Sindicato ameaça nova greve de ônibus em São Luís

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O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão ameaça desencadear uma nova paralisação em São Luís. A nova greve seria justificada pelo descumprimento do acordo feito entre a entidade e o Sindicato das Empresas de Transportes de São Luís (SET). Algumas empresas estariam com salários atrasados. Pelo menos seis empresas de ônibus, correm o risco de paralisação: Autoviária Matos LTDA, Viação Abreu /Seta Transportes, Planeta /São Benedito, Ratrans, Pelé / Patrol e Grupo 101. As empresas citadas em sua maioria fazem parte do Consórcio Upaon-Açu que atende a região da Cidade Operária e Cidade Olímpica. Com o suposto descumprimento, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de São Luís, Marcelo Brito, deu um prazo de 72 horas para que a situação fosse ajustada.

Empresários recusam proposta de R$ 8 milhões para acabar com greve

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A Prefeitura de São Luís afirmou que representantes do Sindicado das Empresas de Transporte recusou proposta de subsídio de R$ 8,5 milhões para garantir o fim da greve dos rodoviários em São Luís. A proposta fora recusada por empresários. Desconfiado da atuação do secretário Municipal de Trânsito e Transportes, Cláudio Ribeiro, o prefeito decidiu demiti-lo. Eduardo Braide tem se dedicado de todas as formas a reduzir o impasse que sustenta a greve de ônibus na capital maranhense. A última tentativa do prefeito foi a proposta de oferecimento de um auxílio milionário que, nas contas da prefeitura, iria dar condições de acabar com a greve. Acontece que os empresários estão irredutíveis na posição de só autorizar o fim da greve em caso de aumento da passagem. Em meio à crise, o secretário responsável pelo transporte público na cidade, Cláudio Ribeiro, foi exonerado. Cláudio estava escondido nas negociações e não assumia a linha de frente da campanha para acabar com a greve. Informações extraoficiais dão conta de que sua postura apática na crise era uma forma de enfraquecer a própria prefeitura e forçar Eduardo Braide a conceder o aumento. A nomeação de Cláudio Ribeiro teve o apoio dos empresários do sistema no início da gestão. Ciente de que a população não pode aceitar mais um aumento de passagem em meio à crise econômica, o prefeito decidiu exonerar Cláudio e manter postura firma contra o reajuste. Em meio às negativas dos empresários sobre as propostas da prefeitura e do descumprimento contínuo de decisões judiciais por parte da diretoria do sindicato que não conta com a apoio da categoria, a cidade vive a pior crise no transporte público dos últimos anos.

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