CHOQUE INSTITUCIONAL

Viana diz que CPMI não foi informada sobre decisão de Dino

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Viana carlos
Presidente da comissão Carlos Viana declarou que colegiado soube pela imprensa da decisão de Flávio Dino que suspendeu quebra de sigilo aprovada na investigação

BRASÍLIA, 04 de março de 2026 – O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta (4), que a comissão não foi formalmente comunicada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger.

Segundo ele, o colegiado tomou conhecimento da medida por meio da imprensa.

Viana declarou que, até o momento, não houve notificação oficial da liminar pelos canais institucionais utilizados entre os Poderes. Ele ressaltou que, quando o Congresso precisa se manifestar no Supremo Tribunal Federal, deve fazê-lo por meio de advogados e pelos sistemas próprios da Corte, o que, em sua avaliação, demonstra tratamento distinto.

O senador afirmou que a CPMI do INSS exerceu apenas seu dever constitucional ao autorizar medidas investigativas. Ele destacou que comissões parlamentares de inquérito adotam esse procedimento há décadas e acrescentou que investigar não significa condenar, mas buscar esclarecimentos.

A decisão do ministro Flávio Dino suspendeu a determinação da comissão que havia aprovado a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A medida ocorreu após o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), validar a deliberação do colegiado.

Na semana passada, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Lulinha e de Roberta Luchsinger. A votação foi marcada por tumulto, com registros de gritaria e empurra-empurra no plenário.

Parlamentares da esquerda procuraram Davi Alcolumbre para pedir a anulação da votação simbólica. No entanto, o presidente do Congresso Nacional negou o pedido no plenário, ao afirmar que a suposta violação das normas regimentais não se mostrava evidente e inequívoca.

A controvérsia envolve o andamento da investigação conduzida pela CPMI do INSS, que apura possíveis irregularidades relacionadas ao instituto. A comissão aguarda os desdobramentos formais da decisão do Supremo Tribunal Federal.

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