
BRASIL, 31 de agosto de 2026 — A Justiça decretou a falência da Oi e aceitou pedidos de recuperação da Casas Bahia e da Braskem neste mês. Essas são as últimas de uma longa lista de empresas que já foram gigantes, mas agora vivem crises financeiras.
O motivo comum é o mesmo: dívidas muito altas em um período de juros elevados. Isso dificulta pagar credores, pegar novos empréstimos ou bancar prejuízos. Além disso, cada empresa tem seus próprios problemas, como expansão acelerada, fraudes contábeis ou queda nas vendas.
Desde janeiro de 2023, 13 empresas perderam mais de 88% do valor de suas ações. Entre elas estão Sequoia Logística, Gafisa, Azul, Gol, Americanas, Casas Bahia, Ambipar, Infracommerce, Viveo, Oi, Raízen, PDG e Marisa. Em alguns casos, a perda passou de 99%.
Para sobreviver, muitas pediram recuperação judicial, renegociaram dívidas e fizeram aumentos de capital. Esses processos salvaram os negócios, mas destruíram o valor para os antigos acionistas. Por isso, as ações dessas empresas despencaram na B3.
A Azul, por exemplo, teve suas ações convertidas e diluídas. A Gol saiu da bolsa após recuperação nos EUA. A Americanas revelou fraudes bilionárias em 2023. A Oi teve a falência decretada agora, mas serviços essenciais seguem funcionando.
Enquanto isso, a Casas Bahia pediu recuperação judicial em 2026 para renegociar uma dívida de R$ 28 bilhões. A Raízen teve plano extrajudicial homologado no mesmo ano. Já a Marisa entrou em recuperação em 2023 e mantém lojas abertas.







