ACERTO DE CONTAS

Vereador de Balsas é preso suspeito de vingar morte de irmão

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Justiça do Piauí decreta prisão temporária de vereador de Balsas após investigação apontar suspeita de planejamento e apoio a assassinato em Santa Filomena.

MARANHÃO, 03 de fevereiro de 2026 – A Polícia Civil do Piauí investiga um homicídio ocorrido na noite de 3 de outubro de 2025, em Santa Filomena, no sul do estado, e obteve a prisão temporária do vereador de Balsas, Hélio Sousa Neto, conhecido como Hélio Tiví. Segundo a apuração, o parlamentar teria planejado e dado suporte logístico à execução da vítima.

Luís Carlos do Nascimento morreu a tiros em frente à própria residência. No local, peritos recolheram cápsulas de munição e registraram sinais de ação rápida dos autores. Dessa forma, os investigadores apontaram indícios de homicídio premeditado, sem possibilidade de defesa para a vítima.

HISTÓRICO ENTRE AS PARTES

A principal linha de investigação considera o histórico entre a vítima e a família do vereador. Em 2024, no Maranhão, Luís Carlos foi preso sob suspeita de envolvimento na morte de Antônio Sousa Neto, irmão do parlamentar. Depois, respondeu ao processo em liberdade e mudou-se para Santa Filomena.

Em seguida, meses após a mudança, ele foi morto no novo endereço. Por isso, a polícia relacionou a sequência de fatos à hipótese de retaliação. Além disso, os investigadores analisam se o contexto pessoal contribuiu para o planejamento do homicídio apurado no inquérito.

Durante as diligências, a equipe identificou que o veículo citado no crime foi alugado em nome do vereador. O contrato de locação, obtido com autorização judicial, inseriu o parlamentar na apuração logística. Testemunhas e imagens apontaram um utilitário vermelho circulando próximo ao local do homicídio.

MANDADOS E BUSCAS

Com base nos elementos reunidos, a Justiça do Piauí autorizou mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador, inclusive no Maranhão. As equipes recolheram documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais para análise técnica.

Mesmo com as ordens judiciais em vigor, o parlamentar não foi localizado e passou a ser considerado foragido. Portanto, as forças de segurança mantêm diligências para cumprir a decisão judicial. Paralelamente, o inquérito coleta depoimentos e cruza dados sobre o homicídio.

Em nota, a defesa de Hélio Sousa Neto afirmou que ele é inocente, declarou ter tomado conhecimento das acusações por redes sociais e informou que confia na Justiça. Além disso, o vereador manifestou disposição para prestar esclarecimentos e pediu respeito ao devido processo legal.

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