Achados arqueológicos revelam origem ancestral em quilombo

quilombo maranhão

MARANHÃO, 03 de novembro de 2025 – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional identificou vestígios arqueológicos no Quilombo Frechal, localizado no município de Mirinzal, no Maranhão. A descoberta ocorreu durante uma vistoria técnica realizada entre os dias 22 e 24 de outubro, como parte do processo de tombamento definitivo da área. Entre os achados superficiais estão fragmentos de cerâmica possivelmente ligados a grupos indígenas pré-históricos, indicando uma ocupação antiga e contínua do território. A equipe do Iphan, composta por uma arqueóloga, um antropólogo e uma arquiteta, também registrou ruínas de poços d’água e de engenhos de cana-de-açúcar no local. Segundo a arqueóloga Mariana Zanchetta, os materiais encontrados sugerem a possibilidade de existirem outros vestígios enterrados na região. Ainda não há uma datação exata para as peças de cerâmica coletadas na superfície da área.

Justiça vai leiloar terra quilombola no Maranhão

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O território onde vive a comunidade quilombola Mundico, no município de Santa Helena (MA), está com leilão marcado pela Justiça Estadual para pagar dívidas de um político local, que conseguiu registrar a área como sendo dele. As terras onde moram 96 famílias descendentes de escravos têm registro de ocupação desde 1880, oito anos antes da própria abolição da escravidão (ocorrida em 1888). Foi lá que surgiu o quilombo Mundico e é onde seus descendentes moram desde então. A comunidade é certificada pela Fundação Cultural Palmares e consta na lista da entidade —o que confirma a origem e o local dos quilombolas e permite que a terra seja titulada. Mas a comunidade aguarda, desde 2013, que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) avance no processo de regularização fundiária do território. O Incra disse que processos de regularização de territórios quilombolas “obedecem a critérios definidos na legislação vigente, os quais são seguidos rigorosamente pelo Incra”. O órgão, porém, não citou prazo para avançar com o processo da comunidade. Procurada, a Fundação Palmares não respondeu a reportagem. A Superintendência Regional do Incra. Impasse Mesmo com a comunidade oficialmente reconhecida, a área apareceu agora como sendo de propriedade de Luiz Henrique Diniz Fonseca, ex-prefeito de Porto Rico (MA). Não se sabe quando ou como ele registrou o local, já que teoricamente isso não seria possível. O terreno foi parar agora em um leilão porque o político foi executado na Justiça a pagar uma dívida de R$ 153 mil a um empresário de São Luís. A coluna tentou, por quatro dias, tentar localizar o ex-prefeito Luiz Diniz, mas não conseguiu. Sequer na parte pública do processo consta o nome do advogado dele. O espaço está aberto, caso Diniz deseje comentar a reportagem. O processo corre no 4º Juizado Especial Cível da Capital, que penhorou a área e determinou que seja leiloada para quitar o débito (ou apenas parte dele). O lance mínimo está em R$ 158 mil. Caso não haja comprador, está agendado um segundo leilão para sete dias depois, com lance mínimo de R$ 79 mil. O lance mínimo está em R$ 158 mil. Caso não haja comprador, está agendado um segundo leilão para sete dias depois, com lance mínimo de R$ 79 mil. Inicialmente, o primeiro leilão estava marcado para o dia 5, mas o evento foi adiado porque a empresa de leilões não conseguiu informação da intimação dos credores para acompanharem o processo.

Projeto de Ricardo Salles beneficiará quilombo no Maranhão

Ricardo Salles

De autoria do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o recém-lançado projeto Adote um Parque irá beneficiar a Reserva Extrativista Quilombo do Frechal, no Maranhão. A parceria irá ser assumida pelo Grupo Heineken e foi assinada nesta semana. Localizada em Mirinzal, a área de 9.338 hectares e faz parte da lista das 132 Unidades de Conservação da Amazônia Legal escolhidas para participar da primeira etapa do programa, instituído em fevereiro e idealizado por Salles. A reserva abriga as comunidades Frechal, Rumo e Deserto. Os moradores praticam a agricultura de subsistência, pecuária e a pesca (espécies como traíra, pacu, aracu, piranha, piau, piaba, etc.). Além disso, também é extraído coco babaçu por quebradeiras de coco. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Grupo Heineken destinará o valor de R$ 466,9 mil para a adoção da área ambiental. “Já tem uma lista grande de unidades que também estão sendo analisadas. Se nós chegarmos até o meio do ano com cerca de 50% das Unidades de Conservação, será um grande feito”, afirmou o ministro Ricardo Salles. O programa Adote um Parque foi criado para atrair recursos para proteção de parques nacionais, como serviços de monitoramento, proteção da biodiversidade local, prevenção e combate a incêndios, entre outros. Outras cinco empresas já assinaram contrato com o Ministério do Meio Ambiente para participar do Programa Adote um Parque. São elas: Carrefour; Empresa Genial Investimento; Coopecredi Guariba – Cooperativa de Crédito; Geoflorestas; e Cooperativa Agroindustrial. As cinco Unidades de Conservação adotadas por essas empresas são: Dinâmica Biológica Fragmento Florestal, localizada entre os municípios de Manaus e Rio Preto da Eva; Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, em Rondônia; Unidade de Conservação Extrativista de São João da Ponta, no Pará; Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso, localizada no estado do Pará; e, por último, Seringal Nova Esperança, no Acre. O sucesso do programa no quilombo maranhense, bem como em outras localidades, mostra que as críticas ao trabalho de Salles tem motivação ideológica e visam esconder os bons resultados do ministro à frente da pasta.

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