Greves na Uema e UemaSul chegam ao fim após decisão judicial

MARANHÃO, 13 de novembro de 2023 – Os sindicatos dos professores da Uema e da UemaSul encerraram as greves após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) declarar o movimento ilegal. Apesar do fim da paralisação, a categoria permanece em alerta aguardando julgamento de recursos. A greve, que iniciou em 24 de agosto, visava a realização de concurso público, nomeação de concursados e melhorias estruturais. O pedido de reajuste salarial de 50,28%, alegando defasagem salarial de 10 anos, também foi um dos motivos da paralisação. O SINDUEMA (Sessão Sindical do Andes) divulgou que os docentes da UEMA e UEMASUL seguirão a decisão judicial suspendendo a greve, mas medidas cabíveis serão tomadas para recorrer da decisão. As demandas da classe não foram atendidas, e o índice parcelado até 2026, com parcelas anuais de 2,5%, foi rejeitado pelos docentes, que consideram o valor inferior à expectativa inflacionária.
Justiça exige fim da greve dos professores da Uema e UemaSul

MARANHÃO, 11 de novembro de 2023 – O Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJ-MA) emitiu uma decisão nesta sexta (10) declarando a ilegalidade da greve dos professores das universidades estaduais do Maranhão (Uema) e da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul). O desembargador Francisco Ronaldo Maciel Oliveira, atendendo a uma ação civil pública do Governo do Estado, determinou o retorno dos docentes às salas de aula em até 24 horas, sob a ameaça de multa diária no valor de R$ 100.000,00 em caso de descumprimento. A decisão se fundamenta na análise de que o movimento grevista não seguiu os critérios legais para a suspensão das atividades, uma vez que a paralisação ocorreu sem o prévio esgotamento das negociações com a administração estadual. O desembargador Ronaldo Maciel destaca que a greve deve ser a última alternativa na relação entre empregadores e empregados, sendo justificada apenas após o esgotamento das tratativas negociais. No entanto, até o momento, não há evidências nos autos de que a paralisação foi deflagrada após o encerramento das negociações. O magistrado também menciona os reajustes remuneratórios concedidos pelo Estado do Maranhão aos docentes, bem como o Decreto Estadual nº 38.565, de 2 de outubro de 2023, que estabelece medidas para controlar despesas no âmbito do Poder Executivo Estadual. Os professores das instituições Uema e UemaSul estão em greve desde agosto, demandando, entre outras questões, uma recomposição salarial de 50,28% em seus vencimentos.
Professores da UEMA mantêm greve por tempo indeterminado

MARANHÃO, 07 de novembro de 2023 – Na noite desta segunda (6), em Assembleia, os docentes das universidades estaduais UEMA e UEMA Sul rejeitaram a proposta de reajuste de 11% oferecida pelo Governo do Estado. Com 253 votos a favor, decidiram manter a greve, já em curso por cerca de 80 dias. Além do reajuste salarial, os professores demandam melhores condições de trabalho e a retomada de obras paralisadas nas instalações. A insatisfação da categoria aumentou com o anúncio escalonado do reajuste pelo governador Carlos Brandão, feito no Dia do Servidor Público, em 28 de outubro. Os professores argumentam que o aumento proposto não contempla as perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. A proposta também incluiu um incremento na gratificação de titulação para os docentes das universidades UEMA e UEMA Sul, o que não foi suficiente para dissipar a insatisfação da categoria.
Professores da UEMA mantêm greve após reajuste insatisfatório

MARANHÃO, 31 de outubro de 2023 – A Diretoria do Sindicato dos Professores (SINDUEMA), que está em greve há 68 dias, anunciou que o anúncio de reajuste salarial anunciado pelo governador Brandão não atende às suas demandas de reposição de perdas salariais acumuladas ao longo de uma década. O anúncio do governador incluiu um aumento de 5% na gratificação de titulação para mestres e especialistas, e 10% para doutores que lecionam nas universidades estaduais. Contudo, de acordo com o SINDUEMA, a questão das perdas salariais, que totalizaram 50,28% até fevereiro de 2023, não foi abordada de forma satisfatória. Além disso, a implantação do reajuste está prevista apenas para 2024, de forma escalonada, o que poderia elevar o índice de perda para 58%. A ausência de recomposição salarial integral ao longo dos anos afetou as condições de trabalho dos professores, prejudicando o ensino, a pesquisa e a extensão nas universidades, além dos indicadores de desempenho das instituições de ensino. O SINDUEMA ressalta a importância de que os salários estejam em sintonia com as atividades dos professores, de modo a garantir que as universidades possam cumprir sua missão de contribuir para o desenvolvimento do Maranhão em diversas áreas. A greve dos professores continua, aguardando uma deliberação da categoria em uma Assembleia Geral convocada pelo SINDUEMA. O sindicato ainda não teve acesso ao Projeto de Lei enviado pelo governo à Assembleia Legislativa do Maranhão e não pode se posicionar sobre os termos do PL em relação à questão salarial dos docentes. O SINDUEMA tambem destacou a importância das pautas de Orçamento, Autonomia, Garantias de Recursos Financeiros e Suspensão dos Cortes de Recursos para a UEMA e UEMASUL, bem como a necessidade de estabelecer uma data base no calendário para evitar defasagens salariais. O sindicato enfatiza que a decisão sobre a continuidade ou encerramento da greve cabe aos professores das universidades UEMA e UEMASUL, e considera o pronunciamento do governador como o ponto de partida para as negociações.
Greve dos professores Uema completa 30 dias sem previsão de fim

MARANHÃO, 22 de setembro de 2023 – A greve dos professores da UEMA e UEMASUL completa 30 dias nesta sexta (22), e não há previsão para o seu término. A paralisação tem causado sérios impactos no ano letivo e nos estudantes, que têm enfrentado a falta de aulas. O movimento grevista teve início no dia 24 de agosto e envolve os professores das duas instituições de ensino superior estaduais. As principais demandas dos docentes incluem a realização de concurso público para a recomposição do quadro de professores efetivos, a nomeação dos professores já concursados e melhorias estruturais nos campus universitários. Os professores também reivindicam um reajuste salarial de 50,28%, alegando que seus salários estão defasados há mais de 10 anos. Além disso, apontam que o governo estadual retirou cerca de R$ 168 milhões do orçamento das universidades estaduais no primeiro semestre deste ano, o que teria prejudicado ainda mais as instituições de ensino superior. Em meio a esse impasse, o Ministério Público do Maranhão anunciou que irá realizar uma audiência pública para mediar as negociações entre os professores e o governo do estado. O objetivo é buscar uma solução para a greve que atenda às demandas dos docentes e permita o retorno das atividades acadêmicas. A greve dos professores da UEMA e UEMASUL é um tema de grande relevância, uma vez que afeta diretamente a educação superior no estado do Maranhão. A paralisação tem mobilizado não apenas os docentes, mas também os estudantes que enfrentam dificuldades em seu processo de aprendizado.
Greve de professores na UEMA chega a quarta semana sem acordo

MARANHÃO, 11 de setembro de 2023 – A greve dos professores das Universidades Estaduais do Maranhão (UEMA) e da Região Tocantina (UEMASUL) continua sem solução à vista, entrando agora na quarta semana de paralisação. Até o momento, não foi alcançado um acordo entre o movimento de greve e o governo liderado por Carlos Brandão (PSB). O movimento grevista teve início no dia 24 de agosto e tem como principais reivindicações a recomposição salarial de 50,28%, correspondente às perdas acumuladas desde julho de 2012 até fevereiro de 2023; a igualdade salarial entre professores efetivos e substitutos com base na titulação; a nomeação imediata de docentes aprovados em concursos públicos para as universidades e a recomposição dos orçamentos das instituições de ensino superior. Na semana passada, os professores em greve organizaram uma manifestação que percorreu as ruas do Centro de São Luís e se concentrou em frente à sede do governo estadual, com a participação de estudantes, técnicos-administrativos e representantes de movimentos sociais e sindicais que apoiam a causa grevista no estado. Conforme Bruno Rogens, presidente do Sindicato de Docentes das Universidades Estaduais Públicas do Maranhão (Sinduema Seção Sindical do ANDES-SN), o governador Carlos Brandão ainda não respondeu ao pedido de reunião feito pela categoria. O sindicalista informou que aproximadamente 2 mil professores estão em greve, afetando o ensino de cerca de 50 mil estudantes nas duas instituições de ensino superior do Maranhão. “O governo do estado mantém sua posição de não apresentar uma proposta”, destacou Bruno Rogens.
Partido do vice-governador declara apoio aos grevistas da UEMA

MARANHÃO, 1º de setembro de 2023 – O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota oficial manifestando apoio à greve dos professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul). O apoio ocorre apesar do PT fazer parte da base de governo liderada por Carlos Brandão, do PSB. A nota partidária enfatiza o compromisso com a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade, alinhando-se às demandas apresentadas pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Públicas Estaduais do Maranhão (SindUema). Além do mais, o atual secretário de Educação e vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, é filiado ao Partido dos Trabalhadores. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por PT Maranhão (@ptmaranhao13) Os docentes das universidades estaduais têm reivindicado uma série de questões, incluindo a recomposição das perdas salariais, a realização de concursos públicos para a contratação de novos professores, a nomeação imediata dos professores aprovados em concursos anteriores, o aumento do orçamento destinado às universidades e a conclusão de obras de infraestrutura em diversos campi.
Greve dos professores da Uema e Uemasul inicia nesta quinta (24)

MARANHÃO, 24 de agosto de 2023 – Professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul) deflagraram uma greve a partir desta quinta (24), exigindo reajuste salarial. Os docentes se uniram em uma manifestação que se concentrou em frente ao campus Paulo VI. A principal reivindicação dos professores é o reajuste salarial, uma vez que alegam não receber aumento há uma década. O sindicato que os representa informou que as perdas acumuladas nos salários dos professores da Uema e UemaSul chegam a 50,28% no período de julho de 2012 a fevereiro de 2023. Em resposta à greve, a Uema emitiu um comunicado afirmando que mantém o canal de diálogo aberto com os docentes das duas universidades. A nota divulgada pela instituição informou que uma reunião estava agendada para esta quinta com o Sindicato dos Professores para dar continuidade às negociações, buscando possíveis soluções que levem à suspensão da greve. Enquanto as negociações seguem em andamento, a comunidade acadêmica enfrentará interrupções em suas atividades. Já está confirmado que, pelo menos nesta sexta (25), não haverá aulas no campus de São Luís devido à greve dos professores.