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Justiça do MA revoga prisão em caso Tigrinho em São Luís

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Decisão da Justiça do Maranhão revoga prisão preventiva de investigado por divulgar jogo do Tigrinho em São Luís e impõe medidas cautelares alternativas.

SÃO LUÍS, 05 de março de 2026 – A Justiça do Maranhão revogou, nesta semana, a prisão preventiva de Otávio Vítor Lima de Sousa, investigado por divulgar o jogo do Tigrinho em São Luís.

A Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados da Comarca da Ilha decidiu pela soltura após avaliar o estágio da investigação. Ele havia sido preso em 2 de fevereiro por descumprir ordem judicial que proibia o uso de redes sociais, medida imposta no âmbito do caso Tigrinho.

Otávio Vítor é irmão da influenciadora digital Tainá Sousa e responde por suposta participação em organização criminosa ligada à promoção do jogo do Tigrinho.

Segundo a apuração, mesmo notificado formalmente da decisão que vedava o uso das plataformas digitais, ele manteve publicações sobre a rotina pessoal. Por isso, a Justiça decretou a prisão preventiva.

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DECISÃO JUDICIAL E MEDIDAS CAUTELARES

Na nova decisão, os magistrados reconheceram que a prisão se justificou pelo descumprimento reiterado da ordem. No entanto, consideraram que, neste momento do processo, a manutenção da custódia se tornou desproporcional. Dessa forma, o investigado responderá em liberdade, conforme determinou o colegiado.

Além disso, a Justiça impôs medidas cautelares alternativas. Ele deverá comparecer mensalmente para informar suas atividades e não poderá deixar a comarca de São Luís sem autorização.

Também permanece proibido de utilizar redes sociais, criar novos perfis ou acessar contas bloqueadas. Caso descumpra as regras, a prisão poderá ser restabelecida.

Durante o cumprimento do mandado, as autoridades apreenderam o celular do investigado. Em seguida, a Justiça autorizou o afastamento do sigilo dos dados telefônicos e telemáticos. A Polícia Civil poderá acessar mensagens, registros de chamadas, conteúdos de aplicativos, redes sociais e históricos de localização.

INVESTIGAÇÃO

As investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais apontam que o grupo utilizava redes sociais para promover o jogo do Tigrinho. Conforme a polícia, a organização atraía seguidores com promessas de ganhos rápidos e elevados por meio de links para plataformas de caça-níqueis virtuais.

Segundo as apurações, influenciadores digitais ampliavam o alcance das divulgações e davam aparência de legitimidade ao esquema. O grupo teria funções definidas, incluindo responsáveis pela captação de jogadores, pela lavagem do dinheiro e até pela proteção armada da estrutura.

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