
BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões. A decisão ocorreu em assembleia-geral extraordinária realizada nesta quarta (22). A medida busca recompor perdas associadas a operações com o Banco Master.
O banco apresentou uma proposta de subscrição aos acionistas. O valor da operação varia entre R$ 536 milhões e R$ 8,817 bilhões. Atualmente, o capital social do BRB soma R$ 2,344 bilhões.
A instituição opera como sociedade de economia mista. O governo do Distrito Federal (GDF) é o controlador do banco, com 53,71% das ações. No entanto, o GDF não dispõe de recursos em caixa para participar integralmente do aumento.
Por isso, o governo do DF busca financiamento para viabilizar o aporte. Em março, o então governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou uma lei. A lei autorizou a administração do DF a contratar até R$ 6,6 bilhões em operações de crédito.
O crédito pode ser contratado com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com instituições financeiras. O objetivo é socorrer o banco. Além disso, o BRB já firmou um acordo com a Quadra Capital para vender carteiras de crédito do Master.
A operação com a Quadra Capital, porém, não cobre integralmente as perdas. A assembleia do BRB também concedeu poderes ao conselho de administração. O colegiado poderá executar todas as etapas do aumento de capital.
Os acionistas confirmaram a entrada do atual presidente do BRB, Nelson de Souza, no conselho de administração. Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito também foram confirmados.
A assembleia contou com a participação de acionistas que representam 284,16 milhões de ações do banco.







