BRASÍLIA, 29 de fevereiro de 2024 – A Petrobras registrou uma desvalorização significativa de R$ 30 bilhões em um único dia, com as ações ordinárias e preferenciais caindo 5,39% e 5,16%, respectivamente, após um comentário do presidente Jean Paul Prates.
Em entrevista à Bloomberg, Prates sugeriu maior cautela na remuneração aos acionistas, enfatizando a transição da empresa para energia renovável. O mercado reagiu negativamente, refletindo a perda de confiança dos investidores.
A necessidade de esclarecimento surgiu quando a Petrobras divulgou uma nota afirmando que “não há qualquer decisão tomada em relação à distribuição de dividendos ainda não declarados”.
A empresa ressaltou que as decisões futuras serão baseadas na nova Política de Remuneração aos Acionistas, aprovada em julho de 2023. O comentário de Prates pegou o mercado de surpresa, e a incerteza resultante impactou adversamente o valor da estatal.
Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos, observou que a declaração inesperada contrastou com a visão anterior do mercado sobre a Petrobras como uma robusta geradora de caixa.
Em meio à ascensão recente da empresa no mercado, impulsionada pela percepção de um plano de investimentos menos agressivo, a sugestão de mudança na política de dividendos surpreendeu os investidores.
A discussão sobre a mudança na política de dividendos da Petrobras está em pauta desde 2023, mas até o momento, nada foi oficializado.