Escola Digna: aluno mata colega dentro de colégio no Maranhão

Estudante morto

Uma briga entre dois estudantes terminou em morte na tarde dessa quarta (1). O estudante Mozaniel Costa Sodré, de 16 anos, foi esfaqueado na altura do peito. O crime ocorreu na Escola Deusdeth Cortez Vieira da Silva, no município de Cajapió, localizado na baixada maranhense. Segundo informações da Polícia Militar, antes do crime os dois estudantes se desentenderam e travaram uma luta corporal. O agressor desferiu um golpe de faca na altura do peito de Mozaniel, que morreu no local. O autor é um jovem de 17 anos, que fugiu logo após de cometer o crime, mas acabou apreendido em seguida pelos policiais militares. Ele foi encaminhado à Delegacia de São Vicente Ferrer, onde foram realizados os procedimentos necessários.

Justiça que “obriga vacinação” libera mais de mil presidiários no MA

Presos

O Judiciário brasileiro passa por sua pior crise em toda a história. Decisões completamente conflituosas tomadas em todas as instâncias revelam que a lei foi subjugada pelo desejo dos homens e mulheres de toga pelo país. Poucos dias após decidir que a segurança dos outros deve obrigar todos a tomarem vacina, a Justiça, pelo menos no Maranhão, decidiu colocar 1.058 presos (muitos deles perigosos) nas ruas. Entender como a medida pode influenciar na segurança “dos outros” é dificultoso. Entender como esses presos soltos não podem levar a doença para dentro dos presídios quando voltarem, se é que irão voltar, também é uma tarefa digna de mentes brilhantes. Enquanto cidadãos de bem são obrigados a passar o Natal com suas famílias por meio de videoconferências, as 9h da próxima quarta (23) 1.058 presos terão assegurado o direito de passar o Natal com suas famílias. Do ponto de vista jurídico, a medida é prevista na Lei de Execuções Penais e tem fundamento na humanização da pena e na manutenção do convívio com o meio familiar, visando contribuir para a reinserção do futuro egresso à sociedade. Com certeza também existe em algum lugar no meio desse pandemônio jurídico alguma lei que permita ao cidadão de bem o direito de ir e vir. Só que no atual sistema jurídico a coisa funciona assim: o juiz determina o que quiser, diz que foi interpretação e acabou. “In claris cessat interpretativo” já foi para o saco faz tempo.

Polícia do Maranhão de Flávio Dino usa viatura roubada para combater crime

Viatura Roubada

A desmoralização da Polícia Militar do Maranhão, noticiada neste blog, atingiu níveis indiscutíveis. Nesta quarta (9) foi denunciado o suposto uso de viatura clonada (quando a identidade do veículo é roubada) estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão no município de Timon. O episódio marca o momento mais baixo da corporação em sua história. Documentos expostos por um morador de Teresina identificado como Luciano do Vale Oliveira revelam que uma S10, de placas OUD3158, foi clonada e estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão. No último dia 06 de setembro Luciano registrou o Boletim de Ocorrência nº 100208.03908/2020-45 na Delegacia de Polícia Interestadual (POLINTER) de Teresina (PI). Ele alegou que estava recebendo injustamente multa aplicada na cidade de Balsas (MA). No Auto de Vistoria/Clonagem, realizado na S10 em 08 de outubro, a Polinter declarou que não foram encontrados vestígios de adulteração na numeração do chassi e do motor da camionete, ou seja, o veículo de propriedade de Luciano Oliveira se encontra dentro da lei. Contudo, para surpresa de todos as imagens das multas recebidas trazem fotos de uma das viaturas da Polícia Militar do 4º BPM de Balsas, no Sul do Maranhão. É o processo de desmoralização da Polícia Militar sendo tocado à todo vapor pelo governo. O blog entrou em contato com a Secretaria de Segurança por meio de sua assessoria com a esperança de que o caso se trate de um mal-entendido. Até a edição da notícia não obteve resposta.

Violência policial no Maranhão é incentivada pelo governo

Violencia Policial

Na madrugada do dia 29 de dezembro de 2020 policiais militares de Rosário, interior do Maranhão, foram filmados agredindo moradores durante o atendimento de uma ocorrência de aglomeração e perturbação de sossego. O vídeo é mais um, entre vários episódios, de violência policial no Maranhão. A sensação de que a polícia anda mais violenta é amparada não apenas por dezenas de vídeos, mas por números. Sob a titela de Flávio Dino, a polícia militar no Maranhão está matando mais, morrendo mais e agredindo mais. O caso de Rosário foi uma verdadeira aula de como a polícia não deve agir. Além de agredirem os jovens com tapas na cara, chutes e xingamentos, os policiais alvejaram com um tiro de bala de borracha um jovem que estava tirando foto da ocasião. Na mesma semana também foram divulgados vídeos de casos de suposta violência policial em bairros da capital. No mesmo fim de semana um vídeo de agredindo e atirando uma mulher em um bairro da periferia também foi divulgado. Números revelam que os casos do fim de semana não foram isolados. Reportagem do jornalista Alex Barbosa, da TV Mirante, mostram que quase 800 policiais respondem a processos no Maranhão. Após a divulgação do ocorrido, como de costume, os policiais foram crucificados por entidades como OAB, órgãos de “direitos humanos”, imprensa e pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB). Sociólogos foram mostrados repetindo os mesmos clichês de sempre. “A violência policial é cultural”, “Há uma deformação na autoridade policial”, “Falta preparo” e outras generalidades que não esclarecem absolutamente nada o aumento da violência policial no estado. ALÉM DO ACHISMO Apesar das entidades e dos especialistas, uma análise simples revela que a máquina de violência policial no Maranhão possui raízes no fracasso das políticas do ATUAL governo na formação de policiais e harmonia entre agentes e sociedade. Já no final de 2016 o governador teve indícios do problema da violência policial e de como a falta de preparo poderia resultar na perda de vidas. Dois anos após Dino assumir o cargo, policiais militares assassinaram uma garota de 23 anos e balearam a irmã dela, de 27 anos, em Balsas (MA). O veículo das duas jovens foi metralhado porque não parara em uma barreira policial na BR-230. As duas eram irmãs e voltavam de um velório quando se depararam com o bloqueio. Detalhe: os policiais não usavam fardamento. A morte de Karina deveria servir como um aviso, mas foi completamente desprezada pelo governador. O caso deixa claro a falta de preparo dos policiais em questão na formação de uma simples blitz. Até o mais esquerdista dos sociólogos não pode negar que a formação do policial pelo GOVERNO DA VEZ é o maior mecanismo de prevenção que se pode ter contra a violência. Sob a batuta de Flávio Dino, os cursos de formação policial sofreram uma diminuição radical com o comunista. O processo de formação de policiais que anos atrás demorava cerca de 12 meses, hoje foi reduzido a míseros quatro meses. O resultado imediato foi a morte de vários policiais em operação logo após saírem do curso de “formação”. O número de policiais mortos por imperícia também aumentou com a nova política do governo. Ou seja: por culpa única e exclusiva do governador Flávio Dino a qualidade dos policiais maranhenses piorou. O uso político da Polícia Militar também tem transformado, para pior, a vida de policiais na corporação e pode ter influência no aumento da violência. Poucos anos atrás um ofício interno da PM deixou claro que a corporação estava sendo utilizada para espionar adversários do governo. Dentro da Polícia Militar o clima é de terror. Muitos soldados e oficiais tidos como opositores do governo reclamam de perseguição e pressão política. O nível de stress na corporação em período eleitoral (coincidentemente quando viralizam vídeos de abuso de autoridade) sobe a níveis elevados segundo agentes ouvidos pelo blog. O aparelhamento político da tropa e o desprezo pela eficiência da tropa também pode ser observado na figura nefasta dos tais “capelães”. Apesar de não demonstrarem publicamente, muitos policiais e soldados reclamam e desconfiam das dezenas cargos de capelães criados para, segundo denúncias, barganhar votos com pastores evangélicos. A situação também mexeu com o funcionamento da polícia. A sensação de abandono também tem afetado os policiais. Após a chegada de Flávio Dino ao poder, foi decretado que o braço jurídico do governo não iria mais defender policiais por atos cometidos em serviço. A notícia tirou a moral de muitos policiais e criou o estigma na corporação de que o governador não gostava da polícia. A CULPA É DO GOVERNADOR Nunca antes na história do Maranhão a Polícia Militar e seus agentes foram tão negligenciados. Seja pela precarização da formação, aparelhamento político ou perseguição e assédio na corporação. O governador Flávio Dino, que imediatamente decidiu pelo afastamento dos policiais envolvidos no caso de Rosário, não costuma ter a mesma postura quando oficiais são envolvidos alinhados ao seu governo são flagrados em situações piores. O governador silenciou quando o filho de um coronel foi flagrado bêbado em uma blitz dirigindo uma viatura da polícia. Ele também silenciou quando a policial Tatiane Alves de Lima denunciou assédio sexual e moral dentro de um batalhão. Por sua postura e por suas políticas, é impossível retirar de Flávio Dino a responsabilidade pela Polícia Militar no Maranhão. A decadência da corporação é o legado dele.  

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