
BRASÍLIA, 16 de setembro de 2026 — Associações de magistrados reagiram nesta quarta (16) à fala de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF). Em notas públicas, as entidades criticaram a declaração feita na terça (15), durante sessão sobre o Caso Banco Master, por considerarem que ela generalizou suspeitas de corrupção.
A reação ocorreu após Dino afirmar que o Judiciário vive o “momento mais corrupto” de sua história. A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) disse que suspeitas sobre pessoas específicas não devem atingir toda a magistratura e defendeu apuração individual, com respeito ao devido processo legal.
A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também criticou a declaração. Segundo a entidade, suspeitas precisam estar ligadas a fatos e pessoas determinados. A Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT) adotou posição semelhante e rejeitou acusações genéricas.
A fala de Dino ocorreu enquanto o STF discutia se procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, ligados aos desdobramentos do Caso Banco Master, deveriam tramitar juntos. O placar provisório ficou em 4 a 3 pela manutenção dos processos separados.
Flávio Dino havia defendido a análise conjunta, mas pediu vista e solicitou que seu voto não fosse contado. Por isso, o julgamento terminou sem decisão final. A sessão também teve discussões entre ministros, e Cármen Lúcia lamentou o ambiente e pediu desculpas à população.







