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INSS mantém 86 contratos para idosos acima de 120 anos

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INSS fraude
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam operações ativas em benefícios de idosos impossíveis, indicando falhas ou fraudes no sistema do INSS.

BRASÍLIA, 25 de agosto de 2025 – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possui 86 contratos de consignado ativos para beneficiários com idade superior a 120 anos, conforme dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Essas operações, embora representem apenas 0,00015% do total de 57,3 milhões de contratos ativos, são consideradas anomalias, uma vez que não há registros oficiais de pessoas vivas nessa faixa etária no Brasil.

A Federação Brasileira de Bancos afirmou desconhecer tais casos e sugeriu que os registros podem decorrer de erros cadastrais ou fraudes.

As operações de consignado para aposentados e pensionistas estão sob investigação na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos de mensalidades associativas.

Em 2024, a Controladoria-Geral da União (CGU) relatou falhas na fidedignidade das informações do sistema, incluindo averbações em benefícios inelegíveis e contratos acima do teto de juros permitido. O órgão recomendou ajustes, mas não apresentou conclusões definitivas sobre as irregularidades.

Os dados abrangem contratos firmados entre junho de 2020 e junho de 2025, incluindo empréstimos, cartões de crédito e cartões de benefícios. A maioria está vinculada a aposentadorias ou pensões rurais, enquanto apenas cinco correspondem a benefícios urbanos.

Além disso, o INSS registrou 2,5 milhões de contratos de consignado ativos para beneficiários entre 80 e 120 anos, faixa etária onde o crédito é permitido, mas sujeito a restrições devido ao risco de inadimplência.

O levantamento também identificou 890 contratos de consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) com menos de 60 anos, embora a idade mínima legal para acesso ao benefício seja 65 anos. O INSS não esclareceu se essas concessões decorrem de decisões judiciais ou falhas cadastrais.

O sistema não distingue operações associadas ao BPC para pessoas com deficiência, que não possui limite de idade, mas a entidade destacou a necessidade de transparência nas informações.

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