Maduro acusa conspiração e prende líder da oposição

VENEZUELA, 15 de março de 2024 – O procurador-geral Tarek William Saab, da Venezuela, anunciou nesta quarta (13) a prisão de dois homens sob a acusação de planejar um assassinato contra o ditador Nicolás Maduro. A detenção ocorreu em Maturín, capital do Estado de Monagas, no nordeste do país. Segundo Saab, os suspeitos teriam feito ameaças públicas e notórias incitando ao assassinato do líder venezuelano, o que desencadeou uma investigação que revelou evidências de uma conspiração em andamento.
Maduro realiza live com perfis falsos em transmissão presidencial

VENEZUELA, 23 de fevereiro de 2024 – Na última quarta (21), o ditador venezuelano Nicolás Maduro realizou uma live intitulada “Transmissão Presidencial” em seu Instagram, onde, curiosamente, a maioria dos 800 espectadores eram perfis falsos. O evento ocorreu por volta das 22h no horário de Brasília (21h em Caracas) e chamou a atenção pela presença de contas com nenhuma ou quase nenhuma atividade, muitas delas utilizando fotos de personalidades famosas, como a atriz Amanda Seyfried. A situação é notável à luz da recente revelação da Telefónica, empresa espanhola atuante na Venezuela desde 2005, que recebeu mais de 1,5 milhão de pedidos de “interceptações” de suas linhas telefônicas e acesso à internet em 2021. Esse aumento alarmante, segundo defensores dos direitos humanos, representa um avanço no programa de “vigilância em massa” da ditadura venezuelana, com as interceptações saltando de 380,2 mil em 2016 para 861 mil em 2021.
Ditador Nicolás Maduro afasta opositora de concorrer eleições

VENEZUELA, 30 de janeiro de 2024 – O regime de Nicolás Maduro impôs a sua solução final para varrer a oposição das eleições presidenciais deste ano, ratificando que María Corina Machado, a franca favorita para derrotar o presidente, não poderá concorrer ao pleito, previsto para o segundo semestre. Ela e o ex-governador Henrique Capriles foram inabilitados para ocupar cargos públicos por 15 anos, numa decisão do Supremo Tribunal de Justiça, alinhado ao governo venezuelano. A sentença não surpreende, por ter sido aplicada anteriormente para afastar opositores do caminho do chavismo, mas desta vez as circunstâncias são diferentes. A participação da oposição nas eleições era o fio condutor do Acordo de Barbados, assinado em outubro passado entre governo e a Plataforma Unitária, sob a mediação da Noruega e observação de outros países como EUA e Brasil. Etapas como a libertação de prisioneiros foram cumpridas, entre eles o empresário colombiano Alex Saab, aliado do presidente e detido em 2020 nos EUA por suspeita de lavagem de dinheiro. Numa primeira reação à sentença de inabilitação da candidata, o governo americano prometeu revisar a política de sanções contra a Venezuela, sinalizando claramente que o mecanismo que resultou em alívio econômico para o país será revertido. Regime e opositores concordam que o pacto firmado em Barbados ruiu, mas cobrem de incertezas os próximos passos. Maduro tem o controle das instituições, mas é rechaçado por 80% dos venezuelanos, segundo as pesquisas. Sem o nome de Machado na cédula, as especulações recaem sobre um substituto na oposição ao presidente, há uma década no poder. O nome do atual governador de Zulia, Manuel Rosales, que concorreu às presidenciais em 2006 e foi derrotado por Hugo Chávez, é o mais cotado. Ele se apressou a classificar como indesculpável a inabilitação da candidata, que ganhou as primárias de outubro com mais de 90% dos votos.
Ditador Nicolás Maduro afasta opositora de concorrer eleições

VENEZUELA, 30 de janeiro de 2024 – O regime de Nicolás Maduro impôs a sua solução final para varrer a oposição das eleições presidenciais deste ano, ratificando que María Corina Machado, a franca favorita para derrotar o presidente, não poderá concorrer ao pleito, previsto para o segundo semestre. Ela e o ex-governador Henrique Capriles foram inabilitados para ocupar cargos públicos por 15 anos, numa decisão do Supremo Tribunal de Justiça, alinhado ao governo venezuelano. A sentença não surpreende, por ter sido aplicada anteriormente para afastar opositores do caminho do chavismo, mas desta vez as circunstâncias são diferentes. A participação da oposição nas eleições era o fio condutor do Acordo de Barbados, assinado em outubro passado entre governo e a Plataforma Unitária, sob a mediação da Noruega e observação de outros países como EUA e Brasil. Etapas como a libertação de prisioneiros foram cumpridas, entre eles o empresário colombiano Alex Saab, aliado do presidente e detido em 2020 nos EUA por suspeita de lavagem de dinheiro. Numa primeira reação à sentença de inabilitação da candidata, o governo americano prometeu revisar a política de sanções contra a Venezuela, sinalizando claramente que o mecanismo que resultou em alívio econômico para o país será revertido. Regime e opositores concordam que o pacto firmado em Barbados ruiu, mas cobrem de incertezas os próximos passos. Maduro tem o controle das instituições, mas é rechaçado por 80% dos venezuelanos, segundo as pesquisas. Sem o nome de Machado na cédula, as especulações recaem sobre um substituto na oposição ao presidente, há uma década no poder. O nome do atual governador de Zulia, Manuel Rosales, que concorreu às presidenciais em 2006 e foi derrotado por Hugo Chávez, é o mais cotado. Ele se apressou a classificar como indesculpável a inabilitação da candidata, que ganhou as primárias de outubro com mais de 90% dos votos.
Venezuela prende mais de 30 alegando conspiração contra Maduro

VENEZUELA, 23 de janeiro de 2024 – Autoridades venezuelanas anunciaram, nesta segunda (22), a prisão de 32 pessoas, entre civis e militares, sob acusações de “traição à pátria” relacionadas a cinco supostas conspirações para assassinar o ditador Nicolás Maduro. O Ministério Público do país também mencionou um suposto apoio dos Estados Unidos às ações. O procurador-geral, Tarek William Saab, revelou que mandados de prisão foram emitidos para mais 11 pessoas, incluindo ativistas de direitos humanos, jornalistas e soldados exilados. Saab afirmou que todos os detidos confessaram e forneceram informações sobre os planos, alegadamente dirigidos contra a maioria do povo venezuelano e a sociedade democrática. As supostas conspirações foram mencionadas por Maduro em um pronunciamento ao Parlamento em 15 de janeiro, onde apontou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, como um dos alvos. Padrino responsabilizou a “extrema direita venezuelana” pelos planos, alegando apoio da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) e da Agência Norte-americana Antidrogas (DEA). O ministro destacou que as operações contra as conspirações estavam em sigilo, coincidindo com as negociações entre Maduro e os EUA, resultando na redução de algumas sanções ao país. Candidato à reeleição em 2024, Maduro frequentemente tem denunciado planos de conspiração, culpando EUA, opositores e narcotraficantes colombianos.
Venezuela prende mais de 30 alegando conspiração contra Maduro

VENEZUELA, 23 de janeiro de 2024 – Autoridades venezuelanas anunciaram, nesta segunda (22), a prisão de 32 pessoas, entre civis e militares, sob acusações de “traição à pátria” relacionadas a cinco supostas conspirações para assassinar o ditador Nicolás Maduro. O Ministério Público do país também mencionou um suposto apoio dos Estados Unidos às ações. O procurador-geral, Tarek William Saab, revelou que mandados de prisão foram emitidos para mais 11 pessoas, incluindo ativistas de direitos humanos, jornalistas e soldados exilados. Saab afirmou que todos os detidos confessaram e forneceram informações sobre os planos, alegadamente dirigidos contra a maioria do povo venezuelano e a sociedade democrática. As supostas conspirações foram mencionadas por Maduro em um pronunciamento ao Parlamento em 15 de janeiro, onde apontou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, como um dos alvos. Padrino responsabilizou a “extrema direita venezuelana” pelos planos, alegando apoio da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) e da Agência Norte-americana Antidrogas (DEA). O ministro destacou que as operações contra as conspirações estavam em sigilo, coincidindo com as negociações entre Maduro e os EUA, resultando na redução de algumas sanções ao país. Candidato à reeleição em 2024, Maduro frequentemente tem denunciado planos de conspiração, culpando EUA, opositores e narcotraficantes colombianos.
Venezuela recebe armamentos da China e Rússia, diz Instituto

VENEZUELA, 14 de dezembro de 2023 – O Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo divulgou recentemente que a Venezuela recebeu cerca de R$ 5 bilhões em armamentos, provenientes de acordos com China e Rússia, desde 2010. Esses acordos incluem investimentos consideráveis, sendo aproximadamente US$ 500 milhões provenientes da China, equivalente a quase R$ 2,5 bilhões, e US$ 484 milhões da Rússia, cerca de R$ 2,4 bilhões. Os armamentos enviados para a Venezuela englobam uma ampla variedade de equipamentos, como mísseis guiados, tanques, aviões de combate e helicópteros. Entre os mais de 400 blindados enviados, destacam-se o modelo soviético BMP-3 e o ZBD-05, veículo blindado anfíbio de fabricação chinesa. Além disso, mais de 5 mil mísseis foram enviados pelos aliados do regime do ditador Nicolás Maduro. No período entre 2009 e 2020, a Itália também fortaleceu suas relações militares com a Venezuela, destinando oito canhões automáticos navais conhecidos como “Compact 76mm”. Esses armamentos possuem alta cadência de tiro e a capacidade de realizar defesa antimísseis de curto alcance, além de oferecer apoio terrestre. Outro país que contribuiu com apoio militar foi o Irã, que enviou 12 veículos aéreos não tripulados equipados com mísseis. Esses drones, controlados remotamente ou por meio de computadores de bordo, têm a notável capacidade de permanecer no ar por até 24 horas.
Maduro “anexa” território da Guiana em novo mapa venezuelano

GUIANA, 06 de dezembro de 2023 – Nessa semana, o ditador venezuelano Nicolás Maduro divulgou em suas redes sociais o que chamou de “novo mapa da Venezuela”, incorporando a Guiana. Segundo Maduro, o mapa é resultado de um referendo realizado em 3 de dezembro, no qual mais de 95% dos votos aprovaram a criação de um Estado venezuelano chamado Guiana Essequiba, abrangendo território da Guiana. “Este é nosso mapa amado!”, declarou Maduro em suas redes sociais, ordenando a distribuição do novo mapa em escolas, universidades e estabelecimentos públicos. Ordené de manera inmediata publicar y a llevar a todas las escuelas, liceos, Consejos Comunales, establecimientos públicos, universidades y en todos los hogares del país el nuevo Mapa de Venezuela con nuestra Guayana Esequiba. ¡Este es nuestro mapa amado! pic.twitter.com/qliW31Lyb9 — Nicolás Maduro (@NicolasMaduro) December 6, 2023 No mesmo dia, Maduro apresentou um projeto de lei para formalizar a criação do novo Estado, que será discutido pelos deputados venezuelanos nesta quarta (6). Além disso, o ditador venezuelano emitiu uma ordem à PDVSA, estatal petroleira do país, para conceder licenças de exploração de petróleo e gás natural na região anexada.