Lacen/MA confirma que surto de Covid é causado pela Ômicron

O Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen/MA) concluiu na última semana que o avanço da Covid-19 era, na verdade, da variante Ômicron. O sequenciamento genômico de 68 amostras foram coletadas entre 14 de dezembro de 2021 e 21 de janeiro de 2022. Destas, 58 foram diagnosticadas com a variante ômicron e 10 com a delta. As 58 provas da variante ômicron estão distribuídas em 14 cidades. Os casos confirmados da ômicron foram constatados nos municípios de Anajatuba, Balsas, Barreirinhas, Cururupu, Itapecuru Mirim, Paço do Lumiar, Pinheiro, Santa Inês, Santa Helena, São José de Ribamar, São Luís, Turiaçu, Tutóia e Urbano Santos. Nas amostras sequenciadas positivas para ômicron, 57% são do sexo feminino e 43% do sexo masculino. Confira a nota na íntegra: “A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que o Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (Lacen/MA) concluiu, nesta quinta-feira (3), o sequenciamento genômico de 68 amostras coletadas entre 14 de dezembro de 2021 e 21 de janeiro de 2022. Destas, 58 foram diagnosticadas com a variante ômicron e 10 com a delta. Os casos confirmados da ômicron foram identificados nos municípios de Barreirinhas, Cururupu, Santa Helena, Santa Inês, Turiaçu, Tutóia, Urbano Santos, Paço do Lumiar, Pinheiro, Anajatuba, Balsas, Itapecuru Mirim, São José de Ribamar e São Luís. A variante acometeu todas as faixas etárias, sendo confirmados, entre 0 a 9 anos, um caso; 10 a 29 anos, dois casos; 20 a 29 anos, oito casos; 30 a 39 anos, doze casos; 40 a 49 anos, doze casos; 50 a 59 anos, sete casos; 60 a 70 anos, cinco casos; mais de 70 anos, dez casos; e um caso não possui identificação de idade. Nas amostras sequenciadas positivas para ômicron, 57% são do sexo feminino e 43% do sexo masculino”.
Maranhão é alvo de críticas devido ao baixo índice de vacinação

O Estado do Maranhão foi alvo de críticas devido ao baixo índice de imunização contra o novo coronavírus, com pouco mais de 50% da população com a vacina completa. E quem foi responsável por chamar atenção dos dados que colocam o estado maranhense entre os três piores do Brasil foi a ex-governadora Roseana Sarney. “Após mais de um ano do início da vacinação contra a Covid, quase metade da população do MA não recebeu a vacinação completa. É um dos três estados com a pior cobertura do BR”, pontuou. Na semana passada, o governador determinou pela obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados e decretou calamidade pública em todo o Maranhão, sendo este último mais um facilitador de transferência de recursos para as prefeituras, em pleno ano eleitoral, do que uma medida eficaz para tentar diminuir a crescente de casos do novo coronavírus, devido a variante Ômicron. No ano passado, o Governo do Estado chegou a realizar arraiais de vacinação em algumas cidades e prometeu repetir os eventos este ano, mesmo que com outros nomes. Mas, até agora, ainda não anunciou nenhuma ação nesse sentido, o que demonstra falta de ação em conjunto entre os gestores.