Falta de abrigos em paradas de ônibus de SLZ na mira do MPMA

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2026 – O Ministério Público do Maranhão instaurou Inquérito Civil para apurar a ausência e a precariedade dos abrigos de ônibus em São Luís. A investigação, aberta em 13 de janeiro de 2026 pelo promotor Albert Lages Mendes, envolve a Prefeitura de São Luís, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). A medida decorre de denúncia apresentada pelo co-vereador Jhonatan Alves (Coletivo Nós), que relatou problemas enfrentados por moradores da Zona Rural.
Emendas Pix pagam água, luz, internet e show até do Safadão

BRASIL, 16 de janeiro de 2026 – A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou irregularidades no uso de emendas parlamentares do tipo Pix por municípios brasileiros. A auditoria federal apontou que os recursos, destinados a obras e serviços, foram usados para pagar despesas básicas como água, luz, internet e até cachês de shows do cantor Wesley Safadão. O relatório, concluído em dezembro, foi encaminhado à Polícia Federal para investigação. Em Tucano, na Bahia, o município comandado pelo filho do deputado federal Ricardo Maia recebeu R$ 19 milhões em 2023 e usou parte para pagar contas de água, luz, internet e aluguel de carros. O cachê do artista Wesley Safadão, por exemplo, foi de R$ 730,5 mil em um evento municipal. A CGU apontou que o município omitiu informações sobre a origem completa dos recursos no sistema de transparência, dificultando a fiscalização. A prática ocorreu porque as emendas Pix foram aplicadas no custeio da máquina administrativa, o que é vedado pelas regras desse tipo de transferência. Segundo a CGU, o dinheiro deve financiar programações finalísticas diretamente para a população, não despesas de rotina das prefeiturass. Em um caso específico, um município usou R$ 1 milhão de uma única emenda para quitar impostos, manutenção e contas de consumo.
Justiça determina cobrança individual de água pela Caema

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2026 – A Justiça do Maranhão determinou que a Caema passe a cobrar o consumo de água por unidade residencial nos condomínios que possuem sistema de medição individualizada. Além disso, a concessionária deverá pagar R$ 10 mil ao Fundo Estadual de Direitos Difusos por danos morais coletivos. A decisão da Justiça acolheu parte dos pedidos do Ministério Público, que questionou práticas adotadas no Residencial Parque Dunas do Litoral. A empresa havia multiplicado a tarifa mínima pelo total de unidades, apesar da existência de apenas um hidrômetro instalado. O Ministério Público apontou que a cobrança individual não era feita, o que elevava o valor das contas acima do consumo real. A situação chamou atenção porque, mesmo com apenas um instrumento de medição, a companhia aplicava valores estimados. Dessa forma, o caso foi analisado pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. O juiz Douglas de Melo Martins concluiu que a conduta da empresa desrespeitou o Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Diretrizes do Saneamento, normas que tratam de informações claras e métodos adequados de cobrança. MEDIÇÃO A Caema informou que não poderia realizar faturamento individual devido a limitações técnicas previstas no “Manual do Empreendedor” de 2024. Contudo, o projeto do condomínio foi aprovado em 2019, quando a disposição atual dos hidrômetros já havia sido aceita pela própria companhia. A concessionária ainda solicitou perícia técnica para verificar se o empreendimento tinha individualização regular. Além disso, pediu vistoria para avaliar a compatibilidade entre o projeto original e a leitura do consumo. O laudo pericial mostrou divergência entre os valores cobrados e o volume realmente consumido pelos blocos. Segundo o documento, houve superfaturamento ao comparar o consumo estimado nas faturas com os registros efetivos. O estudo indicou que a cobrança adotava parâmetros superiores ao que os moradores realmente utilizaram.
Emenda família bate recorde e atinge R$ 1,7 bilhão em 2025

BRASÍLIA, 16 de janeiro de 2026 – Alvo de um pente-fino determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o repasse de emendas para Organizações Não Governamentais (ONGs) foi turbinado nos últimos anos por parlamentares. Levantamento do GLOBO mostra que o montante saltou dez vezes desde 2019 e chegou ao recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. Parte desse dinheiro foi destinado pelos congressistas a estruturas controladas por familiares, ex-assessores e aliados políticos. Procurados, Câmara e Senado afirmaram, em nota, que as regras para repasses de emendas para ONGs têm sido aprimoradas, com o objetivo de ampliar os instrumentos de transparência, rastreabilidade e controle dos recursos. Em julho de 2025, o Congresso promulgou uma resolução que estabelece alguns critérios para uma entidade receber a verba, como ter sede própria e capacidade gerencial e operacional. “Trata-se de alteração que visa fixar parâmetros claros e objetivos para que eventuais ONGs recebedoras de recursos oriundos de emendas parlamentares tenham real capacidade de execução dos serviços a que se refere a programação orçamentária, bem como instrumentos de fiscalização, inclusive pelo cidadão”, afirma a nota. Desde o início da atual legislatura, em 2023, entidades privadas receberam R$ 3,5 bilhões em emendas, volume 410% superior aos R$ 729,4 milhões destinados durante toda a legislatura anterior, entre 2019 e 2022. O montante consolida as ONGs como o terceiro principal destino das verbas sob controle dos congressistas, atrás apenas das prefeituras e fundos municipais de saúde. O total enviado às organizações sem fins lucrativos já é mais do que o triplo do repassado a governos estaduais e ao Distrito Federal (R$ 460,9 milhões). Também supera os valores destinados a autarquias federais, como universidades e departamentos de estradas (R$ 132,6 milhões); a empresas públicas, como Correios e Codevasf (R$ 154,1 milhões); e a órgãos estaduais, que somaram R$ 702 milhões. Uma das entidades que se beneficiou desses repasses é a Associação Pestalozzi de Maceió, presidida pela ex-deputada Tereza Nelma (PSD-AL) ao longo de dez anos. Após assumir o mandato na Câmara, em 2019, e deixar o comando da associação para sua vice, a parlamentar passou a destinar emendas para a ONG que havia dirigido. Entre junho de 2021 e fevereiro de 2025, a entidade que presta atendimento às pessoas com deficiência recebeu R$ 8,5 milhões da então deputada.
Mical busca apoio de vice-prefeitos no Sul do Maranhão

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2026 – A deputada estadual Mical Damasceno iniciou uma ofensiva de articulações políticas no Sul do Maranhão, focada em construir alianças com vice-prefeitos da região. O movimento visa consolidar sua base em uma área próspera e conservadora, enquanto lideranças definem apoios para futuros ciclos eleitorais. A parlamentar busca diversificar sua influência, originalmente forte no segmento evangélico, dialogando diretamente com o poder municipal. As reuniões têm o objetivo de fortalecer sua atuação na Assembleia Legislativa, atuando como ponte entre as demandas locais e o governo. Mical justifica a estratégia afirmando que uma eventual candidatura ao Senado requer uma ação conjunta com as lideranças locais, e não protagonismo isolado.
Homem com dez passagens criminais é morto a tiros em SLZ

TURILÂNDIA, 16 de janeiro de 2026 – Um homem com dez passagens pelo sistema prisional foi morto a tiros na noite de quinta (15) no bairro Santo Antônio, em São Luís. A vítima, identificada como Guilherme Augusto Santos Ribeiro, foi executada após ser perseguida por um suspeito a pé e tentar se abrigar em uma casa. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de disparos na região do Pirapora. Testemunhas informaram que um jovem de pele clara, sem camisa e de bermuda colorida perseguia a vítima armado. Guilherme caiu da bicicleta durante a fuga e tentou entrar em uma garagem com o portão aberto. Entretanto, ele foi atingido pelos disparos e caiu na entrada da residência. O homicídio ocorreu de forma rápida e o autor fugiu do local sem ser identificado.
Ministro Alexandre de Moraes abre outro inquérito sigiloso

BRASÍLIA, 16 de janeiro de 2026 – Alexandre de Moraes abriu mesmo, de ofício, outro inquérito sigiloso, agora para investigar se houve vazamento de dados financeiros dele e da sua família pela Receita Federal ou pelo Coaf, assim como o de informações sobre parentes do colega Dias Toffoli. Ele está chateado porque a imprensa revelou que a sua mulher advogada assinou um contrato com o Banco Master, sem escopo definido, no valor de inéditos e fabulosos R$ 130 milhões de reais. O país foi inteirado, ainda, de que, graças aos dividendos gerados pelo contrato multimilionário, a doutora Viviane Barci de Moraes passou a ser dona de uma patrimônio pessoal de quase R$ 80 milhões de reais. Quais são as grandes ações que o escritório dela conduz para o Master? Nenhuma, ao que se tem até o momento. Não figura nem mesmo entre os escritórios que defendem esse extraordinário Daniel Vorcaro no inquérito que apura as fraudes cometidas pelo “banqueiro” e a sua turma da pesada. A única iniciativa de um Moraes em prol do Master teria sido do próprio ministro. Já na vigência do contrato do escritório da sua mulher com o banco, ele teria feito pressões sobre o BC para que o Master pudesse ser vendido para o BRB. Alexandre de Moraes negou veementemente que tenha feito essas pressões, e foi só. O ministro não se dignou a dar qualquer explicação sobre o contrato. Aparentemente, Moraes não vê problema na mulher de um ministro do STF receber uma bolada de Mega-Sena de um banco enroladíssimo na Justiça para não fazer nada de compatível que seja visível a olho nu. O que incomoda Moraes é apenas que o Brasil inteiro tenha sido informado sobre a existência do contrato magnífico — e, assim, tome outro inquérito sigiloso aberto de ofício, como se fosse o STF o atingido, não o ministro, na sua pessoa física, o interessado em causa própria. Se Moraes acha que houve vazamento ilícito de dados financeiros seus e da sua família, o correto seria acionar o Ministério Público para que, caso se chegasse à conclusão da existência de indícios suficientes de crime, o inquérito aberto corresse na primeira instância.
Após turbulência, Rubens Jr declara não atuar na oposição

MARANHÃO, 16 de janeiro de 2026 – O deputado federal Rubens Júnior declarou que seu pai, Rubens Pereira, o “Rubão”, não assumirá cargo no governo Carlos Brandão. A afirmação ocorreu durante entrevista ao ex-deputado Rogério Cafeteira, que havia mencionado a possibilidade em relato sobre a transmissão da Secretaria de Articulação Política realizada no Palácio dos Leões. O parlamentar destacou que mantém postura de independência no Maranhão. Na entrevista, Rubens Júnior confirmou que o governo ofereceu a Secretaria das Cidades ao pai. No entanto, ele afirmou que Rubão recusou o convite e não pretende integrar a gestão estadual. Além disso, o deputado reiterou que não atua como base governista nem como oposicionista, reforçando sua posição de independência em relação ao Executivo.