
MATÕES, 21 de maio de 2026 — A cidade de Matões, no Maranhão, recebeu em 2026 indicações de aproximadamente R$ 11 milhões em emendas parlamentares. O município foi alvo da Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta (21), para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas nas eleições municipais de 2024.
Dessa forma, os repasses ocorreram após a abertura da investigação federal.
A senadora Ana Paula Lobato, do PSB, indicou R$ 4,7 milhões para Matões por meio de emenda PIX. Conforme o Plano de Ação 09032026-091194/2026, os recursos serão destinados para “Estradas Vicinais e Obras junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária”. Os valores foram liberados para a gestão do prefeito Nonatinho.
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A senadora Eliziane Gama, do PT, também indicou recursos para Matões em 2026. Segundo o Plano de Ação nº 96552, a parlamentar destinou R$ 3.482.500,00 para a área da saúde. No entanto, a emenda ainda não foi empenhada e aparece com a situação “AGUARDANDO_CONCLUSAO_PLANO_TRABALHO” nos registros oficiais consultados.
De acordo com os dados do plano, os recursos indicados por Eliziane Gama possuem aplicação prevista para assistência hospitalar e ambulatorial. Além disso, o município aparece como beneficiário direto da proposta cadastrada no sistema federal.
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Já o deputado federal Fábio Macedo, do Podemos, até tentou indicar recursos para Matões. Conforme o Plano de Ação 09032026-097495/2026, o parlamentar apresentou emenda de R$ 2.985.000,00 para pavimentação de estradas vicinais. Entretanto, o sistema registrou a situação “Impedido por Restrição Técnica” para a proposta cadastrada em favor do município.
Segundo os registros oficiais, a restrição ocorreu por ausência de proposta ou apresentação fora do prazo previsto na legislação. A informação consta na Lei Complementar nº 210/2024 e na Portaria Conjunta MPO/MF/MGI/SRI-PR nº 2/2025.
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OPERAÇÃO DA PF
A Polícia Federal deflagrou a Operação Arthros nesta quinta (21) para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Maranhão.
Segundo a PF, empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais falsas teriam sido usados para ocultar a origem dos recursos movimentados durante as eleições municipais de 2024.
Conforme a investigação, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros, saques em espécie e transferências fracionadas para dificultar o rastreamento das operações financeiras.
Inclusive, a PF informou que mais de R$ 1,9 milhão foram movimentados nos 15 dias anteriores ao pleito de 2024. Desse total, mais de R$ 1,2 milhão teriam sido distribuídos a candidatos e intermediários.
As diligências da Operação Arthros ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina, no Piauí.
Importante destacar que as emendas parlamentares citadas não possuem, até o momento, qualquer relação apontada pela Polícia Federal com a Operação Arthros. O ponto em comum entre os fatos é o município de Matões, alvo das diligências da PF na investigação sobre suspeitas de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas nas eleições de 2024. No entanto, por se tratar novamente de um ano eleitoral, 2026, o levantamento sobre os recursos destinados à cidade chama atenção para o debate sobre fiscalização, transparência e aplicação de verbas públicas em períodos de disputa eleitoral.







