
BRASÍLIA, 18 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento a uma ação contra o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O processo foi apresentado pelo partido Novo. A legenda suspeita de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o Carnaval do Rio de Janeiro.
A ação foi motivada pelo desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro. A escola levou para a Marquês de Sapucaí um enredo dedicado à trajetória política de Lula. Na época, ele era pré-candidato à reeleição.
O enredo se chamava “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A apresentação incluiu referências ao PT e ao número de urna da legenda no samba-enredo.
O corregedor-geral do TSE, Antonio Carlos Ferreira, analisou o caso. Na sexta (14), ele considerou que os fatos apresentados pelo Novo podem caracterizar as irregularidades. Por isso, autorizou o prosseguimento da ação. Ferreira avaliou que os documentos apresentados são suficientes para avançar.
Entre eles estão comprovantes de pagamentos, registros oficiais, documentos de Tribunais de Contas e o material oficial do desfile.
O partido Novo afirma que a escola recebeu R$ 9,65 milhões em recursos públicos. Os repasses teriam vindo das prefeituras de Niterói e do Rio de Janeiro, do governo fluminense e da Embratur. Segundo a legenda, os valores foram pagos depois que a escola anunciou, em julho de 2025, que homenagearia Lula no desfile.
A Justiça agora deve citar Lula e Alckmin para apresentarem defesa. Eles têm cinco dias para responder ao processo. A organização do desfile chegou a esperar a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, mas ela não participou. A cantora Fafá de Belém ocupou o espaço previsto para ela.







