
BRASÍLIA, 17 de abril de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu uma fiscalização sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB). A análise identificou falhas significativas no gerenciamento das aeronaves militares.
Os gastos somaram R$ 285 milhões entre janeiro de 2020 e julho de 2025. O órgão apontou que cerca de R$ 36 milhões poderiam ter sido poupados. A economia seria possível caso as autoridades optassem por voos comerciais.
O levantamento do TCU analisou 266 processos de solicitação de voos. No entanto, os técnicos não conseguiram localizar 25% desses documentos.
Além disso, os registros disponíveis não apresentaram justificativa clara para a escolha da FAB. Outro problema envolveu a identificação dos passageiros. Em 70% dos casos examinados, não houve registro adequado de quem embarcou.
O órgão de controle apontou a inexistência de um sistema interno eficaz. Esse sistema deveria restringir o acesso de pessoas não autorizadas às aeronaves. A medida está prevista em decreto vigente. “O Comando da Aeronáutica não emite qualquer juízo de valor acerca da motivação do requerimento de transporte”, afirmou o relatório do TCU.
O relatório também ressaltou o uso ineficiente dos aviões da FAB. Entre 2020 e julho de 2024, foram registrados 111 voos com apenas um passageiro. 1,5 mil deslocamentos transportaram até cinco pessoas. A menor aeronave da FAB tem capacidade para oito ocupantes. Os voos são usados por integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.







