Eliziane Gama pode colocar colega de parlamento em saia justa

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A possibilidade da senadora Eliziane Gama (Cidadania) ser candidata a vice-presidente de João Dória (PSDB) traz implicações diretas ao senador Weverton Rocha (PDT). A senadora já manifestou publicamente sua predileção por Weverton, que disputa com Brandão a preferência pelo cargo de substituto de Flávio Dino (PSB). Recentemente, o ex-presidente Lula declarou que não há como apoiar alguém do PSDB, cujo impasse levou o vice-governador Carlos Brandão anunciar sua filiação a um partido de esquerda, o PSB, para garantir a aliança com o PT no Maranhão. No entanto, por apoiar o líder do PDT no Maranhão e articular para ser vice do governador de São Paulo João Doria, Eliziane Gama acaba atraindo o grupo do senador Weverton Rocha. Enquanto isso, o presidente do Cidadania no Maranhão, pastor Eliel Gama, contraria a senadora e apoia o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Dessa forma, a divergência no Cidadania do Maranhão e possível aliança com o PSDB, além de deixar explícito que o partido da senadora está dividido e o clima não é dos melhores nos bastidores, acaba comprometendo um palanque duplo de Weverton com Lula e Ciro, que teria de abrir espaço para João Doria, haja vista que a parlamentar pode ser candidata a vice-presidente do tucano.

Ex-prefeita de Urbano Santos tem filiação excluída pelo PT

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A pré-candidata a deputada estadual e ex-prefeita de Urbano Santos, Iracema Vale, teve sua filiação ao PT maranhense excluída pela Direção Estadual do partido. Depois de concluir seu mandato de prefeita, Iracema Vale se filiou ao PT no diretório municipal de Urbano Santos para seguir com sua pré-candidatura como deputada estadual. No entanto, a regra do partido é que um retorno aos quadros da sigla devem passar pela autorização da executiva estadual. Por meio de carta, Iracema alegou que tomou conhecimento por blogs, os dirigentes têm outros candidatos a deputado estadual e não queriam a candidatura de uma mulher entre os mais votados pelo PT. O destino partidário da ex-prefeita Iracema Vale ainda não foi definido, mas de acordo com a carta, ela deve permanecer no mesmo campo político e aguardar prazos da legislação eleitoral para migrar para outra legenda.

PT vai com Brandão e Dilma não compõe chapa com Dino

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Após o governador Flávio Dino (PSB) manter sua escolha pessoal e seguir apoiando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) em sua pré-candidatura rumo ao Palácio dos Leões, o PT, por meio do presidente estadual Francimar Melo, se manifestou. De acordo com o líder da sigla no Estado, além da legenda seguir no grupo político do governador Flávio Dino e apoiar Brandão na disputa pela reeleição, o Partido dos Trabalhadores vai pleitear a vaga de vice-governador na chapa. Esta decisão será consolidada no encontro de tática do PT, bem como no DN. — Francimar Melo (@francimarmmelo) January 31, 2022 Senado A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) encerrou as especulações que a colocavam como suposta candidata a suplente numa chapa encabeçada por Flávio Dino ao Senado. O boato sobre a candidatura de Dilma no Maranhão surgiu após visita do governador do Estado a Lula (PT). Segundo informações, Dilma não deve ser candidata a nada neste ano. “O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar o governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também […] A Dilma é uma pessoa pela qual eu tenho o mais profundo respeito e carinho. A Dilma tecnicamente é uma pessoa inatacável, tem uma competência extraordinária. Onde ela erra, na minha opinião, é na política”, declarou Lula.

Brandão deve se filiar ao PSB para garantir apoio de Lula

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O vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSDB), deve migrar para o Partido Socialista Brasileiro (PSB) nas próximas semanas. Segundo informações, faltam detalhes para que o tucano troque de sigla, cuja mudança para o PSB seria a suposta solução do impasse nas discussões entre a sigla e o PT pela formação de uma federação, além do possível apoio de Lula já que o ex-presidente alegou dificuldade em apoiar o PSDB. Outro detalhe envolvido seria que Brandão gostaria de sair pela “porta da frente” do PSDB e manter o partido em sua base política. Vice-governador aguarda reunião da próxima semana para migrar para o partido socialista. Na segunda (31), as legendas da base de Flávio Dino se reunirão para oficializar o nome para a disputa rumo ao Palácio dos Leões.

Dino reafirma escolha por Carlos Brandão e contraria Lula

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), reafirmou, nesta quarta (18), que Carlos Brandão (PSDB) é o seu escolhido para disputar o cargo rumo ao Palácio dos Leões. “Como eu manifestei na última oportunidade, eu tenho uma posição muito clara, muito nítida de apoio a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão”, assegurou. Em passagem pelo município de Imperatriz, Dino afirmou que no fim deste mês ocorrerá um entendimento por parte dos demais partidos e a vontade da maioria prevalecerá. Em contrapartida, o ex-presidente Lula (PT) descartou a possibilidade de apoiar o projeto eleitoral de Carlos Brandão rumo ao Governo do Maranhão (PSDB). “Nós defendemos a candidatura do Flávio Dino. Agora o companheiro Flávio Dino tem um candidato dele, que é o vice, que é do PSDB. Ele sabe que é difícil a gente apoiar o PSDB”, declarou o ex-presidente. “[…] Então eles vão ter que se acertar lá para facilitar a nossa vida”, afirmou o líder petista, sinalizando a dificuldade de firmar aliança política com o partido tucano. O PT e PSDB são rivais históricos no cenário político nacional.

PT alerta para diminuição do rebanho de jumentos no Brasil desde 2018

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Uma reportagem no site do PT demonstra que o partido está preocupado com a extinção dos jumentos no Brasil em 2022. Segundo a coordenadora Nacional do Setorial de Direitos Animais do artido, Vanessa Negrini, e o secretário Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SMAD), Penildon Silva Filho, há um risco de extinção da espécie neste ano. A nota mostra que o rebanho de jumentos no país vem apresentado queda desde 2018. Segundo a reportagem, feita com base no que dizem Pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), o abate de jumentos no Brasil desde 2018 deve eclodir com uma possível extinção da espécie em 2022. A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, se manifestou em suas redes sociais contra a extinção dos jumentos. Ela afirmou que o partido não pode permitir a situação. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gleisi Hoffmann (@gleisihoffmann) Para tanto, o PT exige o fim imediato do abate de jumentos em todo o território nacional. Além disso, o partido sugere financiamento para a reprodução em cativeiro dos jumentos e incentivos fiscais para quem adotar jumentos. Bem como o estabelecimento de parcerias internacionais. Em certa parte do documento, o partido sugere a produção de carne do animal sem o abate (sic).

PT: Vinte anos depois, eles estão de volta

trio e celso daniel

Há 20 anos, o grupo que comandava o Partido dos Trabalhadores, liderado por José Dirceu, vislumbrou uma possibilidade real de colocar em prática o seu projeto de poder no país. Com alguns arranjos políticos, muito dinheiro surrupiado e uma estampa palatável para Lula, eles teriam condições de chegar ao Palácio do Planalto depois de três derrotas seguidas. Naquela época, além de Dirceu — para quem Lula entregou a faixa de capitão do time logo depois de eleito —, o PT era conduzido pelo ex-guerrilheiro do Araguaia José Genoino, o ex-seminarista Gilberto Carvalho, o despachante Silvio Pereira e “a turma do ABC”, dividida entre a ala dos sindicalistas, com Luiz Marinho e Vicentinho à frente, e os chamados “intelectuais”, cujo expoente era Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André. Dessa lista, Celso Daniel foi o único que ficou pelo caminho. Era um quadro discreto, respeitado no meio acadêmico — dava aulas na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e na Fundação Getulio Vargas (FGV) —, e fizera da sua prefeitura um verdadeiro caixa de propina para o projeto petista de poder — aos seus olhos, um roubo altruísta. Foi encontrado morto na manhã de 20 de janeiro de 2002, dois dias depois de ter sido sequestrado. O corpo estava cravejado por oito tiros numa estrada vicinal em Juquitiba, às margens da Rodovia Régis Bittencourt. Na tarde seguinte, uma frase dita por Lula diante de uma multidão em luto no enterro jamais saiu da cabeça dos investigadores do Ministério Público e pesquisadores que estudaram o caso. “Estou convencido de que você, Celso Daniel, não foi vítima do acaso e que não foi um incidente. Possivelmente, sua morte foi planejada e tem gente graúda por trás disso”, disse A quem Lula se referia quando falou em “gente graúda por trás disso”? Não se sabe, talvez nunca se saiba. É importante lembrar que, quatro meses antes, outro prefeito petista fora assassinado: Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, que administrava Campinas, no interior paulista. Ele foi baleado no dia 10 de setembro de 2001. À época, o incidente só não ganhou repercussão maior porque, no dia seguinte, a Al Qaeda, de Osama Bin Laden, derrubou o World Trade Center, no atentado terrorista que mudou o mundo. A imprensa tinha um assunto maior para cobrir. Na cidade de Campinas funcionava um esquema de corrupção similar ao de Santo André e também ao de Ribeirão Preto (SP), cujo prefeito era Antonio Palocci Filho. Não é exagero afirmar que era um petrolão em menor escala: empresários e políticos petistas sócios num consórcio em que o principal objetivo era a repartição da montanha de dinheiro público. Em 2005, a CPI dos Bingos, batizada de CPI do Fim do Mundo, revirou histórias mal contadas sobre administrações petistas. Foi quando João Francisco e Bruno, irmãos de Celso Daniel, relataram ter ouvido de Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito, e de Gilberto Carvalho, que R$ 1,2 milhão foram entregues a José Dirceu. João Francisco interpelou Gilberto Carvalho: “Você se esqueceu que, naquele dia, em casa, entre um pedaço de bolo e outro, você disse que tinha medo de transportar tanto dinheiro para o José Dirceu num Corsa preto?”, perguntou. “Sinto que sua alma está aprisionada.” Fantasmas do PT A morte de Celso Daniel e a de Toninho do PT ficarão para sempre no imaginário popular. Nos dois casos, foram tratadas como crimes urbanos, cometidos por ladrões insignificantes que terminaram na cadeia — a maioria está presa até hoje e o silêncio é regra. As testemunhas morreram. Os mandantes nunca foram identificados. A trama política que poderia ser o pano de fundo dessas histórias foi deixada de lado, sabe-se lá se por conveniência ou por medo de espalhar demais o braseiro. Agora o PT ressurge in natura, sem a maquiagem dos marqueteiros do passado O terceiro prefeito citado, Antonio Palocci, virou sucessor de Celso Daniel na coordenação da campanha de Lula dias depois do assassinato. Chefiou o Ministério da Fazenda, a Casa Civil e só não está mais na cena política porque derrapou duas vezes. Primeiro, ao comprar briga com um simples caseiro de Brasília. Depois, por ter sumido com R$ 20 milhões do caixa oculto da campanha de Dilma Rousseff. O fato é que esses laboratórios do petrolão deram certo e a turma toda se deu bem num primeiro momento. Quando a onda passou, caíram, um a um, por duas razões. Antes de mais nada, porque, para fazer o negócio funcionar em grande escala, foi preciso recrutar os trambiqueiros de Brasília, que não estavam nem um pouco interessados na doutrina marxista-leninista de Delúbio Soares ou João Vaccari Neto. E porque, como disse o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) ao ser implodido no mensalão, “quem nunca comeu mel quando come se lambuza”. 20 anos depois Beneficiados por uma espiral de decisões de tribunais superiores, o grupo petista, hoje “descondenado”, quer voltar a dar as cartas. A maioria das condenações foi extinta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois de determinado o fim da prisão em segunda instância. Segundo um levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, extinguiram-se 277 anos em penas, envolvendo 74 pessoas — não só de petistas, obviamente. A Justiça Eleitoral também entendeu que Lula tem a ficha limpa. As tornozeleiras eletrônicas foram retiradas. E a pandemia os recolocou, ao vivo, em lives na internet. É possível assistir a Dirceu, Genoino e grande elenco no YouTube atacando a Operação Lava Jato. Contudo, um detalhe importante chama a atenção: nessas aparições, cada vez mais recorrentes, o PT ressurge in natura, sem a maquiagem dos marqueteiros do passado, Duda Mendonça e João Santana. Fala-se abertamente tudo o que precisou ser camuflado para chegar ao poder, há 20 anos. Eis alguns exemplos da atual agenda eleitoral do PT: 1) não haverá uma nova Carta aos Brasileiros — referência ao documento assinado por Lula em 2002, que procurava acalmar banqueiros e empresários; 2) o teto de gastos (compromisso de austeridade fiscal) será revogado; 3) as privatizações vão cessar ou serão revertidas; 4) fim da autonomia do Banco Central; 5) leis trabalhistas serão revistas — ou

“Revogaço” do PT agrada esquerda, mas afasta Lula do centro

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A sinalização do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que, se for eleito em outubro, vai revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos e que vai rever privatizações foi comemorada por setores do PT e lideranças de outros partidos desse campo – como o Psol, por exemplo. No entanto, a medida estremeceu a possibilidade de Lula atrair aliados do centro para sua campanha. E também acendeu um alerta no ex-governador paulista Geraldo Alckmin (sem partido), cotado para ser vice na chapa do ex-presidente. No campo da esquerda, as sinalizações foram comemoradas, por exemplo, por lideranças do Psol, partido que já demonstrou resistência em apoiar o nome de Lula por causa da aproximação com Alckmin. “A sinalização de Lula pela revogação da reforma trabalhista é um passo importante. Que seja levada adiante e que vá além, com a revogação do igualmente desastroso teto de gastos”, disse Guilherme Boulos (Psol). Na mesma linha, o deputado Ivan Valente (Psol-SP), defendeu ser necessário Lula fazer sinalizações para a classe trabalhadora. “É uma sinalização muito positiva”, afirmou. Apesar dos aplausos de parte da esquerda, líderes petistas que defendem uma aproximação de Lula com partidos de centro admitem que o ex-presidente criou uma polêmica “desnecessária”. “Ele colocou em discussão um tema polêmico que não estava em pauta. Só serviu para provocar reação da mídia, do mercado e dos nossos adversários”, afirmou um integrante da bancada do PT. Sem uma pacificação dentro do PT e de movimentos de esquerda sobre a composição de Lula com Alckmin, entusiastas da chapa entraram em campo para tentar contornar a crise gerada pelo “revogaço” prometido pelo ex-presidente. Líderes petistas ouvidos pela Gazeta do Povo admitem que procuram aliados do ex-governador tucano para “aparar as arestas” dos últimos dias. Como forma de amenizar a crise, petistas argumentaram para os aliados de Alckmin que Lula ainda precisa explicar a proposta sobre as mudanças da reforma trabalhista diante dos políticos de centro e, principalmente, perante a sociedade. A promessa é enviar detalhes da proposta a Alckmin, para que o tema possa ser esclarecido. De acordo com essas lideranças petistas, Alckmin sinalizou que poderia ficar isolado e sem discurso para levar seus aliados do centro para o lado de Lula nas eleições com sinalizações como essa do revogaço. Lideranças de outros partidos do centro que também buscam aproximação com Lula, como o MDB, também demonstraram contrariedade com a guinada muito à esquerda nas propostas do ex-presidente – que, aliás, já havia causado polêmica em sua pré-campanha ao defender ditadores de esquerda, como Daniel Ortega, da Nicarágua. “[A chapa com Alckmin] é uma sinalização para a sociedade do que Lula pretende imprimir em seu governo. Será um governo de mudanças e de diálogo. Alckmin tem diálogo com alguns setores que nós já tivemos e perdemos”, disse recentemente o senador Humberto Costa (PT-PE). Lula participa de encontro sobre reforma trabalhista com espanhóis Um esboço das propostas do PT para mudanças na legislação trabalhista começou a ser discutido na terça-feira (11) durante um encontro de Lula, economistas e sindicalistas com representantes do governo espanhol, além do ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero. O país europeu começou a revisar alterações nos direitos dos trabalhadores feitas em 2012, e vem sendo usado como exemplo por Lula. No encontro com os espanhóis para conhecer mais profundamente a contrarreforma trabalhista da Espanha, Lula não defendeu abertamente a revogação da reforma brasileira. Mas, segundo relatos de pessoas que participaram da reunião, publicados pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente encorajou a discussão do assunto e disse ser a favor de que, por exemplo, motoristas e entregadores de aplicativo tenham direitos trabalhistas. Alckmin defende mudanças na reforma trabalhista, mas não revogação Apesar do impasse envolvendo o revogado do PT, Geraldo Alckmin já sinalizou ser favorável a discutir mudanças pontuais na reforma trabalhista. No entanto, não pretende defender a revogação total do que foi aprovado pelo Congresso no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). A preocupação de Alckmin foi sinalizada durante um encontro nesta semana com o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O parlamentar, que já foi líder da Força Sindical, convidou Alckmin para se filiar ao partido e ser vice na chapa de Lula. De acordo com Paulinho da Força, Alckmin concorda que pontos da reforma trabalhista precisam ser revistas e ajustados. “O Alckmin concorda que alguns pontos precisam de ajustes. Tem mudanças que podem ser feitas por MP [medida provisória]”, afirmou Paulinho da Força. Aliados de Alckmin admitem que o ex-governador pretende discutir essas eventuais mudanças também com entidades patronais. No PT, a ideia dos aliados de Lula é apresentar uma proposta sobre as mudanças na reforma trabalhista em meados de maio, período em que os petistas já esperam ter consolidado a chapa com Geraldo Alckmin. Além do ex-governador, lideranças de partidos de centro acompanham as sinalizações de Lula antes de fechar um apoio formal a candidatura do ex-presidente. O objetivo de Lula é atrair o PSD e setores do MDB, partidos que integraram o governo de Michel Temer e defenderam a reforma trabalhista e o teto de gastos. Até uma consolidação das candidaturas, integrantes desses partidos admitem que pretendem manter um pragmatismo sobre as propostas do ex-presidente.

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