Justiça amplia pena de Júnior do Nenzin para 22 anos

Justiça TJMA

MARANHÃO, 16 de abril de 2026 – O Tribunal de Justiça do Maranhão aumentou para 22 anos a pena de Júnior do Nenzin, ao julgar recursos nesta semana. A Corte analisou pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação, manteve a condenação e alterou a dosimetria por considerar a punição anterior insuficiente diante da gravidade do crime. A decisão foi tomada de forma unânime pela 1ª Câmara Criminal, com três votos favoráveis. O colegiado entendeu que havia necessidade de ajuste técnico na pena aplicada a Júnior do Nenzin, sem modificar a conclusão do júri popular realizado anteriormente. Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, após júri popular, por participação no homicídio do próprio pai, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. A vítima foi ex-prefeito de Barra do Corda, e o caso ganhou ampla repercussão no Maranhão. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado. Durante o julgamento dos recursos, os desembargadores rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava anular o júri ou reduzir a pena. Por outro lado, acolheram os pedidos do Ministério Público, reconhecendo agravantes e falhas na fixação inicial da punição. Com isso, o Tribunal ajustou a pena para 22 anos de reclusão em regime fechado. A decisão reforçou a condenação de Júnior do Nenzin, mantendo o entendimento do júri e promovendo apenas a correção na dosimetria aplicada ao caso. Júnior do Nenzin permanece preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ele segue cumprindo a sentença conforme determinado pela Justiça após a conclusão do julgamento dos recursos.

Júnior do Nenzim é condenado por morte do pai em 2017

Nenzim Condenado

SÃO LUÍS, 22 de maio de 2025 – Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como Júnior do Nenzim, foi condenado nesta quinta (22) a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o Nenzim. O crime ocorreu em dezembro de 2017. O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, e se estendeu até 1h30 da madrugada. O Ministério Público do Maranhão solicitou a realização na capital por temer interferências políticas no processo judicial. Durante o júri, sete testemunhas prestaram depoimento. O réu foi interrogado por quase duas horas, negando envolvimento no crime. A defesa contestou a legalidade da investigação e a coleta de provas, enquanto a Promotoria sustentou que as evidências são consistentes. O promotor Raimundo Benedito destacou que a perícia apontou um disparo a curta distância, cerca de 20 centímetros da vítima. Segundo ele, pai e filho estavam sozinhos no local do crime, o que reforça a tese da acusação.

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