
BRASÍLIA, 15 de abril de 2026 – O Banco de Brasília (BRB) informou, por meio de seu presidente Nelson de Souza, que avalia um plano de redução de despesas que pode incluir fechamento de agências e cortes internos. A declaração ocorreu em entrevista ao Correio Braziliense.
Segundo Nelson de Souza, o BRB analisará cada caso antes de tomar decisões. Ele afirmou que a instituição pretende manter operações consideradas vantajosas e preservar o atendimento aos clientes. Além disso, destacou que as medidas visam reorganizar o banco diante de exigências regulatórias e do cenário financeiro atual.
O BRB enfrenta uma crise relacionada a negócios realizados com o Banco Master, após adquirir cerca de R$ 30 bilhões em ativos. Entre eles, estão carteiras de crédito, títulos e fundos. A instituição alega adequar suas contas às normas do Banco Central e manter a estabilidade financeira.
Além disso, o presidente reconheceu a necessidade de medidas rigorosas para reestruturar o banco. Após auditoria independente, o governo do Distrito Federal afastou ao menos 12 dirigentes. O atual comando assumiu após a Operação Compliance Zero, que apontou irregularidades envolvendo operações financeiras.
O BRB também busca um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos. No entanto, o órgão exige informações detalhadas sobre perdas e capital necessário. Até o momento, esses dados não foram apresentados, o que mantém o processo em análise.
CONTRATO COM O TJMA
O Tribunal de Justiça do Maranhão firmou contrato de R$ 15 milhões com o BRB para administrar recursos judiciais. O acordo, com vigência inicial de cinco anos, foi realizado por dispensa de licitação. Assim, o banco passou a centralizar depósitos judiciais, precatórios e RPVs no estado.
Conforme o documento, o BRB realizou pagamento único de R$ 15 milhões no ato da assinatura. Além disso, assumiu o compromisso de repassar remuneração mensal variável ao tribunal. Esse valor será calculado com base nos saldos médios e terá a Taxa Selic como referência.
O contrato prevê ainda que o BRB será responsável pela operação dos sistemas, pagamentos por alvará e integração com plataformas do Judiciário. O valor inicial foi destinado ao Fundo de Reaparelhamento do Judiciário. O prazo pode ser prorrogado por mais cinco anos.
O anúncio do acordo ocorre em meio a discussões sobre segurança de depósitos judiciais em parcerias bancárias. O presidente do TJMA até agendou reunião preventiva com representantes do banco.
Além do Maranhão, outros tribunais fizeram contratos semelhantes com o BRB. Entre eles, estão Bahia, Paraíba, Alagoas e Distrito Federal.







