
COREIA DO SUL, 14 de janeiro de 2026 – O promotor especial da Coreia do Sul solicitou nessa terça (13) a pena de morte para o ex-presidente do país Yoon Suk Yeol, acusado de planejar uma insurreição ao impor uma lei marcial em dezembro de 2024.
O crime acarreta punição severa na legislação sul-coreana, podendo chegar à pena de morte se for considerado culpado, embora o país não execute uma sentença deste tipo há quase três décadas.
Nas alegações finais no Tribunal Distrital Central de Seul, um promotor disse que os investigadores confirmaram a existência de um esquema supostamente dirigido por Yoon e seu ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, com o objetivo de manter Yoon no poder.
“Yoon alega ter decretado a lei marcial de emergência para proteger a democracia liberal, mas sua lei […] inconstitucional e ilegal prejudicou o funcionamento da Assembleia Nacional e da Comissão Eleitoral, destruindo, na verdade, a ordem constitucional democrática liberal”, afirmou o promotor em suas alegações finais.
O ex-presidente Yoon, 65, negou as acusações. A lei marcial foi imposta por ele em 3 de dezembro de 2024 e durou apenas algumas horas. Na ocasião, Yoon mobilizou o Exército com o objetivo de suspender a Assembleia Nacional e enfraquecer a oposição parlamentar.
Ele havia afirmado que a medida era necessária para proteger o país de “forças comunistas” em meio a constantes disputas com opositores. Sob pressão, recuou da medida.







