CAOS HOSPITALAR

Enfermeiros cobram piso e pacientes sofrem com infiltrações

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Enfermeiros descaso
Enfermeiros denunciam que ainda não receberam o piso garantido. Já no Hospital de Oncologia, pacientes recém-operados lidam com goteiras sobre seus leitos.

MARANHÃO, 08 de maio de 2025 – Enfermeiros do Hospital do Servidor Estadual denunciam que, apesar de acordos judiciais, ainda não receberam o piso salarial garantido em convenção coletiva. Já no Hospital de Oncologia do Estado, pacientes recém-operados lidam com goteiras sobre seus leitos.

Em audiência de conciliação realizada no mês passado no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA), ficou acertado que os profissionais receberiam o piso da enfermagem na folha de abril, paga no início de maio. O valor retroativo, referente aos meses anteriores, seria parcelado em até seis vezes.

A base do acordo foi a Convenção Coletiva de Trabalho, em conformidade com a decisão do STF de dezembro de 2023, que determinou a regionalização do piso nacional da enfermagem. Tudo documentado, com data-base definida. Só esqueceram de cumprir.

“Nós enfermeiros do Hospital do Servidor até agora não recebemos o piso. O valor previsto é R$ 4.750,00, mas recebemos R$ 2.582,00”, relatou um dos profissionais.

É DENTRO!

A chuva em São Luís nesta quarta (7) expôs as fissuras — não apenas estruturais — do Hospital de Oncologia do Maranhão, localizado no bairro Madre Deus. Denúncias apontam infiltrações severas sobre os leitos de internação, atingindo inclusive pacientes idosos e recém-operados.

A água escorria do teto, próxima a instalações elétricas, formando poças ao redor das macas. A previsão indicava chuvas leves e ventos de até 16 km/h. Mas parece que o hospital não foi projetado nem para o “chuvisco”.

O mobiliário destinado aos acompanhantes também se encontra em estado avançado de deterioração. Cadeiras rasgadas, móveis com madeira estufada pela umidade e estruturas quebradas compõem o cenário de quem precisa esperar por dias em meio ao tratamento de um ente querido.

No total, o hospital conta com 102 leitos, sendo 78 dedicados à oncologia e 24 à ortopedia cirúrgica, conforme o instituto ABEAS. Pelo menos um leito foi interditado por enfermeiras após as infiltrações. Os pacientes foram remanejados para outras alas com a mesma capacidade — e aparentemente os mesmos riscos.

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