
SÃO LUÍS, 27 de fevereiro de 2026 – O Moto Club enfrenta crise administrativa após o fim de sua participação no Campeonato Maranhense, com salários atrasados e a renúncia do vice-presidente Vitor Sardinha, oficializada junto ao Conselho Deliberativo, em meio a divergências sobre gestão, decisões estratégicas e comunicação interna da instituição.
Em carta enviada aos conselheiros, Sardinha afirmou que deixou o cargo por incompatibilidades no modelo de gestão e na condução administrativa. Segundo o ex-dirigente, também houve discordâncias na forma de tomada de decisões e na comunicação interna do clube, o que motivou a saída da vice-presidência.
O ex-vice-presidente destacou que os métodos adotados atualmente não correspondem à tradição e à dimensão histórica do clube, conhecido como Papão do Norte. Após a renúncia, ele permaneceu apenas como integrante do Conselho Deliberativo, sem atuação na diretoria executiva.
Enquanto isso, o presidente Artur Cabral seguiu à frente do Executivo sem a presença do vice na gestão. Paralelamente, conselheiros passaram a questionar sua permanência no cargo, diante do cenário administrativo considerado delicado dentro da instituição.
Um grupo de conselheiros protocolou um abaixo-assinado solicitando à mesa diretora do Conselho Deliberativo a convocação de uma Assembleia Geral. O objetivo do pedido é discutir o possível afastamento do presidente em meio à crise interna.
O movimento recebeu apoio de lideranças de torcidas organizadas, que formalizaram respaldo à iniciativa. Nos bastidores, o ambiente político do clube é apontado como um dos mais turbulentos dos últimos anos, com intensificação das tensões administrativas.
Além disso, a situação ganhou maior repercussão após manifestação pública do volante Jair. Em publicação nas redes sociais, o jogador relatou a existência de salários atrasados e criticou a postura da diretoria, citando falta de respeito com atletas e funcionários do Moto.








