Desenvolvedor de vacina é contra imunização a cada 6 meses

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Em entrevista concedida ao jornal The Telegraph, um dos responsáveis pela equipe que desenvolveu a vacina AstraZeneca contra o novo coronavírus, Andrew Pollard se posicionou contra a estratégia de imunizar sua população cada seis meses. “Nós não podemos vacinar o planeta a cada seis meses. É simplesmente inviável”, disse o professor e especialista em infecção pediátrica. Conforme o especialista, que também é chefe do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido, é preciso “priorizar os mais vulneráveis” nas campanhas de vacinação, ao invés de aplicar doses do imunizante em todos os maiores de 12 anos. A estratégia já esboçada por alguns países, como Israel, de vacinar sua população a cada seis meses, carece de embasamento científico, até o momento, de acordo com Andrew Pollard. “Em algum momento, a sociedade terá de se abrir. Quando isso acontecer, haverá um período de aumento de infecções, motivo pelo qual o inverno talvez não seja o melhor momento para isso”, declarou.

Maranhão é um dos estados com a pior cobertura vacinal

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Um estudo feito por pesquisadores do painel MonitoraCovid-19, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), aponta que o Maranhão, assim como outros cinco estados, apresentaram cobertura vacinal contra o novo coronavírus inferior a 80%. Os dados, que foram divulgados essa semana, estão publicados na Nota Técnica 23 do MonitoraCovid-19. Além de revelarem que o Maranhão, junto ao Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e Sergipe não apresentaram nenhum município com mais de 80% da população totalmente imunizada, também mostram que, pelo fato de 93% dos municípios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Tocantins e Maranhão apresentarem coberturas vacinais inferiores a 80%, são os estados com as piores situações de cobertura vacinal no país. Ainda conforme o levantamento, somente 16% das cidades do Brasil apresentam vacinação completa.

Após vacinação em massa, Alemanha tem recorde de casos de Covid-19

Recorde de Casos de covid na Alemanha

Na ultima terça (16), a Alemanha registrou um novo recorde diário de casos da Covid-19. Foram 52.826 infectados, 13 mil a mais em relação à semana anterior, além de 294 mortes em 24 horas. As informações são da agência local responsável pelo controle e prevenção de doenças, o Instituto Robert Koch. O governo alemão chegou à conclusão de que os casos que estão ocorrendo no país, estão entre as pessoas que não tomaram a vacina. No país, cerca de 67,1% da população já está imunizada, enquanto no total são 98.274 vítimas da doença. A chanceler Angela Merkel afirmou que a situação é dramática e pediu aos que não foram vacinados que se imunizem o mais rápido possível. Já o ministro da Saúde, Jens Spahn pediu aos médicos que não sejam muito rígidos quanto à espera de pelo menos seis meses antes de administrar vacinas de reforço aos pacientes. Nesta quinta (18), governadores dos 16 estados alemães irão se reunir para discutir soluções e tomar novas medidas para conter o avanço da nova onda. É importante saber que a Europa atravessa um momento complicado em relação à pandemia. O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge afirma que a Europa voltou ser o epicentro da pandemia, e que a transmissão na região europeia é muito alta. Ele diz que, se continuar com essa trajetória, a Europa poderá ter mais meio milhão de mortos até fevereiro.

Ministério da Saúde suspende contrato de compra da Covaxin

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O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o contrato de aquisição do imunizante indiano da Covaxin, sob recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU), nesta terça-feira (29). Ainda que não tenha comprado, de fato, as vacinas, a pasta de saúde submeteu o contrato ao órgão de controle para análise aprofundada, visto que, em verificação preliminar, a Controladoria não identificou qualquer irregularidade. O contrato também foi analisado pela Diretoria de Integridade do Ministério, que atuará em conjunto com a CGU para uma apuração administrativa dos termos do contrato. “Abrimos uma investigação preliminar semana passada, isto é, uma auditoria específica em relação ao contrato. O tempo de suspensão vai durar tão somente o prazo da apuração. Colocamos a equipe reforçada para ser bastante célere no processo”, afirmou Wagner Rosário, ministro da CGU, exclarecendo que a suspensão é uma ação preventiva. Mediante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não ter permitido a utilização emergencial ou definitivo do imunizante Covaxin, o contrato foi suspenso. A Anvisa autorizou, com restrições, somente a solicitação de importação excepcional dos imunizantes. Logo, os imunizantes chegariam a 1% da população. “Todas as nossas ações resultaram em mais de 630 milhões de doses de vacinas que, neste momento, já fazem da campanha de vacinação contra a Covid-19 um caso de sucesso. Teremos a nossa população acima de 18 anos totalmente imunizada no mês de setembro”, disse Marcelo Queiroga, ministro da Saúde. A suspensão não afeta o ritmo da campanha de vacinação para o combate a pandemia no Brasil e segue práticas de compliance na gestão pública.

Decisão da Anvisa de vetar importação da Sputnik é elogiada por cientistas

Sputnik V

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de negar o pedido de importação da vacina Sputnik V, imunizante russo contra a covid-19, recebeu apoio de membros da comunidade científica. Cientistas e especialistas de diferentes áreas usaram as redes sociais para elogiar a agência. Nesta segunda-feira, 26, os cinco diretores seguiram as recomendações das três áreas técnicas que analisaram o pedido e encontraram falhas nos estudos e processos produtivos da vacina, além da falta do relatório técnico da vacina. A análise feita pela agência era referente ao pedido de importação de 29,6 milhões de doses por dez Estados, entre eles, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso, Acre e Rondônia. “Verificamos a presença de adenovírus replicante em todos os lotes. Isso é uma não-conformidade grave e está em desacordo com o desenvolvimento de qualquer vacina de vetor viral. A presença de um adenovírus pode ter impacto na nossa segurança quando utilizamos a vacina”, destacou Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da agência durante a audiência extraordinária. No Twitter, a médica epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin, dos Estados Unidos, Denise Garrett classificou o trabalho do corpo técnico da Anvisa como “exemplar”. “Fizeram um trabalho meticuloso e bem respaldado. Não significa que a vacina não venha a ser boa. Significa que faltam dados. A pressão não deve ser na Anvisa – deve ser no Instituto Gamaleya para enviar os dados.” O médico e advogado sanitarista Daniel Dourado também usou a rede social e afirmou que a avaliação da agência foi “criteriosa e correta, semelhante à que foi feita com todas as outras vacinas, inclusive as aprovadas” e que, com os dados disponíveis, não seria possível aprovar a importação da vacina. “É totalmente compreensível a pressa de governadores, mas a Anvisa tem obrigação de garantir a qualidade vacina e não há como fazer isso hoje. O médico epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Universidade de São Paulo (USP), alertou que a aprovação em outros países não significa garantia de que uma substância é segura. “A talidomida indicada para enjoo na gravidez nos anos 50 foi proibida em um único país, os Estados Unidos. Europa e Brasil a aprovaram e o resultado é conhecido até agora com pessoas que nasceram mutiladas. O que importa é a qualidade da avaliação, não o número de aprovações”, escreveu no Twitter.

Dino insiste em vacina russa sem autorização da Anvisa

Sputnik V

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), demonstrou interesse em adquirir a vacina russa Sputnik V mesmo sem o devido posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dino já havia ingressado no STF para pedir que a Agência se posicionasse sobre o imunizante russo e o ministro Ricardo Lewandowski atendeu o pedido estabelecendo prazo até o fim de abril para o devido posicionamento. A Anvisa não atestou a segurança e eficácia da vacina Sputnik por ausência de dados suficientes e, por conta disso, solicitou ao Supremo Tribunal Federal um prazo maior para emitir seu posicionamento, alegando que não ter tido acesso para realizar a análise da vacina russa. Mesmo com a Anvisa não autorizando a utilização da Sputnik V no Brasil, inclusive no Maranhão, Flávio Dino insiste no imunizante. “Governo Federal quer ainda mais prazo para analisar a vacina Sputnik, largamente empregada em vários países, inclusive a vizinha Argentina […] basta examinar as informações técnicas da Argentina”, disse o governador do Estado.

Prefeituras aceleram vacinação e mais de 90% atinge a meta no Maranhão

Mais de 90% dos municípios do Maranhão atingiram índice de vacinação conta a Covid-19 superior a 70% do público prioritário estabelecido pelo Plano Nacional de Imunização em consonância com o Plano Municipal de Vacinação.  Os dados são do boletim de vacinação da Secretaria de Estado da Saúde. Em comparação com a medição anterior, a elevação foi significativa, considerando que em 4 de março apenas 22% dos 217 municípios maranhenses tinham conseguido aplicar até 60% das doses recebidas. Somente 21 municípios estão abaixo do estabelecido em decreto. Juntos eles receberam mais de 31 mil doses dos imunizantes. A Famem tem mobilizado as prefeituras no sentido de acelerar o processo de vacinação no estado entre as populações prioritárias. “Em relação aos índices anteriores avançamos bastante, mas estamos trabalhando incansavelmente para ultrapassar o percentual estabelecido em decreto pelo Governo do Estado”, disse o presidente da Famem, Erlanio Xavier. O índice de vacinação é superior a 90% das doses recebidas até o momento em 18 municípios do estado. Os com a melhor cobertura são os municípios de São Raimundo das Mangabeiras, Alto Parnaíba Feira Nova do Maranhão e Balsas. Em São Raimundo das Mangabeiras, a prefeitura já aplicou 97,06% das doses recebidas. Municípios que já ultrapassaram 90% de cobertura vacinal São Raimundo das Mangabeiras 97,06%Alto Parnaíba 96,25%Feira Nova do Maranhão 96,1%Balsas 95,84%Sucupira do Riachão 94,44%Governador Newton Bello 93,84%Santo Antônio dos Lopes 93,45%Igarapé Grande 92,93%Formosa de Serra Negra 92,7%Pastos Bons 92,36%

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