Eliziane volta a reclamar de ataques e manda indireta a Braide

Eliziane Braide

BRASÍLIA, 20 de março de 2026 – A senadora Eliziane Gama utilizou as redes sociais na sexta (20), para afirmar que enfrenta uma campanha de descrédito contra seu mandato, no Maranhão. Segundo a parlamentar, as críticas surgem como reação à sua atuação política e à presença feminina em espaços de decisão, o que, de acordo com ela, motiva ataques públicos e tentativas de deslegitimação. Além disso, Eliziane Gama destacou seu histórico político e declarou possuir “ficha limpa”. A senadora afirmou que adversários tentam retirá-la do Senado por não aceitarem dividir o poder. “Tentam calar, descredibilizar e difamar porque sabem que não conseguem enfrentar no debate, no trabalho e na verdade […] ​Esse espaço é de todas as mulheres que represento. Não vão conseguir me derrubar porque eu tenho a minha força e a de todas as mulheres comigo”, afirmou. Declarações da senadora foram interpretadas como uma resposta indireta ao deputado Fernando Braide. Eliziane afirmou que não abrirá mão de sua candidatura e declarou que “não são homens nos gabinetes da política tradicional que vão decidir pelo Maranhão”, após críticas feitas pelo parlamentar dois dias antes. CRÍTICAS E RESPOSTAS NAS REDES Em resposta às declarações, críticas passaram a circular nas redes sociais, questionando a narrativa apresentada por Eliziane Gama. Em vídeos e comentários, contestam a declaração e atribuem o discurso a uma estratégia de comunicação. Inclusive, os críticos afirmam que a narrativa apresentada por Eliziane Gama não encontra respaldo entre parte do eleitorado. Segundo essas publicações, o argumento de violência de gênero não explicaria a avaliação negativa registrada em levantamentos de intenção de voto, conforme apontado pelos conteúdos divulgados. Outro ponto abordado nas críticas envolve a relação da senadora com aliados políticos. As publicações citam o vice-governador Felipe Camarão e mencionam um episódio envolvendo a deputada estadual Mical Damasceno. Os autores cobram posicionamento público de Eliziane Gama sobre o caso. Mical Damasceno e a senadora integram a mesma denominação religiosa, a Assembleia de Deus. Ainda assim, segundo as críticas, não houve manifestação pública da parlamentar em defesa da deputada no episódio citado.

Senadores veem ameaça em ação de Dino contra Roberto Rocha

senadores Dino

BRASÍLIA, 20 de março de 2026 – Um grupo de parlamentares liderado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) protocolou um ofício no dia 18 de março de 2026. O documento foi enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os senadores solicitam o acionamento da Advocacia do Senado Federal. O objetivo é enfrentar o que classificam como uma “ameaça judicial” contra a Casa e o ex-senador Roberto Rocha. A manifestação ocorre após a reabertura de um processo no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino de Castro e Costa foi o responsável por pautar o caso contra Rocha. Anteriormente, o processo havia sido arquivado. A origem é uma queixa-crime de 2022, na qual Dino acusou o então senador de calúnia e difamação. As declarações teriam sido feitas no pleno exercício do mandato. Os signatários do documento argumentam que a continuidade da ação desconsidera a imunidade parlamentar material. Esse princípio constitucional protege senadores por suas palavras e votos. Além disso, eles ressaltam que a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado contra a queixa-crime.

MPMA investiga possíveis professores fantasmas em Lago Verde

MPMA Denúncia

LAGO VERDE, 20 de março de 2026 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou inquérito civil para apurar denúncia de “professores fantasmas” envolvendo vereadores de Lago Verde. A investigação mira possível acúmulo irregular de cargos e pagamento indevido a parlamentares vinculados à rede municipal de ensino. Os investigados são Raimundo Nonato do Nascimento Viana, Franklin Costa de Oliveira e Leandro Silva Cajado. Segundo a portaria nº 38/2026, eles são suspeitos de ocupar cargos de professor sem exercer as funções, o que pode caracterizar atuação como “professores fantasmas”. De acordo com o Ministério Público, o procedimento teve início a partir de uma denúncia anônima registrada em outubro do ano passado. Após o encerramento do prazo inicial de apuração, o caso foi convertido em inquérito civil para aprofundar as investigações.

Justiça nega prazo a Buriticupu e fixa multa a prefeito

Justiça Buriticupu

BURITICUPU, 20 de março de 2026 – A Justiça acolheu na quarta (18) os pedidos do Ministério Público do Maranhão (MPMA) contra o Município de Buriticupu. A decisão determina o cumprimento, em 48 horas, de uma sentença que exige providências nas áreas afetadas por voçorocas. O magistrado Rafael de Lima Sampaio Rosa, da 1ª Vara de Buriticupu, indeferiu o pedido da Prefeitura para uma prorrogação de 15 dias. Nesse caso, o gestor municipal João Carlos Teixeira da Silva foi intimado pessoalmente para comprovar as medidas. A sentença original foi proferida em 3 de fevereiro de 2025. Ela previa medidas urgentes como o isolamento das áreas de risco e o cadastro das famílias para o aluguel social. O município, no entanto, não comprovou o cumprimento integral das obrigações dentro dos prazos estabelecidos. Por isso, a nova decisão impõe uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. O valor recairá exclusivamente sobre o patrimônio pessoal do prefeito. A sentença de mérito estabeleceu uma série de prazos para o município. Em até 30 dias, a gestão deveria delimitar e isolar todas as áreas com risco de desabamento. Além disso, precisava atualizar o cadastro das famílias residentes nas proximidades e oferecer aluguel social para aquelas em situação de risco iminente.

STJ federaliza investigações de mortes ocorridas em Pedrinhas

stj pedrinhas

MARANHÃO, 20 de março de 2026 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a federalização das investigações sobre mortes ocorridas entre 2013 e 2014 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transfere os casos para a Justiça Federal do Maranhão. Com isso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, designou a procuradora da República Thayna Freire de Oliveira para conduzir as investigações e o processamento dos crimes. A nomeação foi oficializada por portaria publicada no último dia 9. Entre 2013 e 2014, o sistema prisional do Maranhão registrou uma série de rebeliões violentas, principalmente no Complexo de Pedrinhas. Os episódios incluíram mortes com decapitações, esquartejamentos e outras formas de violência, evidenciando falhas estruturais e violações de direitos. Diante desse cenário, organismos internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), determinaram que o Estado brasileiro adotasse medidas urgentes para garantir a segurança de presos, servidores e visitantes.

Justiça do Trabalho paga R$ 50,6 bi e bate recorde em 2025

Justiça do trabalho

MARANHÃO, 20 de março de 2026 – A Justiça do Trabalho pagou R$ 50,6 bilhões a reclamantes em 2025, maior valor da série histórica. O resultado acompanha o aumento das ações, que somaram 2,3 milhões, alta de 8,7% em relação a 2024. É o maior porcentual de aumento de um ano para outro desde a Reforma Trabalhista de 2017. O avanço é atribuído à ampliação do acesso ao Judiciário, com decisões que facilitaram a concessão de gratuidade por autodeclaração. O cenário pressiona o caixa das empresas, que passaram a priorizar acordos para encerrar litígios com maior rapidez. Segundo o advogado Ricardo Calcini, a queda inicial do número de processos depois da reforma ocorreu pelo impacto da nova lei. “A partir de 2021, quando o Supremo Tribunal Federal consolidou o acesso à Justiça, o número de ações voltou a subir”, afirmou ao portal Poder360. Ele também sinalizou que divergências na interpretação da legislação elevaram os valores pagos, o que levou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a fixar teses para orientar decisões.

Comunidades em São Luís seguem sem ônibus há mais de 2 meses

Comunidades ônibus

SÃO LUÍS, 20 de março de 2026 – Moradores de seis comunidades de São Luís estão há mais de dois meses sem transporte público, o que tem afetado deslocamentos diários. A situação ocorre nas localidades Vila Airton Senna, Tiritiba, Tiribizinho, Vila Buriti, Vila Aparecida e Rio do Meio, onde a linha de ônibus deixou de operar sem previsão de retorno. A ausência do serviço tem gerado dificuldades para trabalhadores, estudantes e usuários que dependem do transporte coletivo para acessar escolas, empregos e unidades de saúde. Segundo relatos, a falta de ônibus compromete a mobilidade e impacta a rotina dos moradores dessas comunidades. A Associação de Moradores da Vila Airton Senna, criada em julho de 2023, encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). No documento, a entidade solicita medidas imediatas para o restabelecimento da linha de ônibus nas áreas afetadas.

TSE nega ação contra Lula por homenagem de escola de samba

TSE Samba

BRASÍLIA, 20 de março de 2026 – O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antônio Carlos Ferreira, rejeitou, nesta quinta (19), a ação apresentada pelo Partido Liberal (PL). A legenda solicitava uma apuração preliminar sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que teve o samba-enredo deste ano em homenagem ao presidente Lula. O PL pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abrisse uma investigação inicial sobre suposto financiamento e envolvimento do governo Lula com a apresentação da escola de samba do Rio de Janeiro. A agremiação, assim como as outras 11 do grupo especial carioca, recebeu R$ 1 milhão do Executivo federal. Segundo o partido de oposição, a medida permitiria a coleta de provas para que, futuramente, pudesse apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a chapa de Lula à reeleição. A alegação é que o desfile resultou em campanha eleitoral antecipada em favor do petista, o que a lei brasileira proíbe. O corregedor do TSE afirmou, em trecho de sua decisão, que o PL não forneceu elementos suficientes que comprovassem dificuldades e obstáculos na obtenção de documentos a respeito do desfile. Conforme o magistrado, “parte expressiva das informações cuja produção se pretende obter corresponde a dados de natureza pública”. “Embora exista compatibilidade do procedimento de produção antecipada da prova com o processo eleitoral”, afirmou Ferreira. “Não se legitima o seu cabimento no caso concreto.” De acordo com o ministro do TSE, o pedido do partido seria uma “utilização do processo judicial como mecanismo exploratório de obtenção ampla e indiscriminada de informações”.

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