Maranhão é o único estado sem déficit prisional no Brasil

MARANHÃO, 15 de dezembro de 2025 – O número de presos em celas físicas permaneceu estagnado em níveis de superlotação no Brasil à medida que a quantidade de indivíduos que usam tornozeleira eletrônica cresceu mais de 20 vezes nos últimos nove anos. Os dados são da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e vão de 2016 a 2025. Se no primeiro ano da série histórica o país tinha 6.027 presos monitorados com o equipamento eletrônico, o número chega hoje a 121.889, apontam dados divulgados em outubro e relativos ao primeiro semestre de 2025. É um movimento que não se verifica entre os presos em celas físicas. Em 2016 eles eram 696 mil; hoje, 702 mil. Os dados consideram presídios estaduais e federais. Não há muitas variações: o segundo semestre de 2022 registrou o menor número de indivíduos nessas condições, com 643 mil pessoas. O maior, enquanto isso, se deu no primeiro semestre de 2019, com 737 mil. A manutenção dos números se explica pela própria superlotação do sistema carcerário brasileiro. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), os 2.222 presídios espalhados no território nacional oferecem 501 mil vagas a detentos, 200 mil a menos do que a quantidade de presos que o Brasil mantém em celas físicas hoje. O maior déficit está em Pernambuco, que tem 14.319 vagas em presídios e abriga, por outro lado, 27.868 presos. Em seguida vem Roraima, com 93,81% de déficit, e Mato Grosso do Sul (88,24%). O único estado que não registra déficit no Brasil é o Maranhão, que mantém 12.312 presos e oferece 12.513 vagas.
Ponte entre Maranhão e Tocantins atinge 95% de execução

MARANHÃO, 12 de dezembro de 2025 – A obra da nova ponte na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), alcançou 95% de conclusão após a junção das estruturas construídas a partir das duas margens do Rio Tocantins. O empreendimento recebeu investimento federal de R$ 171,97 milhões e é considerado estratégico para o fluxo de cargas e passageiros. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as frentes de trabalho seguem com cerca de 500 profissionais divididos em dois turnos. A projeção é finalizar a ponte até o fim deste mês.
Maranhão é o 3º estado com mais mães menores de 15 anos

MARANHÃO, 10 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou 795 casos de maternidade entre meninas menores de 15 anos em 2024, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta (10). O levantamento analisou registros civis ocorridos no estado, incluindo nascimentos, casamentos, divórcios e mortes, e mostrou que o estado ocupou a terceira posição nacional no indicador. A Bahia e São Paulo ficaram à frente no ranking, com 1.408 e 1.159 casos, respectivamente. Além disso, o levantamento apontou mudanças no perfil das mães brasileiras. Em 2004, 51,7% dos nascimentos eram de mulheres com até 24 anos, mas esse percentual caiu para 34,6% em 2023. Dessa forma, os dados evidenciam transformações demográficas ao longo das últimas duas décadas. Entre mulheres de 15 a 19 anos, o Maranhão registrou 15.923 nascimentos em 2024. O estado contabilizou ao todo 93.969 registros de nascidos vivos, sendo 90.304 deles referentes a 2024, o que representa 96,1% do total. Os demais casos, segundo o IBGE, correspondem a anos anteriores, somando 3,9%.
PIB do Maranhão cresce 3,2% e já é o segundo do Nordeste

MARANHÃO, 09 de dezembro de 2025 – A evolução e o crescimento do Maranhão nas áreas da economia e gestão no governo de Carlos Brandão foram destacados pelo secretário de Estado de Planejamento e Orçamento, Vinícius Ferro, em entrevista ao quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante desta segunda (8). “Estamos avançando cada vez mais, fortalecendo a gestão pública, otimizando nossos recursos e buscando parcerias”, afirmou. O significativo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, acima da média nacional, foi um dos pontos observados pelo secretário. “O PIB do Maranhão cresceu 3,2%. O do Brasil cresceu 2,9%. É o segundo estado do Nordeste, perdendo só para a Bahia. Isso demonstra que o Estado está forte”, detalhou. Vinícius Ferro também ressaltou os números positivos alcançados nas áreas da exportação e da geração de emprego, com o Maranhão batendo recorde todos os meses no número de carteiras assinadas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
MA registra mais de 600 casos de incidentes neonatais em 8 anos

MARANHÃO, 05 de dezembro de 2025 – Nos anos de 2014 a 2022, um estudo da Sociedade Brasileira para Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente analisou incidentes envolvendo recém-nascidos no NOTIVISA, que registrou 39.373 falhas na assistência hospitalar no Brasil. O Maranhão contabilizou 633 ocorrências nesse período, que abrangeram situações em ambientes hospitalares e revelaram a necessidade de atenção ao cuidado neonatal no estado. O levantamento mostrou que mais de 99% das notificações ocorreram em hospitais e que 26.913 registros foram classificados como eventos adversos. As falhas incluíram problemas com cateteres venosos, lesões por pressão, sondas, extubações acidentais e quedas. A neonatologista Cristina Ortiz Sobrinho Valete informou que os dispositivos usados em recém-nascidos são delicados e podem se deslocar com facilidade, enquanto a pele dos bebês apresenta alta sensibilidade. FALHAS MAIS FREQUENTES As quedas foram menos frequentes, mas exigiram protocolos rígidos nos serviços. A recomendação indicou que recém-nascidos não devem ser transportados no colo durante deslocamentos e que não devem permanecer em superfícies sem supervisão. A médica destacou que equipes assistenciais e famílias precisam atuar de forma integrada para fortalecer as medidas preventivas. O estudo registrou desigualdades regionais na distribuição das notificações. O Sudeste concentrou o maior número de ocorrências, seguido por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. Embora o Maranhão não lidere em volume absoluto, os 633 registros mostraram que o cenário estadual acompanha o comportamento nacional. A SOBRASP afirmou que os números representam somente o que foi notificado e que há sub-registros no país.
TCU observa baixa transparência em emendas; MA entre casos

BRASÍLIA, 05 de dezembro de 2025 – O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta (3) que detectou falhas de transparência em 16 dos 24 municípios analisados em auditoria realizada no Brasil. O órgão avaliou o uso de emendas parlamentares e constatou ausência de dados essenciais sobre execução, etapas de aplicação e origem dos recursos, o que compromete o acompanhamento social e dificulta a fiscalização oficial. Além disso, o relatório examinou a divulgação das emendas individuais, de bancada e de comissão, que somaram R$ 49,17 bilhões em 2024. O TCU afirmou que nenhum município alcançou nível elevado de transparência, embora Cariacica, no Espírito Santo, tenha registrado 80% de adequação. O tribunal observou, porém, que faltam informações como cronogramas completos e datas de atualização. MARANHÃO APARECE ENTRE OS CASOS MAIS GRAVES O TCU incluiu dois municípios do Maranhão na amostra. Estreito recebeu pontuação zero porque não publica qualquer dado sobre o uso de emendas, o que viola a Constituição e a Lei de Acesso à Informação. O tribunal afirmou que a ausência total de registros impede rastreabilidade e elimina condições mínimas de transparência ativa no portal municipal. Além disso, São Luís obteve desempenho de 52,33% e foi classificada como regular. O relatório informou que a capital apresenta dados básicos, mas ainda possui lacunas importantes, especialmente durante a implantação do Siafic. O documento registrou que a Câmara Municipal resistiu ao sistema e só aderiu após negociação com o Executivo, que assumiu a integração técnica.
Maranhão registra mais de 9 mil novos casos de HIV em 3 anos

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou 9.049 novos casos de HIV entre 2022 e 2025, além de 3.284 diagnósticos de aids, 782 gestantes vivendo com o vírus e 1.405 mortes relacionadas, conforme dados oficiais que reforçam a urgência de ampliar ações de prevenção. Em 2024, o Maranhão identificou 2.568 novos casos de HIV, 629 ocorrências de aids, 201 gestantes diagnosticadas e 358 óbitos, enquanto até outubro de 2025 foram contabilizados 1.414 novos registros, 124 grávidas vivendo com HIV e 265 mortes decorrentes. Os serviços de saúde orientam que a prevenção depende de estratégias combinadas, incluindo o uso regular de preservativos, testagem periódica e acesso à Profilaxia Pré-Exposição e à Profilaxia Pós-Exposição, indicadas conforme o risco de contaminação. A PEP deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição e está disponível gratuitamente em CTAs e SAEs, onde o paciente é testado, acolhido e recebe orientações adequadas para reduzir o risco de infecção pelo vírus. Especialistas também reforçam a importância das vacinas contra HPV e hepatite B como parte do cuidado preventivo, destacando que o diagnóstico precoce favorece intervenções rápidas e evita agravamentos associados ao HIV.
Maranhão tem a menor renda média mensal entre todos os estados

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou o menor rendimento médio mensal entre todos os estados brasileiros em 2024, com R$ 2.051, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. A média nacional de todas as fontes de rendimento alcançou um recorde de R$ 2.208 na série histórica iniciada em 2012. Os dados divulgados nesta quarta mostram que o povo do Maranhão ganha menos da metade da média do Distrito Federal, unidade com a maior renda (R$ 5.037). O estado do Ceará aparece com valor similar, de R$ 2.053, também entre os mais baixos. Em contraste, São Paulo tem uma média de R$ 3.884. O estudo também evidencia profundas disparidades de rendimento por gênero e raça no Brasil. Em 2024, os homens receberam, em média, 27,2% a mais que as mulheres. Além disso, pessoas brancas tiveram um rendimento por hora 65,9% superior ao de pessoas pretas ou pardas. Essa desigualdade permanece mesmo entre trabalhadores com ensino superior completo, onde brancos ganham 44,6% a mais. As dificuldades no mercado de trabalho atingem as mulheres de forma mais intensa. Apenas 49,1% delas estavam ocupadas em 2024, contra 68,8% dos homens. Quando empregadas, as mulheres recebem, em média, 78,6% do rendimento masculino. Em setores como comércio e serviços, essa proporção cai para 63,8%, destacando a segmentação e a desvalorização.