RELATÓRIO

Maranhão lidera assassinatos de quilombolas no Brasil

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Maranhão relatório
Maranhão registra 14 mortes entre 2019 e 2024, representando mais de 30% dos casos no país. Disputa por terra é a principal motivação.

MARANHÃO, 09 de setembro de 2024 – O Maranhão é o estado com o maior número de assassinatos de quilombolas no Brasil, de acordo com um relatório da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq).

Entre 2019 e 2024, foram registradas 14 mortes no estado, representando mais de 30% dos 46 assassinatos contabilizados em todo o país no mesmo período. A disputa por terras foi apontada como a principal causa dos crimes.

Os assassinatos ocorreram em 10 municípios maranhenses, com três cidades concentrando metade das mortes: Arari (2), Santa Rita (3) e São Vicente Ferrer (2).

Em Santa Rita e São Vicente Ferrer, as mortes ocorreram em quilombos específicos, enquanto em Arari os casos foram registrados em quilombos diferentes.

Os municípios afetados incluem Capinzal do Norte, Caxias, Codó, Itapecuru-Mirim, Pinheiro, São João do Sóter, além das três cidades com maior número de casos.

O relatório também destaca que o Maranhão lidera o ranking nacional de ameaças contra comunidades quilombolas, com 22 casos de intimidação, despejo e ameaças de morte registrados entre 2019 e 2024.

No Brasil, foram 58 ocorrências desse tipo. Além das ameaças, a Conaq contabilizou dois casos de incêndio criminoso no Maranhão, onde o fogo foi utilizado para destruir casas, plantações e pertences dos quilombolas.

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