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Partido dos Trabalhadores reelege ditador da Coreia do Norte

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Kim ditador
Congresso do partido governante da Coreia do Norte reelegeu Kim Jong-un para novo mandato de 5 anos após quatro dias de reuniões e mudanças internas na sigla.

COREIA DO NORTE, 23 de fevereiro de 2026 – O líder norte-coreano Kim Jong-un, de 42 anos, foi “reeleito” secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia neste domingo (22), após quatro dias de congresso interno, garantindo novo mandato de cinco anos e permanência à frente do principal cargo partidário e do governo do país asiático.

Kim ocupa a liderança máxima do partido desde 2011, acumulando cerca de 15 anos no comando da sigla dominante no regime norte-coreano. Dessa forma, a recondução mantém a continuidade da liderança política dentro da estrutura central do poder estatal.

O processo de reeleição ocorreu durante o congresso partidário, realizado a cada cinco anos. Além disso, o encontro também definiu novos integrantes do Comitê Central e promoveu alterações em regras internas do partido, conforme divulgou a agência estatal KCNA.

Segundo a KCNA, a escolha de Kim ocorreu com base na “vontade inabalável e no desejo unânime” dos delegados presentes no congresso.

Delegados alinhados ao regime ressaltaram ações atribuídas ao governo, incluindo o desenvolvimento de mísseis com alcance capaz de atingir aliados dos Estados Unidos na Ásia e até o território norte-americano.

CONTEXTO INTERNACIONAL E RELAÇÕES EXTERNAS

O congresso ocorreu em meio ao fortalecimento das relações entre a Coreia do Norte e a Rússia, sobretudo em cooperações relacionadas ao cenário da guerra na Ucrânia. Além disso, foi registrado aumento da aproximação diplomática com a China.

Em setembro do ano passado, Kim esteve em Pequim para encontro com o líder chinês Xi Jinping. O movimento ocorreu paralelamente à retomada de interações comerciais e à ampliação de vínculos estratégicos entre os países.

Especialistas indicaram a possibilidade de definição de novas metas militares, incluindo reforço das forças convencionais, integração com capacidades nucleares e reafirmação da política de autossuficiência econômica, associada à retomada do comércio com a China e exportações de armas para a Rússia após a pandemia.

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