
PORTUGAL, 19 de janeiro de 2026 – A eleição presidencial de Portugal exigirá um segundo turno pela primeira vez em mais de quatro décadas. O candidato socialista António José Seguro e André Ventura, da direita, disputarão a segunda volta no dia 8 de fevereiro.
A confirmação ocorreu após a apuração de 100% dos votos do primeiro turno, realizado neste domingo (18). O resultado inédito evidencia a fragmentação do cenário político e interrompe uma tradição de vitórias no primeiro round.
António José Seguro liderou a votação com 31,13% dos votos válidos. André Ventura, líder do partido Chega, garantiu o segundo lugar com 23,49%. Ambos os candidatos celebraram a classificação imediatamente após a divulgação dos resultados.
O terceiro colocado, João Cotrim Figueiredo do centro-direita, obteve 15,99% e ficou fora da disputa decisiva. Cerca de 11 milhões de eleitores participaram do pleito.
O processo eleitoral é considerado um dos mais fragmentados da história recente do país. A eleição ocorreu menos de um ano após os comícios legislativos que definiram o atual primeiro-ministro.
O presidente em exercício, Marcelo Rebelo de Sousa, não pôde concorrer a um terceiro mandato consecutivo por imposição constitucional. Dessa forma, a disputa pelo Palácio de Belém atraiu candidatos da esquerda, do centro-direita e da direita.
O sistema político português é um regime semipresidencialista, onde o presidente atua como chefe de Estado. No sistema semipresidencialista de Portugal, o presidente da República possui funções majoritariamente cerimoniais.
O comando direto do governo, por sua vez, cabe ao primeiro-ministro. Contudo, em momentos de crise política, o mandatário assume maior protagonismo institucional. Suas atribuições incluem o comando das Forças Armadas, a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo dia 8 de fevereiro. Este evento histórico quebra uma tradição de 40 anos, onde todas as eleições presidenciais foram decididas em primeira volta.
O resultado final definirá o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupa o cargo há quase uma década.







