ELEIÇÃO CONTAMINADA

TRE-MA julga caso que pode cassar prefeito de Caxias hoje (9)

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TRE-MA Caxias
TRE-MA julga recurso que questiona uso de áudio manipulado em campanha; caso envolve disputa apertada e debate sobre inteligência artificial nas eleições 2024.

CAXIAS, 09 de abril de 2026 – O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) julga nesta quinta (9), um recurso sobre as eleições de 2024 em Caxias, envolvendo suposto uso de deepfake eleições. A ação foi apresentada por Paulo Marinho Júnior contra Gentil Neto, com base em um áudio exibido durante a campanha.

O julgamento ocorre na sede do tribunal e deve tratar da possível manipulação do material.

Durante a reta final da campanha, o então prefeito Fábio Gentil apresentou um áudio atribuído a Paulo Marinho, pai do candidato adversário.

Na gravação, ele supostamente afirmaria que demitiria servidores caso o filho fosse eleito. Por isso, a defesa de Marinho Júnior sustenta que houve uso de deepfake eleições para influenciar o resultado.

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Após o episódio, Paulo Marinho Júnior acionou a Justiça Eleitoral e alegou que o conteúdo prejudicou sua candidatura. Segundo ele, a disputa terminou com diferença inferior a 600 votos. O candidato pediu a cassação de Gentil Neto, com base no uso de inteligência artificial no material divulgado.

Na primeira instância, o pedido foi considerado improcedente. No entanto, a defesa recorreu ao TRE-MA, que agora analisa o caso. Este julgamento marca a primeira vez que a Corte maranhense discute formalmente o uso de deepfake eleições em campanhas.

Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa indicam que, nas eleições municipais de 2024, houve 591 decisões relacionadas ao tema. Entretanto, apenas cerca de 20% dos casos resultaram na confirmação do uso de inteligência artificial.

No caso específico de Caxias, a Polícia Federal não conseguiu comprovar que o áudio apresentado foi manipulado por inteligência artificial. A Justiça Eleitoral solicitou o arquivo original, porém a defesa de Fábio Gentil recusou a entrega, alegando direito de não produzir prova contra si.

Mesmo assim, os advogados de Marinho Júnior devem apresentar uma questão de ordem durante a sessão. A sessão do Tribunal Regional Eleitoral está prevista para iniciar às 15h.

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