
MARANHÃO, 20 de abril de 2026 — O Maranhão registrou 21,9% dos domicílios com queima de lixo em 2025, segundo dados do IBGE divulgados na sexta (17). A prática ocorre tanto em áreas urbanas quanto rurais, com maior incidência no interior.
O levantamento integra a Pnad Contínua e revela que o estado está entre os que apresentam maior proporção de lares que utilizam o fogo para descartar resíduos.
No Brasil, 4,8 milhões de domicílios ainda queimavam lixo em 2025, o equivalente a 6,1% do total. Esses lares abrigavam cerca de 14,1 milhões de pessoas, ou 6,6% da população. Os percentuais permaneceram estáveis em relação a 2024, porém apresentaram queda quando comparados a 2016, início da série histórica.
A região Nordeste concentra o maior número de domicílios com queima de lixo no país, somando 2,7 milhões. Em seguida aparece a região Norte, com 867 mil residências nessa condição.
No meio rural brasileiro, a queima de resíduos atinge 50,2% dos domicílios, o que representa 4,6 milhões de endereços. Já nas áreas urbanas, o índice é de 0,4%. Assim, os lares rurais concentram 94,2% das ocorrências.
A pesquisa aponta que a coleta direta de lixo alcançou 86,9% dos domicílios no país em 2025. O índice permaneceu estável frente ao ano anterior e cresceu em relação a 2016.
Enquanto 94% dos domicílios urbanos contam com coleta regular, apenas 32,4% dos lares rurais têm acesso ao serviço. Por isso, moradores dessas regiões recorrem à queima como alternativa para descartar resíduos. O IBGE destaca que a prática ocorre principalmente em áreas isoladas com menor cobertura logística.
Além do Maranhão, o Piauí também apresenta percentual elevado, com 23,2% dos domicílios utilizando a queima de lixo. Em contraste, unidades como Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo registram índices inferiores a 1%.







