
MARANHÃO, 17 de abril de 2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) coordenou, na quinta (16), a Operação Bulwark para reprimir conteúdos digitais de violência extrema e discurso de ódio. A ação integrada envolveu as polícias civis de 18 estados, incluindo o Maranhão.
Até o momento, a operação afetou mais de 5,5 mil usuários e moderou 180 contas em redes sociais. As autoridades cumpriram 33 mandados de busca e apreensão, realizaram 20 intervenções cautelares e efetuaram oito prisões, sendo seis em flagrante.
A iniciativa visa desarticular ecossistemas digitais que disseminam discurso de ódio e incentivam a violência. O foco principal recai sobre processos de radicalização, especialmente entre jovens. Além disso, a operação reprimiu crimes relacionados a atos extremistas e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
As ações coordenadas incluíram moderação de conteúdo para remoção de materiais ilícitos. As autoridades também desativaram perfis e grupos criminosos em redes sociais e aplicativos de mensageria.
SEGUNDA OPERAÇÃO EM UMA SEMANA
O Maranhão tornou-se alvo da Operação Bulwark, a segunda deflagrada contra esse tipo de crime em menos de uma semana. No último dia 10, a Polícia Federal já havia cumprido um mandado de busca e apreensão no estado.
A suspeita era contra uma pessoa envolvida na divulgação de conteúdo extremista violento.
As polícias civis estaduais e o Ministério Público conduziram as investigações de forma colaborativa. As equipes utilizaram informações compartilhadas no âmbito do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).
O Ciberlab produziu e difundiu Relatórios Técnicos de Inteligência com base no monitoramento de ambientes digitais de risco.
MOBILIZAÇÃO NACIONAL
A operação mobilizou policiais civis de Minas Gerais, Pará, São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná e Alagoas. Além desses, participaram agentes do Piauí, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Acre, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. O Ministério Público de Minas Gerais também integrou a ação.
A Polícia Militar de Minas Gerais e o Centro Integrado de Inteligência Cibernética deram apoio logístico. O nome “Bulwark” significa “linha de defesa” em português.







