CHOQUE NO AGRO

Alta do diesel pressiona produção agrícola no Maranhão

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diesel agrícola
Preço do diesel sobe até 33% em cidades do sul do estado, impacta custos do agronegócio e leva órgão de defesa do consumidor a acionar distribuidoras.

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – A alta do diesel no Maranhão elevou custos da produção agrícola no sul do estado, especialmente em Balsas, onde o litro passou de R$ 5,95 para até R$ 7,96 em poucos dias. O aumento ocorreu em março de 2026 e impacta diretamente o agronegócio, que depende do combustível em todas as etapas, desde o plantio até o transporte da safra.

Segundo produtores, a elevação repentina da alta do diesel compromete operações no campo e acende alerta no setor produtivo. A região de Balsas integra o Matopiba, área que reúne Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, e concentra produção relevante de soja, além de milho e algodão.

O diesel é essencial para máquinas agrícolas e para o escoamento da produção, que ocorre majoritariamente por caminhões até o Porto do Itaqui, em São Luís, ou até o terminal da Ferrovia Norte-Sul, em Porto Franco. Dessa forma, a alta do diesel amplia despesas logísticas e operacionais.

Além disso, o aumento também elevou o custo de insumos, como fertilizantes, agravando a situação nas lavouras. Em alguns casos, produtores relataram dificuldades no abastecimento, com caminhões aguardando combustível nas distribuidoras, o que afeta a colheita e o transporte.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, o preço médio chegou a R$ 6,80, com alta acumulada de 11,8%. No entanto, no sul do estado, os reajustes superaram esse percentual, intensificando os efeitos da alta do diesel sobre o setor.

INVESTIGAÇÃO E REAJUSTES NO MERCADO

O aumento do combustível está associado à escalada do conflito no Oriente Médio no início de março de 2026. Ainda na primeira semana, o diesel registrou alta de cerca de 7%, refletindo instabilidade no mercado internacional de petróleo e pressões internas.

Diante disso, o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão ingressou com ação civil pública contra distribuidoras. O órgão aponta indícios de reajustes sem justificativa concreta, baseados em expectativas de mercado, o que pode configurar prática abusiva.

Segundo informações do setor, os preços começaram a subir antes de impactos diretos na oferta, mesmo com estoques disponíveis. Assim, a elevação ocorreu de forma abrupta, ampliando a preocupação com a formação dos preços.

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