PT libera milhões para condenados no mensalão e no petrolão

PT Condenados

BRASÍLIA, 14 de setembro de 2026 — O PT liberou 3,9 milhões de reais para tentar eleger como deputados federais políticos que foram condenados nos esquemas de corrupção do mensalão e do petrolão. Além do dinheiro do partido, os candidatos têm apoio da militância, de sindicatos e de movimentos sociais. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que foi condenado nos dois escândalos a penas que somaram mais de 30 anos de prisão, disputará vaga de deputado federal em São Paulo. Ele recebeu 1,1 milhão de reais do PT para sua campanha e conta com o apoio da militância. Para não deixar dúvida sobre quem é seu maior cabo eleitoral, Dirceu exibe nas redes sociais fotos recentes ao lado do presidente Lula. Dirceu começou a se reaproximar do PT, de Lula e da política em 2022, quando o presidente convidou o ex-ministro para coordenar os “comitês populares de luta” no Distrito Federal. O ex-ministro tem forte apoio dos militares do MST para retornar ao Congresso. Outro que tem chances é o ex-deputado André Vargas, do Paraná, que recebeu 841 mil reais para a campanha. Ele chegou a ser vice-presidente da Câmara, mas teve o mandato cassado durante a Operação Lava-Jato, quando foi preso e condenado por corrupção. André Vargas tornou-se uma espécie de interlocutor junto ao governo para assuntos relacionados ao Paraná, sendo recebido por ministros do governo do PT, inclusive os palacianos. Vargas já teve agendas com a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann e o atual titular da pasta, José Guimarães. O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, condenado no mensalão a 9 anos e 4 meses de prisão, é mais um que disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo. O partido deu a ele 1,1 milhão de reais para a campanha. O ex-parlamentar formou-se em Direito quando cumpria pena. Com a volta de Lula ao governo, tornou-se um advogado bem-sucedido. Ele recebeu pedido pessoal do presidente Lula para retornar à política. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que disputa uma vaga de deputado federal por Goiás, recebeu 780 mil reais do PT e tem forte apoio de sindicatos em sua campanha. Ele foi condenado no mensalão e no petrolão a penas de 12 anos de cadeia. O petista também tem utilizado a imagem do presidente da República para impulsionar sua candidatura.

Ciro lembra que Lula deu R$ 1 bilhão em contratos da Petrobras a senador

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O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, lembrou que o ex-presidente Lula concedeu R$ 1 bilhão em contratos ao senador Eunício Oliveira (PMDB) durante seu mandato. Ciro ainda disse que o PT foi responsável pela pior crise econômica da história do país. “A corrupção no governo do PT foi transformada na ferramenta central do modelo de governança. Eu vi isso por dentro, eu era ministro do Lula”, disse Ciro durante sabatina à emissora Jovem Pan. Durante entrevista, Ciro não poupou acusações ao ex-presidente. Ciro afirmou que Lula não foi inocentado de processos e que é responsável pela generalização da corrupção que o povo percebe. 1 BILHÃO Os contratos dos quais Ciro se referia diziam respeito a empresa Manchester Serviços Ltda, de prioridade do senador Eunício Oliveira (CE). O maior deles foi assinado em julho de 2011, no valor de R$ 617,9 milhões. Até 2011, a empresa assinou nove contratos, que somam R$ 978,4 milhões. Cinco foram firmados a partir de cartas-convite e quatro por dispensa de licitação. Do período em que Eunício era sócio, só permanece ativo o maior dos contratos, para o qual a Manchester participou de concorrência com outras empresas. Misteriosamente, assim que Eunício deixou o quadro de sócios da empresa, a Manchester perdeu força nas contratações pela Petrobras. A partir de 2012, já sem o senador do PMDB na sociedade, a empresa obteve cinco contratos, mas com valores bem mais modestos: ao todo, R$ 68,5 milhões. Desde julho de 2013 — há quase dois anos, portanto — a Manchester não conquista novos serviços na estatal.

‘Lula deveria estar na cadeia’, afirma ex-ministro Pedro Simon

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O fundador do MDB e ex-senador Pedro Simon declarou no último fim de semana que “Lula deveria estar na cadeia”. O ex-parlamentar afirmou sobre o líder do PT acusado de chefiar a quadrilha que realizou roubo bilionário nos cofres públicos. Além disso, Pedro Simon também se dirigiu a lulistas do seu partido como o senador Renan Calheiros (AL) e Eunício Oliveira (CE) de integrarem o grupo “identificado com a Operação Lava Jato”. “Está provado e reconhecido […] embora os processos não andem porque o Supremo Tribunal Federal deixou na gaveta”, afirmou. “A marca que eles deixaram é triste e dolorosa”, disse o veterano político ao se referir aos dois ex-presidentes do Senado. “Esses nomes têm condenações graves e sérias, mas o Supremo fez uma espécie de troca-troca: um não mexe com o outro”, finalizou.

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