Maranhão arrecadou R$ 8,7 mi em direitos autorais em 2025

MARANHÃO, 1º de abril de 2026 – O Maranhão arrecadou cerca de R$ 8,7 milhões em direitos autorais em 2025. Os dados são do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) e refletem o consumo musical em bares, eventos, rádios e outros espaços do estado. O segmento de Usuários Gerais, que inclui restaurantes, lojas e academias, liderou a arrecadação com 45% do total. Em seguida, aparecem os shows e eventos com 36%, além de rádio (14%) e televisão (4%). A capital São Luís concentrou R$ 4,9 milhões do valor arrecadado. Esse montante representa 56% de toda a arrecadação estadual. No município, os eventos ao vivo foram responsáveis por quase metade do valor local.
Economia do Maranhão supera médias nacional e nordestina

MARANHÃO, 30 de março de 2026 – O Maranhão registrou crescimento econômico de 4,0% em 2025. Esse desempenho superou a média do Brasil (2,3%) e a do Nordeste (2,5%). Os dados constam do PIB Trimestral do Maranhão. A publicação avalia atividades produtivas como Agricultura, Construção civil e Comércio. O documento também analisa a geração de empregos no estado. O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) divulgou o material na quinta (26). No quarto trimestre de 2025, a economia estadual manteve o ritmo de expansão. A alta foi de 4,1% no período. O resultado também ficou acima das médias nacional (1,8%) e regional (2,4%). O setor industrial foi o principal destaque de 2025. Ele cresceu 10,9% em comparação com 2024. Esse desempenho superou com folga os resultados do Brasil (1,4%) e do Nordeste (2,4%). Todas as atividades da indústria apresentaram desempenho positivo. As indústrias de transformação avançaram 21,7%. As indústrias extrativas cresceram 5,8%. Os serviços de água, esgoto e energia subiram 5,0%. A construção civil aumentou 5,6%. Por isso, o setor se consolidou como o principal motor da economia maranhense.
Maranhão registra 4,2% de estudantes impactados por violência

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, que aponta o impacto da violência no ambiente escolar do Maranhão. O levantamento mostra que 4,2% dos estudantes maranhenses de 13 a 17 anos frequentavam escolas que precisaram suspender ou interromper aulas por motivos de segurança nos 12 meses anteriores à pesquisa. Esse índice estadual fica abaixo da média nacional, registrada em 7,7%. No cenário nacional, o Rio de Janeiro lidera os índices de interrupção de aulas por violência, com 25,6% dos estudantes impactados. Na sequência, aparecem a Bahia (22,0%) e o Rio Grande do Norte (15,9%). Os dados revelam que o problema apresenta variações regionais significativas em todo o território brasileiro. MEDO E ABSENTEÍSMO ESCOLAR Além das suspensões de aulas, a pesquisa identificou que o medo tem afastado estudantes da escola em todo o país. Conforme o IBGE, 12,5% dos alunos deixaram de ir à escola por insegurança no trajeto. Além disso, 13,7% faltaram por não se sentirem seguros dentro da própria unidade de ensino. O impacto da insegurança é maior na rede pública. Entre esses estudantes, 13,8% faltaram por medo no caminho para a escola. Na rede privada, por outro lado, o índice foi de 5,4%. Dessa forma, a pesquisa evidencia uma disparidade entre as redes de ensino.
Informalidade atinge 82% das domésticas no Maranhão

MARANHÃO, 27 de março de 2026 – O Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas (IDWF) e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), divulgou um levantamento no ano passado sobre o trabalho doméstico no Brasil. Os dados apontam que, no Maranhão, entre 75% e 82% das trabalhadoras do setor atuam na informalidade. A estimativa considera uma população de 160 mil a 220 mil pessoas no serviço doméstico no estado, o que representa de 6% a 8% do total de trabalhadores maranhenses. Nacionalmente, o estudo “As Trabalhadoras Domésticas Remuneradas São Trabalhadoras do Cuidado” revela que apenas 25% das profissionais têm carteira assinada. Além disso, 34,6% contribuem para a seguridade social, percentual que inclui diaristas excluídas por lei e mensalistas cujos empregadores descumprem a Lei Complementar 150/2015, conhecida como PEC das Domésticas. A falta de acesso à seguridade social implica a ausência de direitos como salário mínimo, seguro-saúde, aposentadoria, proteção à maternidade e férias remuneradas. PERFIL E PRECARIZAÇÃO A categoria é composta majoritariamente por mulheres (90%), das quais 66% são negras. O estudo também indica que 64,5% das trabalhadoras domésticas recebem menos de um salário mínimo. Outro dado relevante aponta que 57,1% são chefes de família, sendo 34% mães solo e únicas provedoras do lar. Dessa forma, a dupla jornada — trabalho remunerado somado ao cuidado familiar — afeta o bem-estar dessas mulheres, com 83% reconhecendo esse impacto negativo. Sete em cada dez trabalhadoras relatam sofrer cansaço crônico, reflexo de jornadas extensas e da sobrecarga física e emocional. A maioria também não tem acesso aos direitos garantidos a pessoas trabalhadoras com responsabilidades familiares. Esse quadro, segundo as organizações, é agravado pela oferta limitada de serviços públicos de cuidado.
Reunião define saída de 13 secretários para as eleições 2026

CAXIAS, 26 de março de 2026 – O governador Carlos Brandão definiu, nesta quarta (25), a saída de secretários que pretendem disputar as eleições de outubro, durante reunião no Palácio dos Leões, em São Luís. O encontro começou às 15h e terminou por volta das 20h, com participação do secretariado e alinhamento sobre o afastamento dos cargos. Inclusive, ficou estabelecido que os auxiliares interessados em concorrer devem deixar as funções até o dia 31 de março. Ao todo, 13 nomes foram apresentados como parte do movimento político, incluindo pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. LISTA DE PRÉ-CANDIDATURAS Entre os nomes cotados para disputar vagas de deputado estadual estão Tiago Fernandes, Paulo Casé, Cricielle Muniz, Luís Henrique, Wolmer Araújo, Júnior Vianna, Sebastião Madeira, Natássia Weba e Abigail Teles. Todos ocupam cargos no governo estadual e participaram da reunião. Já para a Câmara dos Deputados, aparecem Vinicius Ferro, Bira do Pindaré e Washington Oliveira. Além desses, o secretário Orleans Brandão também deixará o cargo até 31 de março para disputar o governo do estado. Durante o encontro, os secretários que devem deixar as funções fizeram breves falas, nas quais apresentaram balanços das gestões e indicaram próximos passos.
Casos de tuberculose crescem 34% em cinco anos no Maranhão

MARANHÃO, 26 de março de 2026 – O Maranhão registrou cerca de 3 mil casos de tuberculose e 200 mortes pela doença em 2024. Os dados constam no último Boletim Epidemiológico de Tuberculose, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. A incidência da enfermidade apresentou crescimento expressivo nos últimos cinco anos no estado. A taxa de novas infecções saltou de 30 casos por 100 mil habitantes em 2020 para 40,3 casos no mesmo grupo em 2024. Esse aumento representa uma elevação de aproximadamente 34% no período analisado. A doença prevaleceu entre os homens, que representaram mais de 66% dos casos, principalmente na faixa etária a partir dos 15 anos. CENÁRIO NACIONAL E MUNDIAL A situação epidemiológica no Maranhão acompanha a tendência observada em todo o país. O Brasil registrou mais de 85 mil infecções, conforme o boletim do Ministério da Saúde. O número de mortes no país saltou 32,6% em 15 anos, passando de 4,6 mil óbitos em 2010 para uma estimativa de 6,1 mil em 2025. No cenário global, o Relatório Global da Tuberculose 2024, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que 7,5 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença em todo o planeta. Esse é o maior número registrado desde o início do monitoramento mundial, em 1995. Cerca de 10,6 milhões adoeceram no período, e a tuberculose foi responsável por 1,3 milhão de mortes ao redor do mundo em 2024. A tuberculose é a principal causa de mortes por um agente infeccioso único no mundo, à frente da Covid-19 e da Aids. No Brasil, a doença ocupa a décima posição entre as enfermidades que mais causam vítimas.
Maranhão registra baixa oferta de absorventes em escolas

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão apresentou baixa oferta de absorventes nas escolas, segundo dados divulgados nesta quarta (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostrou que 68,9% das estudantes de 13 a 17 anos estão matriculadas em unidades que fornecem o item. O índice coloca o Maranhão entre as unidades da federação com menor cobertura de absorventes nas escolas. O resultado fica abaixo da média de outras regiões e próximo dos percentuais mais baixos registrados no Norte e Nordeste. A pesquisa considerou estudantes de instituições públicas e privadas em todo o país. O levantamento também identificou diferenças entre regiões brasileiras quanto à oferta de absorventes nas escolas. No Sudeste, 92% das estudantes frequentam instituições que disponibilizam o item. Já na Região Norte, o percentual chega a 56%, o menor do país. No Nordeste, onde está o Maranhão, o índice médio é de 80%, ainda inferior aos resultados do Sul e do Centro-Oeste. Dentro desse cenário, o Maranhão apresenta desempenho abaixo da média regional.
Maranhão tem os casamentos mais duradouros do Brasil

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão registra a maior média de duração dos casamentos no Brasil antes do divórcio. Dados de um levantamento mostram que as uniões no estado duram, em média, 14,2 anos. O índice coloca o Maranhão à frente do Piauí, com 14,1 anos, e da Paraíba, com 14 anos. Dessa forma, a região Nordeste se consolida como o principal reduto de casamentos mais resilientes do país. Em contrapartida, os dados apontam um abismo geográfico nos índices nacionais. O Norte apresenta os divórcios mais precoces do Brasil, com média de apenas 9,5 anos de duração das uniões. Nesse contexto, o estado de Roraima ocupa a posição mais baixa do ranking, com média de 9,1 anos.