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PGR arquiva investigação sobre Gilmar Mendes em caso da CBF

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PGR arquiva investigação sobre Gilmar Mendes. Vice-procurador-geral da República tomou decisão por insuficiência de provas de favorecimento na CBF.

BRASÍLIA, 27 de agosto de 2025 – A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou um pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por alegados crimes de prevaricação e advocacia administrativa.

A decisão, assinada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand, foi tomada devido à ausência de provas suficientes. O caso relacionava-se à atuação do ministro em processos sobre a disputa pela presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Segundo a PGR, os elementos apresentados eram insuficientes para comprovar qualquer favorecimento ilícito do ministro a Ednaldo Rodrigues, então presidente da entidade.

Além disso, o parecer destacou que a questão envolvia principalmente aspectos processuais, sem conotação penal. A representação tinha sido feita pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR), que apontava um suposto conflito de interesses.

O parlamentar alegava que o contrato entre a CBF e o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) criava uma situação de suspeição.

Gilmar Mendes é fundador do IDP, instituição que firmou acordo com a confederação em 2023 para cursos de pós-graduação. Anteriormente, em 2017, o procurador-geral Paulo Gonet vendeu suas cotas do instituto ao filho de Gilmar.

ATUAÇÃO DE GILMAR MENDES NO STF

Como relator, o ministro concedeu medidas que beneficiaram Ednaldo Rodrigues. Em janeiro de 2024, ele suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que havia afastado Ednaldo da presidência da CBF.

Posteriormente, em maio, Gilmar rejeitou novos pedidos de afastamento. O ministro argumentou que a intervenção judicial poderia causar desconhecimento da FIFA em relação à entidade.

CONTEXTO DA CRISE NA CBF

A disputa começou em 2022, quando a CBF assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Rio. Em dezembro de 2023, o TJ-RJ anulou esse acordo e afastou Ednaldo, decisão posteriormente revertida por Gilmar Mendes.

O então presidente da CBF optou por não reassumir o cargo, visando restaurar a paz no futebol brasileiro.

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