
BRASÍLIA, 20 de abril de 2026 — Em uma análise dos benefícios concedidos pelo Plano de Saúde do Senado, os dados mostram que, ao longo dos últimos 12 anos, a assistência médica destinada a senadores, ex-senadores e seus dependentes consumiu R$ 314 milhões em valores corrigidos.
Entre os favorecidos, figuram nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Eduardo Suplicy, Fernando Collor e Marta Suplicy.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino teve seu acesso ao plano garantido depois de permanecer apenas 21 dias no mandato de senador em 2023, antes de se licenciar para assumir o Ministério da Justiça.
Depois de oito meses, Dino renunciou ao Senado para integrar o STF, depois da indicação do presidente Lula (PT).
BENEFICIÁRIOS E REGRAS DO PLANO VITALÍCIO
Além de Dino, beneficiários do plano incluem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ex-governadores, cerca de 50, também integram a lista de ex-senadores que mantêm o direito ao convênio, conforme legislação aprovada pelo próprio Congresso.
O plano vitalício oferece cobertura que abrange desde atendimento médico internacional até UTI aérea, com rede credenciada em hospitais de referência, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein.
Atualmente, o benefício atende 80 senadores em exercício, 185 ex-parlamentares, 165 dependentes de titulares e 134 dependentes de ex-parlamentares, totalizando 564 usuários.







