
BRASÍLIA, 11 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a construção de duas residências oficiais para ministros da Corte no Lago Sul, bairro de alto padrão de Brasília.
Os terrenos, cedidos pela União em 2024, já geraram despesas preliminares de cerca de R$ 181 mil com demolições — R$ 78,5 mil em uma contratação e R$ 102,5 mil estimados para a segunda.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o projeto ainda está em fase de estudos preliminares, sem licitação aberta ou previsão de custo total das obras, conforme informou o próprio TCU.
A transferência dos terrenos para uso funcional ocorreu por meio de acordo de cooperação técnica com a Secretaria do Patrimônio da União. Em troca, o tribunal se comprometeu a reformar dois imóveis federais em Belém (PA).
O Ministério da Gestão e Inovação justificou a solicitação pela falta de imóveis funcionais suficientes para acomodar todos os ministros. “Em contrapartida, a União não dispõe de recursos financeiros para reformar muitos imóveis que estão sem uso e se deteriorando”, explicou a pasta.
Atualmente, o TCU conta com quatro apartamentos funcionais em Brasília, ocupados por:
- Vital do Rêgo, Bruno Dantas e Augusto Nardes;
- Antonio Anastasia reside em imóvel do Senado enquanto aguarda reforma da quarta unidade;
- Odair Cunha e Jhonatan de Jesus recebem auxílio-moradia;
- Benjamin Zymler, Walton Alencar e Jorge Oliveira moram em imóveis particulares, sem benefício.
O tribunal afirmou que ainda não estabeleceu critérios ou beneficiários para as duas novas residências, que seguirão resolução interna sobre concessão de moradias funcionais a ministros, substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU.
Embora o projeto esteja em estágio inicial, o TCU já executou despesas com os terrenos: em outubro de 2024, contratou a Mega Retro Ltda. por R$ 78,5 mil para demolição de uma casa; em 2025, autorizou a segunda demolição, com custo estimado de R$ 102,5 mil.
Dos imóveis de Belém dados como contrapartida, um já teve a reforma concluída e abriga a Superintendência do Patrimônio da União no Pará.
O segundo, parte da sede do TCU no estado, segue em obras e terá uso compartilhado com outros órgãos da administração pública federal.







