
MARANHÃO, 29 de outubro de 2026 — Advogados e dirigentes de entidades do Maranhão são suspeitos de ficar com 50% a 75% do seguro-defeso pago irregularmente a pessoas que não exerciam a pesca. A informação consta em investigação da Polícia Federal divulgada pelo UOL nesta quinta (29), após a Operação Indefeso.
Segundo a investigação, entidades recrutavam pessoas, apresentavam declarações falsas sobre a atividade pesqueira e cobravam parte dos pagamentos. A Justiça autorizou a quebra de sigilo de dois escritórios de advocacia de São Luís, mas não incluiu os sócios nas medidas, pois as transferências poderiam representar honorários.
Entre os investigados estão o vereador de Pindaré-Mirim, Sidney Costa Silva (Solidariedade), a dirigente de associação de pescadores de Santa Rita, Mylla Carollynne Mendes Carvalho, e o policial militar Daniel Alves Seabra Tavares, companheiro dela. O PM confirmou ter sido alvo da operação, mas negou irregularidades.
A Operação Indefeso ocorreu na quarta (28), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Cerca de 160 policiais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em 16 municípios do Maranhão. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de dois agentes públicos.
Além disso, foram impostas 17 medidas cautelares diferentes da prisão e o bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões.
Segundo a PF, o esquema utilizava documentos falsos e informações fraudulentas para liberar benefícios destinados a pescadores artesanais durante a suspensão legal da pesca.










