yglésio Moyses anuncia apoio a Lahésio Bonfim para o Senado

MARANHÃO, 1º de julho de 2026 — O deputado estadual Yglésio Moyses anunciou, por meio das redes sociais, apoio à pré-candidatura de Lahésio Bonfim ao Senado Federal. O anúncio foi feito em um vídeo divulgado nesta terça (1º) e também reforça a projeção de Yglésio como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Durante a gravação, os dois políticos defenderam a união do grupo sob o lema de que o Maranhão “tem jeito sim”. Segundo Yglésio, o estado vive um momento em que as lideranças precisam somar forças com quem, segundo ele, tem coragem para enfrentar injustiças. “Chega de censura disfarçada de ‘combate à desinformação’. Chega de decisões que atropelam o Congresso e calam quem pensa diferente. Chega de bandido solto e cidadão de bem refém do medo! O Maranhão não aguenta mais discursos vazios. É hora de coragem pra dizer o óbvio e enfrentar quem quer calar o povo”, publicou. Ao justificar o apoio, Yglésio destacou a força política de Lahésio Bonfim e lembrou que quase um milhão de maranhenses apoiaram o projeto liderado pelo ex-prefeito nas últimas eleições. Lahésio Bonfim agradeceu a declaração de apoio e afirmou que a parceria busca representar os valores da população no Congresso Nacional. “Nós unimos forças para fazer com que a força de quem produz, a força da família, a força da liberdade tenha voz onde eles mais precisam: no Congresso Nacional”, declarou.
Iracema Vale anuncia pré-candidatura à Câmara Federal

MARANHÃO, 1º de julho de 2026 — A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, confirmou nesta terça-feira (1º), durante sessão plenária da Casa, que será candidata à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Com isso, a parlamentar deixa de lado as especulações sobre uma candidatura ao Senado, à vice-governadoria ou até mesmo à reeleição para a Assembleia. Iracema chega à pré-campanha com um dos maiores capitais eleitorais do estado. Em 2022, ela foi eleita deputada estadual com mais de 104 mil votos, tornando-se a parlamentar mais votada do Maranhão. Também entrou para a história como a primeira mulher a comandar a Assembleia Legislativa em dois séculos de existência da Casa. A trajetória política de Iracema foi construída no interior do Maranhão, onde foi vereadora e exerceu cargos no Executivo municipal antes de chegar à Assembleia Legislativa. O anúncio foi feito durante pronunciamento na sessão desta terça (1º), na Assembleia Legislativa.
Internet passa TV aberta em verba publicitária no Brasil

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026 — A internet recebeu mais dinheiro de propaganda do que a TV aberta pela primeira vez no Brasil. Isso aconteceu no primeiro trimestre de 2026. Os dados são do Fórum de Autorregulação do Mercado Publicitário (Cenp). A publicidade digital movimentou R$ 2,14 bilhões. O valor é 24,3% maior que o do mesmo período de 2025. A TV aberta, por sua vez, recebeu R$ 1,75 bilhão. Portanto, a internet ficou com 38,3% de toda a verba publicitária do país. A TV aberta ficou com 31,3%. Os anunciantes gastaram R$ 5,58 bilhões no total. Esse montante é 18,3% maior que o dos primeiros meses de 2025. Enquanto a internet cresceu bastante, a TV aberta caiu 0,25% na comparação anual. Essa mudança já era esperada. Em 2023, a internet tinha 33,9% do mercado contra 46,3% da TV. Em 2024, a internet subiu para 36,3% e a TV caiu para 42,4%. Já em 2025, os dois ficaram quase empatados: 36,5% para a internet e 37,1% para a TV. Agora, em 2026, a internet assumiu a liderança de vez. Dentro da publicidade digital, os anúncios em display (banners e peças gráficas) foram os maiores: R$ 1,24 bilhão, ou 58% do total. Além disso, os anúncios em vídeo tiveram o maior crescimento. Eles saltaram 82% em relação a 2025, passando de R$ 124,2 milhões para R$ 226 milhões. Esse formato já representa 10,6% de toda a publicidade digital. As redes sociais também pesaram: ficaram com 24,8% dos investimentos da internet no período.
Brasil paga US$ 3 mi a escritório que atua em caso de Moraes

BRASÍLIA, 1º de julho de 2026 — O Brasil possui um contrato de quase US$ 3 milhões com o escritório Foley Hoag LLP, que representa o Estado em uma ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos EUA. A AGU, sob o governo Lula, argumentou que a ação envolve a República Federativa do Brasil e pediu o reconhecimento da imunidade de jurisdição O Brasil tem um contrato de US$ 2,9 milhões com o Foley Hoag LLP, que atua na ação movida por Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos. O escritório norte-americano atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo, na semana passada. Firmado em 25 de junho de 2019, durante a gestão do então advogado-geral da União (AGU), André Mendonça, o contrato foi celebrado inicialmente por R$ 9 milhões para representar os interesses da União perante tribunais dos EUA. A Oeste, a AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data. Especialistas consultados pela reportagem dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA. Os R$ 15 milhões representam o teto da negociação do Brasil com o escritório até junho de 2027, e não necessariamente o montante já gasto. A AGU também informou que a atuação do Foley Hoag LLP na ação sobre Moraes custou US$ 205 mil (pouco mais de R$ 1 milhão, na cotação atual). Desse total, US$ 200.496 já foram pagos, enquanto US$ 4.735,50 ainda estão pendentes de quitação. Sob Lula, a AGU decidiu intervir no processo ao sustentar que a ação não envolve apenas Moraes, mas a própria República Federativa do Brasil. Conforme o órgão, as decisões interpeladas foram proferidas pelo juiz no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal (STF) e, por isso, não podem ser submetidas à revisão de tribunais estrangeiros. Dessa forma, o Foley Hoag LLP pediu o ingresso da União no processo e o reconhecimento da imunidade de jurisdição do Estado brasileiro. Em junho deste ano, a juíza Mary Scriven aceitou a intervenção do Brasil, suspendeu qualquer decretação de revelia e deixou para analisar posteriormente o pedido de extinção da ação apresentado pela AGU.
Wellington do Curso acusa Eliziane Gama de covardia

SÃO LUÍS, 1º de julho de 2026 — O deputado estadual Wellington do Curso fez duras críticas à senadora Eliziane Gama durante discurso na sessão plenária desta quarta (1º), na Assembleia Legislativa do Maranhão. Ele afirmou que a cassação de seu mandato nasceu “na casa da senadora” e classificou a atuação dela como um ato de covardia. Ao relembrar o processo que enfrentou por cerca de três anos e meio, Wellington disse que nunca esperava voltar à tribuna após ter o mandato cassado. “Foi uma covardia que nasceu na casa da senadora Eliziane Gama”, declarou. Em seguida, afirmou que a parlamentar “foi covarde com o amigo, com um aliado” e acrescentou: “Que Deus tenha piedade da sua alma, porque a senadora Eliziane Gama foi covarde com o professor e deputado Wellington do Curso.” O deputado também citou o ex-deputado Edson Araújo ao afirmar que a articulação da cassação ocorreu em conjunto com ele. Segundo Wellington, seu mandato foi conquistado “com o voto limpo e consciente” e não havia motivos para a perda do cargo. “Eu não fiz nada de errado. Não cometi crime”, afirmou. Além das críticas, Wellington atribuiu a reversão da decisão judicial à atuação de Deus, dos advogados e das orações. Ele lembrou que conseguiu reverter o placar desfavorável na Justiça e disse que sua trajetória política foi construída sem sobrenome político. “Quem me trouxe até aqui foi Deus”, declarou. Ele que é pré-candidato à reeleição, Wellington do Curso também agradeceu o apoio recebido e afirmou que continuará defendendo a população maranhense na Assembleia Legislativa.
Allan Garcês reafirma posições sobre pautas conservadoras

MARANHÃO, 1º de julho de 2026 — Allan Garcês voltou a defender pautas conservadoras ao explicar por que afirma não se identificar com lideranças de esquerda. Durante a declaração, ele reafirmou ser contrário ao aborto, à legalização das drogas e ao que chama de ideologia de gênero. “Como é que eu poderia seguir um líder de esquerda ou me tornar uma pessoa de esquerda, que defende a liberação das drogas, que eu sou contra, que defende ideologia de gênero, que eu combato?”, afirmou. Segundo Garcês, suas convicções pessoais e políticas são incompatíveis com essas pautas. Ele também criticou líderes de esquerda por defenderem a liberação das drogas. Ao abordar a identidade de gênero, Garcês afirmou que sua posição não está ligada a preconceito contra pessoas LGBTQIA+. “Não é preconceito. Eu não tenho preconceito com relação à identidade de gênero. Eu tenho pessoas na minha família”, disse. Na sequência, Allan Garcês criticou a inclusão de discussões sobre identidade de gênero na educação infantil. Segundo ele, crianças ainda não possuem maturidade para esse tipo de debate. “A questão é que tá querendo se impor uma ideologia de gênero para crianças. Você querer introduzir ideologia de gênero para criança de cinco, de seis anos? […] Não tem maturidade mental para isso”, afirmou. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por LEANE LAGO💙 PRÉ-CANDIDATA DEPUTADA ESTADUAL🇱🇷 #MeuMaranhão💙 (@leanelago.oficial)
CNPJs ganham letras a partir deste mês de julho

BRASIL, 1º de julho de 2026 — A Receita Federal começa a emitir novos CNPJs com letras e números a partir de julho. A mudança vale para empresas que forem abertas a partir dessa data. O órgão publicou a Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024 para atualizar as regras. Os CNPJs já existentes continuam válidos. Eles não sofrem nenhuma alteração. O novo modelo mantém as 14 posições do formato atual. Ele segue o padrão AA.AAA.AAA/AAAA-DV. As 12 primeiras posições podem ter letras e números. Os dois últimos dígitos, que fazem a verificação, seguem apenas numéricos. As oito primeiras posições formam a raiz do CNPJ. As quatro seguintes indicam se é matriz ou filial. A Receita explicou que o cálculo do dígito verificador usa o algoritmo módulo 11. Esse algoritmo foi ajustado para ler caracteres alfanuméricos. As letras são atribuídas de forma aleatória. Elas não têm relação com o Estado ou com o tipo de empresa. Por isso, nem todo novo CNPJ terá letras. A escolha dos caracteres é aleatória. A transição para o novo formato será gradual. Cada setor da economia vai mudar em uma etapa diferente do cronograma. Os dois modelos, numérico e alfanumérico, vão coexistir por tempo indeterminado. A Receita afirma que a mudança foi necessária por causa do crescimento de empresas no país. O modelo atual está próximo de esgotar as combinações possíveis. O novo formato amplia bastante as opções de identificação. O órgão também nega que as letras sirvam para rastrear movimentações financeiras. Elas também não têm relação com inteligência artificial. Para ajudar na adaptação, a Receita disponibilizou o Simulador Nacional de CNPJ. A ferramenta é gratuita. Cada usuário pode gerar até mil CNPJs fictícios para testar seus sistemas. Não são usados dados reais nesse simulado.