Bolsonaro diminui vantagem de Lula em todos os segmentos do eleitorado

Copia de Imagem Principal BRANCA

O presidente Jair Bolsonaro (PL) diminuiu a vantagem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha em todos os segmentos do eleitorado, segundo levantamento de VEJA feito com base na última pesquisa presidencial, realizada pela XP/Ipespe entre os dias 18 e 20 de abril e divulgada na sexta (22/04). É importante ressaltar que a aproximação de Bolsonaro não tem se dado às custas da perda de votos do petista, que continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto com 45% a 31% — em janeiro, o placar era de 44% a 24%. Desde agosto de 2021, na série histórica do instituto, o petista nunca teve menos de 40% e seu teto foi 45%. Bolsonaro tem crescido em razão da desistência do ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) e com a diminuição daqueles que se dizem indecisos ou que irão votar em nulo ou em branco — sua performance tem sido beneficiada também pela ligeira melhora da avaliação do seu governo. Entre dezessete segmentos analisados, Bolsonaro só perdeu terreno para Lula em um: o do eleitorado evangélico, faixa onde o presidente tinha a dianteira em janeiro com dezesseis pontos percentuais de diferença (43% a 27%) e hoje continua na frente, mas com uma vantagem menor (45% a 34%). Veja abaixo as comparações entre a pesquisa feita em janeiro deste ano. HOMENS (diferença encurtou sete pontos) Janeiro/2022: Lula 39% x Bolsonaro 29% Abril/2022: Lula 41% x Bolsonaro 38% MULHERES (diferença encurtou sete pontos) Janeiro/2022: Lula 48% x Bolsonaro 19% Abril/2022: Lula 48% x Bolsonaro 26% ENSINO FUNDAMENTAL (diferença encurtou sete pontos) Janeiro/2022: Lula 47% x Bolsonaro 17% Abril/2022: Lula 51% x Bolsonaro 28% ENSINO MÉDIO (diferença encurtou três pontos) Janeiro/2022: Lula 40% x Bolsonaro 30% Abril/2022: Lula 42% x Bolsonaro 35% ENSINO SUPERIOR (diferença encurtou doze pontos) Janeiro/2022: Lula 44% x Bolsonaro 25% Abril/2022: Lula 38% x Bolsonaro 31% 16 A 34 ANOS (diferença encurtou seis pontos) Janeiro/2022: Lula 48% x Bolsonaro 20% Abril/2022: Lula 48% x Bolsonaro 26% 35 A 54 ANOS (diferença encurtou dois pontos) Janeiro/2022: Lula 42% x Bolsonaro 27% Abril/2022: Lula 44% x Bolsonaro 31% MAIS DE 55 ANOS (diferença encurtou treze pontos) Janeiro/2022: Lula 41% x Bolsonaro 24% Abril/2022: Lula 42% x Bolsonaro 38% ATÉ 2 SALÁRIOS MÍNIMOS (diferença encurtou dois pontos) Janeiro/2022: Lula 46% x Bolsonaro 20% Abril/2022: Lula 50% x Bolsonaro 26% 2 A 5 SALÁRIOS MÍNIMOS (diferença encurtou onze pontos) Janeiro/2022: Lula 40% x Bolsonaro 27% Abril/2022: Lula 40% x Bolsonaro 38% MAIS DE 5 SALÁRIOS MÍNIMOS (diferença encurtou oito pontos) Janeiro/2022: Lula 44% x Bolsonaro 28% Abril/2022: Lula 40% x Bolsonaro 32% NORTE/CENTRO-OESTE (diferença encurtou dez pontos) Janeiro/2022: Lula 43% x Bolsonaro 23% Abril/2022: Lula 40% x Bolsonaro 30% NORDESTE (diferença encurtou um ponto) Janeiro/2022: Lula 55% x Bolsonaro 20% Abril/2022: Lula 54% x Bolsonaro 20% SUDESTE (diferença encurtou dois pontos) Janeiro/2022: Lula 38% x Bolsonaro 27% Abril/2022: Lula 43% x Bolsonaro 34% SUL (Bolsonaro tirou uma diferença de 18 pontos e passou Lula em cinco pontos) Janeiro/2022: Lula 40% x Bolsonaro 22% Abril/2022: Lula 34% x Bolsonaro 39% CATÓLICOS (diferença encurtou onze pontos) Janeiro/2022: Lula 46% x Bolsonaro 22% Abril/2022: Lula 43% x Bolsonaro 30% EVANGÉLICOS (Lula diminuiu a diferença em cinco pontos) Janeiro/2022: Lula 27% x Bolsonaro 43% Abril/2022: Lula 34% x Bolsonaro 45% A pesquisa foi realizada entre 18 e 20 de abril, com 1.000 eleitores por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº BR-05747/2022.

“Líder” nas pesquisas e “favorito”, Lula demite marqueteiro

Minha Imag Princ BRANCA

Apontado por institutos de pesquisa como líder nas intenções de voto e considerado favorito por alguns, o ex-presidente Lula decidiu trocar o marqueteiro de sua campanha. A decisão contrasta com a tentativa de passar um clima de otimismo na campanha. Nas últimas semanas o comando petista se incomodou com a ascensão de Bolsonaro nas intenções de voto, que chegou a crescer 10 pontos em alguns levantamentos. A alegação oficial para a mudança de comando no marketing foram “razões administrativas e financeiras”. A empresa MPB, de propriedade do publicitário Augusto Fonseca, foi retirada da campanha. A equipe ainda chegou a produzir os primeiros vídeos das inserções partidárias do PT. As peças geraram reclamação. Membros do partido chegaram a reclamar dos primeiros vídeos e passaram a defender nos bastidores a contratação de Sidonio Pereira, da agência Leiaute. Sidonio foi responsável pela campanha de Fernando Haddad, em 2018, eleição vencida por Jair Bolsonaro. Além da demissão do marqueteiro, a pré-campanha do ex-presidente também sofreu com declarações consideradas desastrosas. Lula atacou evangélicos, defendeu o fim da reforma trabalhista, apoiou o aborto e disse que a classe média brasileira é a que mais ostenta no planeta.

Pressionado por Lula, Paulinho da Força declara apoio à ex-presidiário

Copia de Imagem Principal PRETA

O deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força, anunciou que o partido irá apoiar o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição à Presidência deste ano. O anúncio foi feito nas redes sociais um dia após o líder da sigla se reunir e publicar foto com Eduardo Leite e Aécio Neves, ambos do PSDB, cuja imagem repercutiu pela aparência do deputado tucano. “Lula me pediu para buscar novos apoios para juntos vencermos as eleições. Com união e diálogo, vamos lutar para recuperar o emprego e a renda do povo brasileiro”, afirmou Paulinho. Recentemente, o comandande do Solidariedade foi vaiado em um ato do PT com sindicalistas e, por conta disso, havia especulação que o partido poderia apoiar uma candidatura de terceira via. Militantes petistas guardam ressentimento por ele ter dado voto favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Em 2014, Paulinho da Força declarou apoio à candidatura de Aécio.

Dino é cotado como ministro da Economia em possível governo Lula

Copia de Imagem Principal PRETA

A reportagem do G1 anunciou nesta terça (19) que o ex-governador do Maranhão e pré-candidato ao Senado Flávio Dino (PSB) é um dos nomes cotados pelo PT para assumir o Ministério da Economia num eventual governo de Lula. O objetivo seria reeditar a opção de 2003, quando o escolhido foi o médico Antônio Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Segundo Andréia Sadi e Julia Duailibio, o debate em torno do sucessor de Paulo Guedes vêm sendo debatido por emissários do PT com empresários, principalmente agentes do sistema financeiro. Além disso, a deputada Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que, caso seja eleito em outubro, o ex-presidente Lula “não tem compromisso de botar um economista” para comandar a Economia. “O Lula já falou que pode ser um político. Ele não tem compromisso de botar um economista, pode ser um político, mas ele é quem vai decidir, nada definido ainda: ele sabe o que fazer na economia, não é Bolsonaro – mas falar em nomes, isso é especulação, não tem nada disso”, afirmou a presidente nacional do PT. O partido ainda não definiu um nome preferencial, mas empresários têm ouvido de petistas os nomes de ex-governadores, entre os quais Camilo Santana (Ceará), Flávio Dino (Maranhão) Jaques Wagner (Bahia) e Wellington Dias (Piauí), que também tem participado de encontros com empresários. O nome do ex-senador Jorge Viana (AC) também é citado. Mais informações em G1.

Brandão falta a evento pró-Lula e gera dúvida sobre relação com Dino

Evento pro Lula

Na semana passada o ex-governador Flávio Dino (PSB) organizou uma reunião com lideranças políticas para definir as linhas gerais da pré-campanha do ex-presidente Lula. A ausência do governador e candidato à reeleição Carlos Brandão (PSB) no evento foi sentida. Alguns observadores encaram a ausência do cabeça de chapa logo na 1ª reunião pró-lula como um recado do ex-governador ao atual mandatário. Além Flávio Dino, participaram da reunião secretários de governo, presidentes de partidos e políticos, também foi convidado o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto. “Começamos a organizar a pré-campanha do presidente Lula  no Maranhão, em reunião com representações do PSB, PT e PCdoB. Campo popular está unido e vamos vencer”, disse Dino em suas redes sociais. RETALIAÇÃO A relação entre o atual e o ex-governador já é considerada estremecida por parte da classe política. As razões para o início do distanciamento repousam na insatisfação de Dino com a reforma administrativa tocada por Brandão. Flávio Dino não concorda com algumas escolhas do governador. Outros membros do primeiro escalão do antigo governo também andam reclamando publicamente da postura de independência de Carlos Brandão. Apesar dos sinais de ruptura e da ausência em um evento considerado capital, nenhum dos dois deu manifestações públicas que apontam para uma ruptura ou indicam insatisfação.

PT teme debandada de partidos da pré-campanha de Lula

Minha Imag Princ BRANCA

Após a queda nas pesquisas, o ex-presidente Lula sofreu a primeira baixa entre os partidos que poderiam compor a base de sua reeleição. O Solidariedade cancelou evento que serviria para sacramentar o apoio da legenda ao petista. A ação do partido é vista com temor por membros do PT. A atitude do Solidariedade pode estar desencadeando uma onda de desconfiança que dificulte a formulação de alianças partidárias na pré-campanha do ex-presidente. A decisão do Solidariedade foi tomada após o presidente da legenda, deputado federal Paulinho da Força, ser vaiado durante um evento que contou com a participação de Lula, Geraldo Alckmin e sindicalistas em São Paulo. “Nossa relação com o PT não está boa”, disse Paulinho ao justificar o cancelamento. “Precisamos fazer uma discussão mais séria sobre o que o PT quer. Se não querem apoio, só avisar, que a gente não fica perdendo tempo.” Antes do evento, Lula fez um apelo a Paulinho por apoio. Segundo relato de Paulinho, feito à Folha antes das vaias, Lula que o Solidariedade formalizasse apoio ao seu nome antes mesmo do lançamento oficial de sua pré-candidatura, programado para 7 de maio. “Perguntei: ‘Como vamos apoiar uma candidatura que nem existe?’ Mas Lula disse que gostaria de passar uma imagem de amplitude”, falou Paulinho. JANELA PARTIDÁRIA A dificuldade do PT em criar um arco de alianças no entorno do ex-presidente já foi observada durante a abertura da janela partidária. Enquanto legendas aliadas ao presidente Jair Bolsonaro cresceram exponencialmente, o PT e seus satélites mantiveram, e até mesmo perderam, membros. A queda de Lula nas pesquisas e a centralização das decisões políticas pelo PT são vistas como os verdadeiros motivos do adiamento do apoio a Lula pelo Solidariedade.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.