
SÃO LUÍS, 16 de março de 2026 – Uma audiência de conciliação pode definir o futuro da Federação Maranhense de Futebol. A reunião foi marcada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e ocorrerá na segunda (16), às 9h, por videoconferência.
O encontro reunirá representantes da Confederação Brasileira de Futebol, do Ministério Público do Maranhão, o presidente afastado Antônio Américo e a interventora judicial Susan Lucena.
A audiência será conduzida pelo juiz Douglas de Melo Martins, responsável pelas decisões judiciais que originaram a intervenção na entidade.
O objetivo principal da audiência é estabelecer um cronograma seguro para encerrar a intervenção judicial e restabelecer a normalidade administrativa da federação.
As definições tomadas na reunião deverão ser encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal para análise e deliberação sobre as próximas etapas do processo, incluindo a realização de eleições para a nova diretoria.
Durante o encontro, a interventora Susan Lucena deverá apresentar um relatório detalhado sobre as atividades e levantamentos realizados durante o período de gestão provisória.
A realização de eleições é considerada prioridade pela comunidade do futebol profissional do Maranhão. Dirigentes e clubes defendem a escolha de uma nova diretoria para restabelecer a plena relação institucional da federação com a CBF.
Mesmo sob intervenção, a FMF manteve a organização de competições locais. A entidade realizou torneios de base, promoveu a Série B do Campeonato Maranhense de 2025 e concluiu recentemente a Série A do Estadual de 2026.
A federação também iniciou o congresso técnico para discutir a disputa da Série B do Campeonato Maranhense de 2026.
Embora tenha confirmado participação na audiência, a Confederação Brasileira de Futebol manifestou posição contrária ao modelo de gestão compartilhada atualmente aplicado na FMF.
A Justiça autorizou a atuação simultânea da interventora judicial e de um representante indicado pela CBF. A entidade nacional considera que esse modelo compromete o funcionamento do sistema do futebol organizado.
Segundo a confederação, a estrutura administrativa das federações deve seguir as normas da FIFA, que exigem autonomia das entidades esportivas.
A CBF argumenta que a interferência externa na administração das federações pode resultar em punições, como a exclusão de clubes brasileiros de competições internacionais e sanções à seleção nacional.
Em dezembro de 2025, o ministro Flávio Dino manteve o afastamento de 16 dirigentes e a permanência da interventora no comando da federação.
Na mesma decisão, o magistrado suspendeu qualquer alteração estatutária ou convocação de eleições até a realização de uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas.
Atualmente, a intervenção na Federação Maranhense de Futebol já dura mais de sete meses, período superior ao prazo inicial previsto pela Justiça.
A audiência marcada para 16 de março deverá discutir a transição definitiva da gestão e a realização de eleições na entidade.







