
MARANHÃO, 17 de março de 2026 – Levantamento da plataforma Brasil em Mapas, com base em dados do IBGE corrigidos pela inflação, mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão teve uma expansão real de 351,1% entre os anos de 1995 e 2025.
Esse desempenho coloca o estado na 7ª posição no ranking de crescimento entre as 27 unidades da federação, superando a média de crescimento do país no período, que foi de 222,2%.
Além disso, o resultado da economia maranhense também ficou acima da média registrada para a região Nordeste, estimada em 265,7% nas últimas três décadas.
O estudo analisou a evolução do PIB brasileiro ao longo de 30 anos, utilizando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já corrigidos pela inflação para medir o crescimento real das economias estaduais.
AUMENTO DO PIB NOMINAL E PARTICIPAÇÃO NACIONAL
De acordo com os dados consolidados do levantamento, o PIB nominal do Maranhão registrou um salto significativo, passando de R$ 6,39 milhões em 1995 para R$ 169,9 milhões em 2025.
Com esse avanço, a participação do estado na economia nacional também cresceu, passando a responder por cerca de 1,36% do PIB do Brasil em 2025.
A pesquisa destaca que, apesar de ainda representar uma parcela relativamente pequena da economia brasileira, o crescimento maranhense não é um caso isolado. Na verdade, ele acompanha a tendência observada em diversos estados do Norte e Nordeste.
No Nordeste, o Maranhão aparece entre os estados de maior dinamismo, ao lado do Piauí e do Rio Grande do Norte.
Segundo o estudo, o bom desempenho maranhense está ligado a uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se a expansão da agropecuária em áreas de fronteira agrícola, os investimentos em infraestrutura e o crescimento consistente do setor de serviços.
A região Nordeste como um todo registrou crescimento médio de 265,7% no período, ficando atrás apenas do Centro-Oeste e do Norte em termos de expansão econômica.
DESIGUALDADE REGIONAL
O levantamento mostra que o crescimento econômico do Brasil nas últimas três décadas ocorreu de forma desigual entre os estados. Enquanto unidades federativas como Mato Grosso e Tocantins lideraram a expansão econômica impulsionadas pelo agronegócio, os estados com economias mais maduras cresceram em um ritmo consideravelmente menor.
Mesmo com os avanços registrados em estados como o Maranhão, o estudo ressalta que as desigualdades regionais ainda permanecem como um dos principais desafios.







