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Inadimplência cresce, mas Maranhão abre 2,8 mil empregos

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Inadimplência Maranhão
Inadimplência atinge quase metade da população adulta no Maranhão, enquanto mercado apresenta saldo positivo em quatro dos cinco principais setores da economia.

MARANHÃO, 28 de agosto de 2025 – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) registrou que a inadimplência das famílias brasileiras atingiu 30,2% em julho, o maior índice em quase dois anos. O levantamento revela aumento expressivo das dívidas em atraso.

No Maranhão, dados do Serasa mostram que 44,8% da população adulta — mais de 2 milhões de pessoas — estavam inadimplentes em junho. O cenário evidencia dificuldades financeiras persistentes para quase metade dos maranhenses.

A coordenadora do Núcleo de Negócios da UniFacimp Wyden, Petra Fernanda, aponta a falta de planejamento financeiro como a principal causa do aumento da inadimplência. Ela destaca que o uso do crédito rotativo agrava a situação das famílias.

Com juros que chegaram a 449,9% ao ano em maio, esse tipo de financiamento transforma pequenas dívidas em compromissos de longo prazo, considerados por especialistas como uma “bola de neve” difícil de ser controlada.

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Petra Fernanda orienta que famílias conheçam sua realidade financeira de forma detalhada, priorizem gastos essenciais, evitem compras desnecessárias e construam uma reserva de emergência. A recomendação é acumular pelo menos três vezes a renda líquida mensal.

Apesar do cenário de endividamento, o Maranhão apresentou crescimento no mercado de trabalho formal. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) registrou a criação de 2.898 empregos com carteira assinada em julho.

Entre janeiro e julho de 2025, o estado acumula 20.767 novas vagas. O resultado mostra desempenho positivo em quatro dos cinco principais setores avaliados, com destaque para os Serviços, que lideraram a geração de empregos.

O setor de Serviços respondeu por 1.548 novas vagas em julho, seguido pelo Comércio, com 588, pela Construção, com 538, e pela Indústria, com 396. Apenas a Agropecuária apresentou queda, com fechamento de 172 postos.

São Luís liderou a criação de empregos formais, com saldo de 1.453 novos postos em julho. A capital maranhense possui hoje estoque de 327,3 mil empregos com carteira assinada. Outras cidades também se destacaram no período.

Timon registrou 225 novos postos, seguida por Caxias, com 144, Imperatriz, com 142, e Bacabal, com 130. Os números mostram concentração do crescimento em municípios de maior porte.

Homens foram maioria entre os contratados, com 1.693 vagas, contra 1.205 ocupadas por mulheres. Pessoas com ensino médio completo lideraram o saldo, alcançando 2.674 postos. Jovens entre 18 e 24 anos também se destacaram.

Esse grupo foi responsável por 1.970 novos empregos, confirmando a tendência de maior absorção de mão de obra jovem no mercado de trabalho formal maranhense durante o mês de julho.

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