
BRASÍLIA, 06 de novembro de 2026 — Uma análise do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, identificou 316 interações atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento, divulgado pelo UOL nesta sexta (6), reúne registros de WhatsApp entre 17 de setembro e 17 de novembro de 2025, quando o banqueiro foi preso.
Dos 316 registros, 187 são mensagens enviadas por Vorcaro. Os outros 129 incluem comunicações atribuídas a Moraes e notificações do aplicativo. Antes, eram conhecidas 52 mensagens registradas em capturas de tela do bloco de notas. A nova análise recuperou outras 17 mensagens.
Em 24 de outubro, Moraes teria escrito: “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”. Em 12 de novembro, teria enviado: “Não basta ser pai, tem de participar rsrs”. Vorcaro respondeu: “Você é paizão”. Os registros também apontam um possível encontro em Brasília, no dia 14 de novembro.
Na ocasião, Moraes teria pedido que Vorcaro avisasse quando pousasse. Depois, perguntou sobre sua chegada e escreveu: “A caminho então”. Mensagens identificadas pela Polícia Federal também mostram que Vorcaro pediu ajuda para tentar evitar medidas da PF e do Banco Central contra o Banco Master.
O banqueiro sugeriu contatos com o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Também perguntou sobre uma possível prisão. A relação teria começado em dezembro de 2023. O banco contratou o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, por quase R$ 130 milhões.
Moraes nega as conversas e questiona a integridade do material. Ele atribui o relatório policial a uma tentativa de vingança por sua atuação nos processos sobre a tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Vorcaro também contesta a cadeia de custódia do celular. O STF analisa se abre investigação contra o ministro.










