
BRASIL, 02 de outubro de 2026 — Ao menos 30 candidatos nas eleições deste ano foram alvos de questionamentos pela Procuradoria ou pela Justiça Eleitoral em todo o país sob suspeita de manter elo com o crime organizado.
Desse total, 21 tiveram os registros de candidaturas indeferidos pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) após análise de magistrados dos indícios apresentados. Um deles foi posteriormente liberado a concorrer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Eles podem manter a campanha e serem votados até decisão definitiva.
Até o momento, dez candidatos questionados pelo Ministério Público por supostos vínculos com o crime tiveram o registro autorizado pela Justiça Eleitoral. Nestes casos, os magistrados entenderam não haver provas suficientes contra esses candidatos. A Procuradoria ainda pode recorrer das decisões.
Houve ainda dois candidatos que renunciaram após questionamento de procuradores.
Os questionamentos fazem parte da aplicação de um novo entendimento do TSE estabelecido em 2024 que não exige condenação criminal em segunda instância, como faz a Lei da Ficha Limpa. A Corte considera serem necessários “elementos denotativos de sua participação em milícia armada”.
No Rio de Janeiro, o TRE local criou neste ano a figura da chamada “milícia de gravata” para impedir o registro de candidatos acusados de crimes contra a administração pública sem o uso de armas. O tema ainda deve ser discutido no TSE.
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