Governo gasta R$ 758,6 milhões com aluguel no 1º semestre

Governo Lula

BRASÍLIA, 11 de agosto de 2025 – O governo federal desembolsou R$ 758,6 milhões em aluguéis de imóveis entre janeiro e junho de 2025, segundo o Tesouro Nacional. O valor representa aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2024, já corrigido pela inflação. Os dados fazem parte de relatório divulgado recentemente pelo órgão, que aponta que a despesa é a maior desde 2021. A gestão é do presidente Lula, e a série histórica dessa conta começou em 2011. O recorde para um primeiro semestre ocorreu em 2014, no governo Dilma Rousseff, quando foram pagos R$ 1,2 bilhão em aluguéis. Durante a pandemia, em 2020, o valor ficou abaixo de R$ 910 milhões.

Ponte entre MA e Piauí é finalizada com emenda de Fufuca

Ponte Fufuca

MARANHÃO, 08 de agosto de 2025 – A ponte que conecta Ribeiro Gonçalves (PI) e Tasso Fragoso (MA), na BR-330-PI, foi concluída após investimento de R$ 35 milhões do governo federal. A estrutura, essencial para o transporte de produtos agrícolas, teve recursos garantidos por emenda do ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), e apoio do presidente Lula.

Empresa de alvo da PF recebeu R$ 271 milhões do governo Lula

Empresa governo

RORAIMA, 1º de agosto de 2025 – A empresa Voare Táxi Aéreo, vinculada à deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e seu marido, Renildo Evangelista Lima, recebeu R$ 271 milhões em 17 contratos com o governo federal desde 2023. Desse total, R$ 96 milhões foram firmados sem licitação, conforme revelado após operação da Polícia Federal na quarta (30). Os contratos envolvem os ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública e Defesa. A Voare Táxi Aéreo manteve os contratos mesmo após Renildo ser flagrado com R$ 500 mil em espécie — parte escondida na cueca — durante operação da PF em setembro de 2024. A empresa, presidida por Renildo, tem Helena como sócia (10% das cotas, declaradas em R$ 990 mil em 2022). Além disso, a deputada gerencia a Asatur Transporte, grupo familiar com atuação em fretamento e táxi aéreo em Roraima.

Lula reúne apenas 6 ministros do STF após sanções a Moraes

STF Lula

BRASÍLIA, 1º de agosto de 2025 – O presidente Lula recebeu seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em um jantar no Palácio da Alvorada nesta quinta (31). O evento ocorreu um dia após os Estados Unidos anunciarem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, que compareceu ao encontro. Além dele, estiveram presentes Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A reunião foi interpretada como um gesto de apoio a Moraes, alvo de medidas norte-americanas sob a Lei Magnitsky. O Planalto emitiu nota defendendo o ministro, destacando seu “compromisso com a democracia”. Por outro lado, cinco ministros não participaram: Luís Fux, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Suas ausências chamaram atenção, pois sinalizam possíveis divergências internas. O jantar começou às 19h30 e durou cerca de duas horas, sem discursos oficiais. Além dos ministros, estiveram presentes o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O episódio ocorre na véspera da retomada dos trabalhos do STF, com a primeira sessão presencial do segundo semestre marcada para esta sexta (1º). Apesar do clima de solidariedade, a ausência de parte do plenário evidenciou tensões na Corte.

Pesquisa aponta que 40% veem governo Lula pior que o de Bolsonaro

BRASÍLIA, 30 de julho de 2025 – O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado pior do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro por 40% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (30) pelo PoderData. Outros 33% avaliam que a administração petista é melhor, enquanto 24% consideram as duas iguais. No recorte por intenção de voto em 2022, 57% dos eleitores de Lula consideram sua gestão superior, 13% avaliam como pior e 28% afirmam não ver diferença. Entre os eleitores de Bolsonaro, 78% entendem que o atual governo é pior, 7% o avaliam como melhor e 14% consideram equivalente. REPROVAÇÃO DE LULA AINDA SUPERA APROVAÇÃO A pesquisa também mostra que a reprovação de Lula segue maior que sua aprovação. O presidente tem 53% de desaprovação contra 42% de aprovação. Há dois meses, os números eram de 56% e 39%, respectivamente, indicando uma leve melhora. Parte dessa recuperação é atribuída ao impacto das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Segundo Trump, a medida está ligada a disputas comerciais e a críticas à condução do caso judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. AVALIAÇÃO PESSOAL DO PRESIDENTE Além da comparação com Bolsonaro, o PoderData perguntou sobre o desempenho pessoal de Lula. Para 41%, ele é ruim ou péssimo; 34% avaliam como regular e apenas 22% classificam como bom ou ótimo. O levantamento foi realizado entre 26 e 28 de julho com 2.500 entrevistados no Distrito Federal e em 182 cidades dos 26 estados. As entrevistas foram feitas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

Milionário, Lula condena pobres por votarem em ricos

Lula pobre

OSASCO, 29 de julho de 2025 – O presidente Lula questionou nesta sexta (25) o apoio de eleitores pobres a candidatos ricos durante evento no Jardim Rochdale, bairro periférico de Osasco (SP). Em discurso, comparou a situação a “colocar raposa no galinheiro” e afirmou: “O pobre fala que vai votar no prefeito rico porque ele não vai roubar, mas ele só é rico porque já roubou”. No mesmo evento, Lula anunciou investimentos do Novo PAC para reurbanização em três favelas de Osasco, incluindo o Jardim Rochdale. O presidente defendeu que eleitores periféricos deveriam escolher representantes com seu perfil socioeconômico, embora tenha negado adotar retórica de luta de classes.

Governo prepara 6 novos programas sociais com foco em 2026

Governo programa

BRASÍLIA, 29 de julho de 2025 – O governo federal prepara o lançamento de seis novos programas sociais direcionados a classe média, trabalhadores de aplicativos e famílias de baixa renda. As iniciativas têm implementação prevista para 2026, ano eleitoral, e incluem a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e redução de alíquotas para faixas entre R$ 5.001 e R$ 7.350. O Congresso deve votar a proposta até setembro. Segundo estimativas do relator Arthur Lira (PP-AL), o custo das mudanças no IR pode chegar a R$ 31,3 bilhões em 2026 – valor superior aos R$ 25,8 bilhões inicialmente projetados pela Receita Federal. O pacote ainda prevê créditos subsidiados para reformas de casas e compra de motos elétricas por entregadores, além da ampliação do teto do Minha Casa, Minha Vida para atingir a classe média.

Retaliação de Lula aos EUA pode cortar 5 milhões de empregos

empregos trump

MUNDO, 26 de julho de 2025 – Uma escalada nas retaliações na guerra comercial entre o Brasil e os Estados Unidos pode custar até 6% do PIB brasileiro – pelo menos R$ 667 bilhões – e uma perda de 5 milhões de empregos em um período entre cinco e dez anos. O projeto é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). O Brasil enfrenta seu maior dilema comercial em décadas. A tarifa anunciada por Donald Trump, para entrar em vigor em 1.º de agosto, representa muito mais que um entrave comercial. Segundo analistas, a situação pode representar um grande obstáculo ao futuro da economia do país, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) opte pelo caminho da retaliação. No momento, os esforços do governo são direcionados para uma negociação pela via diplomática. “O Ministério das Relações Exteriores precisará ser muito hábil para negociar e, quem sabe, suspender essa tarifa antes de 1.° de agosto”, diz o jurista Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito da Universidade Mackenzie. A decisão americana surpreende não apenas pela magnitude, mas também pelo timing e justificativa. Washington classifica o tarifaço como sendo algo “recíproco” e alega buscar “corrigir barreiras impostas pelo Brasil”. No entanto, os analistas enxergam motivações que vão além do comércio. Eles defendem um componente político na decisão, com divergências sobre o tratamento dispensado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro e debates atualizados sobre a regulação das redes sociais no Brasil como pano de fundo para a instrumentalização do comércio bilateral. O custo da retaliação: por que responder seria pior? A entidade empresarial mineira aponta que na eventualidade de o Brasil responder com uma tarifa de 50% sobre os produtos americanos, como Lula cogitou na semana passada, os efeitos seriam substanciais. O PIB nacional sofreria uma contração de 2,21%, equivalente a R$ 259 bilhões em valores atuais. A retração significaria a eliminação de 1,9 milhão de postos de trabalho, entre empregos formais e informais, com uma redução de R$ 36,2 bilhões no total dos rendimentos dos brasileiros.

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