Lula se reuniu com cerca de 20 ditadores neste mandato

Lula cúpula

BRASIL, 09 de junho de 2025 – Apesar do discurso alegadamente democrático que o elegeu em 2022, o presidente Lula (PT) se reuniu com ao menos 20 ditadores, autocratas ou líderes autoritários ao longo de seu atual terceiro mandato. Os líder da China, Xi Jinping, e o ditador de Cuba, Miguel Diaz Canel, lideram a lista de reuniões bilaterais, somando sete encontros privados com o petista. Somente em 2023, primeiro ano deste seu terceiro mandato, Lula se reuniu com o ditador cubano em quatro ocasiões. Já com o autocrata chinês o mandatário brasileiro teve ao menos três encontros privados, durante viagens oficiais à China, em 2023 e 2025 e também durante uma visita que Xi Jinping fez ao Brasil em 2024. O ditador russo, Vladimir Putin, além de autocratas africanos e árabes, também entram na lista de líderes autoritários com quem Lula se reuniu nos últimos três anos. De acordo com levantamento realizado pela Gazeta do Povo, o petista manteve encontros com ao menos 20 representantes de 19 países que vivem em regimes autoritários ou ditatoriais ao longo deste mandato. O levantamento feito pela reportagem leva em conta os compromissos oficiais previstos na agenda presidencial e que aconteceram em formato de visitas presenciais. Os encontros contabilizados só levam em conta agendas bilaterais ou privadas. Para classificar o país como não democrático, a reportagem utilizou o último ranking do jornal inglês The Economist, publicado em 2025, referente a 2024, que anualmente elenca as nações mais e menos democráticas do mundo. O método utilizado pela publicação leva em consideração a avalição de especialistas e pesquisas de opinião pública dos 167 países que aparecem na lista. O processo eleitoral, a liberdade da sociedade civil e o funcionamento das estruturas governamentais são avaliados pelo jornal para classificar os países como democráticos ou não. Países citados, como o Haiti ou Etiópia, por exemplo, apesar de não serem ditaduras “clássicas” como Cuba e Venezuela, possuem características autocráticas e por isso foram classificadas como regimes autoritários.

Novo PAC fracassa e frustra Lula para as eleições 2026

Lula pac

BRASIL, 09 de junho de 2025 – Lançado ainda em 2023 como uma das principais apostas do presidente Lula (PT), o Programa de Aceleração do Crescimento, apelidado de novo PAC, não trouxe o capital político esperado pelo petista. Sem conseguir promover grandes obras pelo país, integrantes do Palácio do Planalto já admitem que o governo não terá uma grande vitrine para explorar na campanha eleitoral de 2026. Inicialmente, o novo PAC previa retomar ou começar pelo menos 23 mil obras ao longo dos quatro anos de governo. Contudo, até o momento, cerca de 48,6% dos empreendimentos ainda estão em ação preparatória. Ou seja, em contratação, estudo, projeto de engenharia e/ou licenciamento ambiental. Na prática, os projetos que estão nessa fase ainda não tiveram início.

Populismo de Lula pressiona economia e aumenta risco fiscal

Lula economia

BRASIL, 06 de junho de 2025 – Com a aprovação derretendo nas pesquisas e a eleição de 2026 no horizonte, o presidente Lula (PT) ensaia mais uma rodada de medidas econômicas com apelo direto às bases eleitorais. Entre subsídios, promessas e liberações de crédito, o governo retoma uma velha fórmula de estímulos imediatistas que preocupam o mercado e aprofundam os riscos fiscais. A movimentação ocorre após uma série de desgastes, como os escândalos envolvendo desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o impacto negativo do aumento do IOF sobre várias operações. O governo tenta responder com medidas de efeito rápido – e impacto fiscal duradouro. As últimas pesquisas Genial/Quaest e PoderData apontam que a desaprovação à gestão Lula alcançou 57% e 56%, respectivamente. Entre os entrevistados que tomaram conhecimento do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a maioria criticou a decisão. Eles afirmaram que Lula errou ao manter o aumento do imposto para a compra de dólar por pessoas físicas e para remessas de dinheiro ao exterior. DO BOTIJÃO À MOTOCICLETA Na tentativa de estancar a sangria política, o Planalto prepara um novo “kit reeleição”. Durante entrevista na terça (3), Lula anunciou que estão em estudo iniciativas como a ampliação do programa que subsidia gás de cozinha a famílias de baixa renda, uma linha de crédito para reforma de residências populares, incentivos à compra de motocicletas por entregadores e a instalação de pontos de apoio com atendimento médico para caminhoneiros. Os alvos são claros: trabalhadores informais, autônomos e famílias que sofrem com o custo de vida. “Não é justo a Petrobras vender um botijão por R$ 37 e ele chegar a R$ 140”, disse o presidente. O problema, segundo analistas, é que esse tipo de intervenção reforça distorções, pressiona o Orçamento e empurra a inflação para cima.

Cinco fatos expõem a farsa do governo Lula sobre a economia

Economia Narrativa

BRASIL, 02 de junho de 2025 – O PIB avança, o desemprego está próximo do piso da série histórica, a Bolsa de Valores tem subido. O cenário levou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, a afirmar dias atrás que “o país está muito bem”. A frase ecoou declaração semelhante da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que em março disse nunca ter visto momento econômico tão positivo. Apesar da comemoração do governo Lula, uma série de indicadores mostra que a realidade da economia é mais preocupante: 1. Inflação é a maior em mais de dois anos A inflação se mostra persistente e em níveis elevados. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 5,53% até abril, segundo o IBGE — o maior índice em mais de dois anos, mais de um ponto percentual acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O Bradesco projeta que o pico da inflação ocorrerá ocorrerá apenas em agosto. O mercado de trabalho aquecido é um dos principais fatores que contibuem para jogar os preços para cima. Apesar de o desemprego ter subido de 6,1% em novembro para 6,6% em abril, o indicador para esse mês foi o menor desde o início da série histórica. A combinação de baixo desemprego, geração de empregos formais, crescimento real de salários e o impulso dos gastos governamentais ajudam a sustentar a demanda e, consequentemente, os preços. Em paralelo, problemas de oferta fizeram disparar a inflação dos alimentos. 2. Taxa de juros chegou ao maior nível em quase duas décadas A persistência da inflação levou o Banco Central a apertar a política monetária. A taxa básica de juros (Selic) está em alta desde o segundo semestre de 2024, e na última reunião o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 14,75% ao ano. A taxa é a maior em 19 anos. Analistas acreditam que o ciclo de alta possa ter terminado. Os contratos futuros na B3 indicavam, na sexta (30), 66% de probabilidade de manutenção da Selic na próxima reunião, na segunda quinzena de junho. Cortes, na melhor das hipóteses, devem acontecer somente a partir de junho e o retorno das taxas a um dígito não deve ocorrer antes de 2028, segundo o boletim Focus, que reúne expectativas coletadas pelo BC juinto a instituições financeiras e consultorias. Outra preocupação dos economistas é com os desdobramentos do cenário fiscal. O Itaú alerta que eventuais mudanças nas regras fiscais em 2026 representam o principal risco, podendo exigir juros elevados por um período mais prolongado. 3. País nunca teve tantas empresas e pessoas com dívidas em atraso A combinação de juros altos e inflação persistente tem causado efeitos devastadores na economia. Em abril, 76,6 milhões de brasileiros (47,1% da população ativa) acumulavam dívidas em atraso superior a 90 dias, totalizando R$ 457,4 bilhões. No setor empresarial, 7,3 milhões de companhias estavam negativadas (31,9% do total nacional), com dívidas de R$ 180 bilhões. A inadimplência de pessoas físicas e jurídicas atingiu os maiores patamares desde 2016, início da série histórica da Serasa Experian. Os pequenos negócios são os mais vulneráveis. Das empresas inadimplentes, 6,9 milhões são de micro, pequeno e médio porte, acumulando R$ 146,2 bilhões em débitos. “Eles têm menor capital de giro, maior dependência do crédito bancário e menos margem para absorver oscilações”, explica Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian. Pesquisa da CNC mostra que 77,6% das famílias brasileiras tinham dívidas pendentes em abril — o maior percentual desde agosto. Entre elas 12,4% não conseguem quitar débitos em atraso, interrompendo em abril uma queda de três meses consecutivos neste indicador. No mesmo período de 2023, o índice era 12,1%.

Governo Lula já criou ou subiu impostos mais de 20 vezes

Lula imposto

BRASÍLIA, 31 de maio de 2025 – O presidente Lula anunciou, no fim de maio, um novo pacote fiscal que inclui o congelamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com esse novo aumento, o governo Lula já soma 24 anúncios de criação ou elevação de tributos desde 1º de janeiro de 2023, mostra levantamento feito pela Gazeta do Povo. Conforme a reportagem, a média de criação de impostos chega a uma medida fiscal a cada 37 dias. Parte das propostas de Lula e de seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda depende do Congresso. Apesar disso, a maioria já está em vigor e contribuiu para que a carga tributária brasileira alcançasse o maior nível da história. Os anúncios são alvos de críticas da população e renderam até um apelido a Haddad, batizado de “Taxad” nas redes sociais.

Corrupção lidera preocupações dos brasileiros, diz pesquisa

Corrupção brasil

BRASIL, 30 de maio de 2025 – A corrupção é considerada o maior problema enfrentado pelo Brasil atualmente, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta (30). O levantamento mostra que 59,5% dos entrevistados citaram o tema como principal preocupação. O aumento da criminalidade e do tráfico de drogas aparece em segundo lugar, citado por 50,2% dos brasileiros. Já a economia e a inflação preocupam 29,4% dos entrevistados. Cada pessoa pôde mencionar até três problemas. A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 23 de maio, após a revelação de um esquema de fraudes no INSS. O caso envolvia descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas para beneficiar associações. Na pesquisa anterior, feita em abril, a criminalidade era o principal problema, citada por 55% dos brasileiros. A corrupção havia ficado atrás, mas agora subiu 13 pontos percentuais e assumiu a liderança na percepção pública.

Invasores de terra partem pra cima de ministro de Lula

ministro MST

BRASÍLIA, 29 de maio de 2025 – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) cobra a demissão do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, alegando paralisia na reforma agrária. Líderes do grupo afirmam que o governo não cumpriu promessas de avanços concretos e prometem levar a demanda diretamente ao presidente Lula em encontro marcado para esta quinta (29), no Paraná. Jaime Amorim, dirigente nacional do MST, declarou que o diálogo com Teixeira está rompido. Segundo ele, o ministro “não entende de reforma agrária” e estaria maquiando números de famílias assentadas.

Estatais elevam patrocínios e gastos disparam no governo Lula

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MARANHÃO, 28 de maio de 2025 – As seis maiores estatais controladas pelo governo federal ampliaram suas verbas de patrocínio no terceiro mandato do presidente Lula (PT). Os contratos assinados por Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Correios e BNDES se aproximaram da marca de R$ 1 bilhão no ano passado. A verba subiu em todas as seis empresas federais de maior faturamento. O valor total, com correção pela inflação, passou de R$ 351,5 milhões em 2023 para R$ 977,6 milhões em 2024. A alta corresponde a mais de 250% de um ano para outro. Os patrocínios das estatais também cresceram em relação a 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), quando foram contratados R$ 275,8 milhões, também em valores corrigidos. A gestão do ex-presidente foi marcada por um corte abrangente de despesas dessas empresas. Patrocínios esportivos contribuíram para a ampliação da verba em 2024, ano das Olimpíadas de Paris, mas não puxaram a alta sozinhos. Todas as empresas analisadas tiveram aumentos em outras áreas, como cultura e eventos. As empresas afirmam que a definição dos patrocínios segue critérios técnicos, atende a estratégias de mercado e tem respaldo na legislação. O maior aumento relativo de verba de 2023 para 2024 ocorreu nos Correios. Os contratos passaram de R$ 3,5 milhões, em valores corrigidos, para R$ 33,8 milhões. No último ano do governo Bolsonaro, essa verba era de apenas R$ 300 mil. O presidente dos Correios, Fabiano Silva, tem sido cobrado por Lula devido aos seguidos prejuízos da estatal. A empresa divulgou um plano para cortar R$ 1,5 bilhão em despesas. Em valores absolutos, o maior aumento dos contratos foi da Petrobras. A petroleira havia destinado R$ 50,5 milhões em 2023. O número pulou para R$ 335 milhões em 2024. As cifras englobam os patrocínios da área de comunicação da empresa. Os valores relacionados à responsabilidade social ficaram fora do levantamento. Os números foram compilados a partir das páginas de transparência divulgadas pelas estatais. Foram considerados os contratos de patrocínio ou seja, os compromissos firmados a cada ano, ainda que os pagamentos efetivos possam ser parcelados nos anos seguintes. O levantamento considera as estatais com faturamento acima de R$ 10 bilhões registrado no mais recente relatório do Ministério da Gestão, elaborado com números de 2023. O Banco do Nordeste também aumentou o patrocínio de eventos, incluindo contratos fora da região atendida pelo banco (que inclui os nove estados nordestinos mais Minas Gerais e Espírito Santo).

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